Resenha Politica

Baderneiros impedem o direito de ir e vir em Rondônia; autoridades evitam o assunto; não há clima para golpe; e jornalistas intimidados – Por Robson Oliveira

EXCESSO 

Mesmo que algumas autoridades de Rondônia evitem condenar publicamente a baderna promovida pelos extremistas que protestam contra o resultado das urnas fechando as BRs, já passou da hora de dar um basta nos excessos desses malucos autodenominados “patriotas”. Há quem diga que é um movimento pacífico garantido pela carta magna. Mentira. É um movimento truculento que faz apologia à violência e que exige um golpe militar para impedir a posse do presidente eleito num atentado claro à Constituição. 

BADERNEIROS 

Portanto, além de obstruir as rodovias impedindo o direito do cidadão de ir e vir, os amotinados propõem uma ruptura ao texto constitucional com desobediência civil. Ambos são crimes, comprovando que na baderna instalada não há nada de pacífico e que parte das autoridades é leniente com esses baderneiros, sendo que em algum momento todos responderão, uns pela ação outros pela omissão.   

FRACASSO 

Embora o movimento dos insurretos tenha causado balbúrdia em algumas rodovias, em Rondônia o movimento persiste em fechar rodovias numa articulação de meia dúzia de empresários fanáticos. Mas todos sabem que a zoada foi maior que a adesão e é um movimento fracassado.  

GOLPE 

Alguém tem que chamar essa turma ensandecida e avisar que não há clima nacional e tampouco internacional para uma intervenção militar sem que haja consequência política e econômica para o país. O que defendem é indefensável e o resultado das eleições nacionais foi reconhecido pelas instituições brasileiras e organismos internacionais. Não há justa causa para a aventura que os extremistas almejam. Cedo ou tarde vão perceber que foram vítimas de um golpe alimentado pelas redes sociais por fake news e vão colocar o rabo entre as pernas para retornarem aos lares.  

SEXISMO  

Nos grupos de WhatsApp os organizadores do movimento baderneiro atacaram de forma sexista a procuradora do Ministério Público Federal Gisele Dias Bleggi Cunha, responsável também pela desobstrução das rodovias. Fotos da procuradora foram repassadas nos grupos com áudios preconceituosos em razão da sua condição de mulher.  

DESVAIRADOS  

Aproveitaram a discriminação de gênero para achincalhar a roupa e o cabelo rastafari que a procuradora usa e que em nada interferem no desempenho das suas funções públicas.  Razão pela qual a Associação Nacional dos Procuradores soltou nota de solidariedade à servidora pública. Não bastasse a truculência contra quem votou diferente ao candidato dos extremistas, são manifestamente sexistas.  Pessoas perturbadas que se utilizam de premissas enganosas para justificar a balbúrdia que promovem em nome de um patriotismo falso e desvairado.  

PENALIDADES 

O ministro Alexandre Moraes tem sido firme contra todos os atentados à democracia e não vai negligenciar contra quem está propondo atos antidemocráticos com ruptura do estado de direito. Moraes promete agir duro contra todos, em especial aos que espalharam fake news durante o período eleitoral. Ao que parece essa turma não acredita nas penalidades, mas elas virão a galope tão forte quanto os cavalos dos potentes caminhões.  

INTIMIDAÇÕES 

Jornalistas rondonienses também foram hostilizados quando trabalhavam exatamente na cobertura das interrupções das rodovias. Uma intimidação que exige das autoridades a reprimenda exemplar uma vez que o exercício livre da imprensa é essencial na normalidade das instituições em qualquer país civilizado. O jornalismo sempre foi alvo ao longo da história da sanha doentia dos poderosos e dos déspotas, reprovável em qualquer espécie. É uma profissão que resiste a tudo e a todos. Não será dessa vez que vão amordaçar o jornalista e garrotear a informação. Esta coluna, por exemplo, suscita a ira de muitos desses trogloditas e nem por isso se curva aos insultos. Aos colegas hostilizados, recebam da coluna a singela solidariedade.  

SUSTENTABILIDADE 

O próximo governo tem como uma das metas a sustentabilidade e já posiciona o Brasil em situação mais privilegiada para bons negócios, compatibilizando a exploração das nossas riquezas com um novo modelo sustentável. O meio ambiente tão castigado nos últimos quatro anos, vítima de políticas equivocadas e de revogação de normas que abriram as porteiras para todo tipo de exploração predatória. Os garimpos e a exploração vegetal em áreas de reservas vão receber a fiscalização que a lei exige a partir da posse do novo governo. Um alívio para novas gerações.  

ENTREVISTA 

A entrevista concedia pelo Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, ao competente jornalista Everton Leoni, na SIC TV, foi uma aula de jornalismo pela exploração dos temas mais espinhosos ao entrevistado, e uma exposição de maturidade política de um membro do primeiro escalão do governo que analisou o cenário nacional com a responsabilidade de quem pensa nos interesses rondonienses acima das questiúnculas ideológicas. Leoni e Júnior deram um show na entrevista em tempos de cólera política. Merecem o registro.  

CUSTO BRASIL

As tarifas públicas vão ser majoradas com aumentos próximos aos vinte porcento. É o custo das eleições presidenciais que congelou as tarifas para que não interferissem no resultado das urnas. Energia elétrica, gasolina, telefonia, remédios, alimentos, entre outros, terão aumentos para que os preços repressados sejam recompostos. É a conta do custo Brasil que será repartida para todos os brasileiros. A gasolina, por exemplo, já foi reajustada pela quarta vez seguinda nos últimos dias. O reflexo será na inflação e no bolso dos contribuintes.  Vamos ver quem vai protestar. 

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores é de sua responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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