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Biden toma posse nos EUA e celebra o ‘triunfo da causa da democracia

Joe Biden tomou posse como o 46º presidente dos EUA, depois de uma eleição tumultuada e uma longa batalha legal e política travada por Donald Trump para tentar bloquear sua vitória. Acompanhe as atualizações em tempo real. A comissão responsável pela posse também transmite o evento ao vivo no YouTube, e a sequência de eventos inclui missa, discursos e parada pelas ruas de Washington.

Termina a cerimônia de posse

Empossado, Joe Biden deixa o palco diante do Capitólio já como novo presidente dos EUA. Agora, Biden receberá, de forma simbólica, o comando das Forças Armadas. Em seguida, visitará o Cemitério de Arlington, onde estão enterrados militares mortos em guerras com participação dos EUA. Ele será acompanhado por Bill Clinton, Barack Obama e George W. Bush. A agenda ainda reserva uma parada pelas ruas da capital americana, apesar da ausência de público, da assinatura de ordens executivas e um especial na TV, no fim da noite.

Benção presidencial

O pastor Silvester Beaman, de Wilmington, em Delaware, e amigo de Biden há mais de 30 anos, fez a benção ao novo presidente. Nas preces, mencionou a necessidade de “curar aqueles que precisam ser curados”, e que, “ao descobrir nossas humanidades”, vamos remover os estigmas, estendendo as oportunidades “aos que se encontram fora das oportunidades”.

‘Colocar diferenças de lado’

Seguindo mais uma tradição da posse, Amanda Gorman, poeta premiada, declamou um poema em homenagem à nova administração. Suas palavras falaram de momentos difíceis, das divisões nacionais e mencionou os sonhos nutridos por crianças de um dia se tormarem presidentes. “Precisamos colocar nossas diferenças de lado e baixar nossas armas”, dizia o texto.

‘Amazing Grace’

O cantor country Garth Brooks canta “Amazing Grace” no palco da posse. Brooks se apresentou em todas posses presidenciais desde Jimmy Carter, em 1977. As exceções foram uma das posses de Ronald Reagan e a de Donald Trump, por um conflito de agendas.

Joe Biden encerra seu primeiro discurso como presidente

Em uma fala marcada pelo pedido de união nacional, e reconhecendo os desafios que seu governo terá, Joe Biden manteve o tom visto na campanha, mencionando a necessidade de “curar” os EUA. Para ele, o país precisa colocar fim ao que chamou de “guerra incivilizada”, e declarou que sua posse mostrou que a “democracia prevaleceu”.

Muitos desafios imediatos

Biden cita os desafios a serem enfrentados pelos EUA (e pelo mundo) daqui pela frente, como a pandemia, crises globais e o próprio papel de liderança do país no mundo. Para ele, o momento é de ações grandiosas, de enfrentar os problemas de frente.

— Defenderei a Constituição, defenderei os EUA, defenderei todos vocês — declarou. — Devemos embarcar em uma história americana de esperança, não medo. Uma história que nos inspire, que conte aos que ainda estão por vir que a democracia e a esperança, a justiça não morreram sob nossa guarda.

Oração às vítimas da Covid-19

Biden interrompe o discurso e pede a todos que se unam a ele em um minuto de silêncio em homenagem a todos que morreram vítimas do novo coronavírus.

Contraste com 2017

A fala de Biden, centrada na necessidade da união dos americanos diante dos desafios, como o novo coronavírus, contrastou de forma extrema com a fala de Donald Trump em 2017. Na época, o republicano usou um tom populista, nacionalista e que para muitos analistas soou quase absolutista.

‘Os EUA precisam ser melhores que isso’

Citando momentos difíceis do passado, como a Guerra Civil, Biden disse que o país conseguiu superá-los eventualmente. Aos que votaram contra ele na campanha, disse que a democracia pede que haja desavenças políticas, e se comprometeu a ser um presidente para tods os americanos. Para ele, o atual momento precisa ser superado, dizendo que “os EUA precisam ser melhores que isso”, se referindo à divisão política nacional. Ele afirmou ser necessário colocar fim ao que chamou de “guerra incivilizada”.

Discurso de União

A palavra mais usada por Biden na fala, até o momento, é “união”. Afirmou que “sua alma está encarregada” da tarefa de unir a nação. Esse foi um mote desde que venceu a eleição do dia 3 de novembro, unir uma nação dividida, um contraponto à divisão protagonizada por Donald Trump. “A História mostra que o caminho é o da união”, declarou.

— A união é o nosso caminho adiante — afirmou.

Desafios dos EUA

Biden fez referência aos mais de 400 mil mortos pela Covid-19, além do impacto econômico sobre os americanos. Também defendeu ações contra o terrorismo doméstico e o extremismo religioso, além das desigualdades sociais e raciais.

Transferência pacífica de poder?

Biden fala que, apesar dos eventos no Capitólio, foi possível fazer uma transferência pacífica de poder. Ele não mencionou o fato de Donald Trump não ter reconhecido a derrota nas urnas, nem ter feito qualquer tipo de contato com o novo presidente.

Biden começa seu discurso de posse

Presidente abre fala dizendo que esse é o “Dia da Democracia”, um dia de esperança para todos os americanos. Segundo ele, o país celebra não o triunfo de um candidato, mas da democracia, uma vez que o evento reflete a vontade do povo, e a democracia prevaleceu.

— A esta hora, meus amigos, a democracia prevaleceu. Hoje celebramos o triunfo, não de um candidato, mas de uma causa. A causa da democracia.

Gravata azul

Biden seguiu a “tendência” partidária na hora de escolher a gravata para a posse: a cor, azul, é a cor do Partido Democrata, e também foi usada por Barack Obama na posse de 2013. Em 2009, contudo, escolheu vermelho, cor dos republicanos.

Joe Biden toma posse como 46º presidente dos EUA

Administrado pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts, Joe Biden coloca uma das mãos sobre uma bíblia que acompanha sua família desde o século XIX. Ali, prometeu executar as funções de presidente dos EUA, fazendo o possível para cumprir a Constituição dos EUA.

Jennifer Lopez se apresenta em Washington

A cantora Jennifer Lopez, acompanhada pela banda dos fuzileiros, se junta à histórica lista de artistas que se apresentaram em posses presidenciais. Ela abre a apresentação “This Land is Your Land”, canção de Woody Guthrie.

Kamala Harris presta juramento como vice-presidente

Diante da juíza da Suprema Corte, Sonia Sotomayor, Kamala Harris prestou o juramento para o cargo, assumindo efetivamente o cargo para o qual foi eleita. Kamala, primeira mulher negra e de origem asiática a chegar à vice-presidência, foi confirmada justamente pela primeira juíza latina na Corte.

Hino Nacional

A cantora Lady Gaga canta o hino nacional dos EUA. Ela atuou na campanha de Joe Biden ao lado de outras personalidades da cultura. Sua roupa trazia uma pomba dourada com um ramo de oliveira no bico.

Klobuchar: nós prometemos não tomar nossa democracia como garantida

No primeiro discurso da posse, a senadora democrata Amy Klobuchar conclamou as forças políticas a não agirem para incitar diferenças nos próximos movimentos políticos do país, e a terem a ideia de que a democracia não pode ser considerada algo garantido, uma referência aos ataques ao Congresso. Ainda afirmou que a vice-presidente, Kamala Harris, serve de inspiraçao para crianças e jovens ao redor dos EUA.

Biden chega ao palco

Acompanhado pela futura primeira-dama, Jill Biden, Joe Biden chega ao cenário de sua posse como o 46º presidente da história dos EUA. Ele esteve na posse de Trump, há quatro anos, e prestou juramento como vice-presidente de Barack Obama em 2009 e 2013. Pouco antes das portas se abrirem, começou a nevar em Washington.

Kamala Harris chega ao palco

A vice-presidente eleita, Kamala Harris, chega ao palco da posse. Ela fará o juramento à juíza da Suprema Corte Sonia Sotomayor.

Presidentes na plateia

Os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, além de Dan Quayle, ex-vice de George H.W. Bush, estão no Capitólio acompanhando a posse de Biden. A ex-senadora e ex-primeira dama Hillary Clinton não escondia o sorriso por trás da máscara — há quatro anos, quando acompanhava a posse de Donald Trump, seu rival na eleição de 2016, declarou que aquele havia sido um dos piores dias de sua vida. Outro presente é Mike Pence, vice de Trump, que não foi à cerimônia de despedida do ex-morador da Casa Branca na base aérea Andrews.

Embaixador do Brasil no Capitólio

Nelson Forster, embaixador brasileiro em Washington, acompanha a posse de Joe Biden entre os convidados. Em entrevista ao GLOBO, declarou que os dois governos poderão “desfazer incompreensões e trabalhar juntos”.

Missa em Washington

Como parte dos eventos da posse, Joe Biden e Kamala Harris participaram de uma missa na Catedral de São Mateus, o Apóstolo. Entre os convidados, lideranças republicanas, como o senador Mitch McConnell e o deputado Kevin McCarthy, que votou com Trump nas objeções aos resultados da eleição presidencial. No Twitter, Biden disse que esse é um “novo dia” para os EUA.

Trump deixou Washington pela manhã

Por volta das 11 da manhã, pelo horário de Brasília, Donald Trump deixou a capital americana rumo à Flórida, onde ficará no seu resort de Mar-a-Lago. O voo, a bordo do Força Aérea Um, foi planejado para que ele chegasse antes do juramento de Biden. Em fala, disse que “voltará ao poder de alguma forma”.

FONTE: O GLOBO

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Marcio Martins

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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