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Auxílio Brasil vai injetar R$ 84 milhões na economia – Por Silvio Persivo

E o Brasil continua o mesmo: acreditando que alguma coisa de boa pode vir de uma árvore doente. “O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar” (Roberto Campos). 

UM ANO DE VACINAÇÃO CONTRA O COVID-19 EM PORTO VELHO

No dia 19 de janeiro de 2020, logo depois  do pouso do avião que trouxeram as primeiras doses de Corona Vac de São Paulo, foram aplicadas,  no prédio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Portanto faz um ano, Porto Velho recebia a primeira remessa da vacina contra a covid-19 e com ela a esperança de superar a mais grave crise sanitária dos últimos anos. Uma luta em andamento, mas de muitas conquistas advindas da vacinação na capital e nos distritos.  O município de Porto Velho já ultrapassou 703 mil doses de vacinas aplicadas contra a covid-19. O reflexo deste resultado faz parte de um árduo trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Porto Velho. Segundo o prefeito Hildon Chaves “Lembrar do início dessa trajetória só nos traz encorajamento para seguirmos em frente. A vacina é a nossa melhor arma no combate a esse vírus. O primeiro grupo vacinado foram os profissionais de saúde, a quem temos uma eterna gratidão por toda a dedicação nos tempos mais difíceis da pandemia”, destacou.  O prefeito lembrou que a Prefeitura também atuou em parceria com a classe empresarial, levando vacina aos lojistas e atacadistas. Outra ação importante foi a organização de logística para levar a vacina aos distritos e às comunidades ribeirinhas. Para a titular da Semusa, Eliana Pasini, os desafios fizeram o município se aperfeiçoar e alcançar marcas históricas na imunização. “Foi algo intenso, com toda a população querendo ser vacinada, contudo, tínhamos que atender aos critérios. Já no auge do envio de doses e a redução da faixa etária dos vacinados chegamos a imunizar 9 mil pessoas em um único dia”, lembrou.

GOVERNO DO ESTADO ANUNCIA MEDIDAS PARA 2022

Em reunião com o seu secretariado, o governador Marcos Rocha anunciou 

ações para o desenvolvimento de Rondônia em 2022,  nesta terça-feira (18). Na ocasião ressaltou o investimento de recursos próprios do Estado em obras municipais por meio do “Tchau Poeira”, “Governo na Cidade” e “Governo no Campo”. Afirmando que, em Porto Velho, que concentra a maior parte da população, são mais de R$ 100 milhões em investimentos salientou que pelo  “Tchau Poeira”, em 2021, o Poder Executivo investiu mais de R$ 90 milhões e está previsto mais de R$ 260 milhões para 2022. O que vai garantir a revitalização de mais de 660 quilômetros de malha viária. Pelo “Governo na Cidade”, já foram empenhados mais de R$ 80 milhões em 2021 e mais R$ 50 milhões estão previstos para 2022. Mais de 100 espaços serão revitalizados com esses investimentos.  Em 2021, o “Governo no Campo” investiu R$ 1.680 milhão e R$ 8.320 milhões estão previstos para 2022. Mais de 460 propriedades rurais serão beneficiadas com infraestrutura porteira a dentro. O Governo do Estado também investe R$ 45 milhões por meio do Projeto “Novos Caminhos”, iniciativa que contempla obras de pontes e tubulação em todo o Estado. Rocha também disse que Rondônia conquistou uma economia equilibrada, é Triplo “A” em solidez fiscal, e tem sido destaque no país em várias iniciativas, o que reflete em uma melhor qualidade de vida para a população e que, para não frear esse desenvolvimento, o Estado tem pela frente o desafio de conscientizar a população e adotar medidas contra o aumento de casos da covid-19 e influenza.

EMPRESÁRIOS DE MANAUS REVOLTADOS COM PRESSÕES INDEVIDAS POR NOVAS MEDIDAS DE RESTRIÇÕES

Os empresários de Manaus mostram-se muito revoltados e questionam o fato de alguns órgãos de controle estadual terem encaminhado recomendação conjunta propondo novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas em razão do aumento na incidência da variante ômicron na capital amazonense. Consideram absurdo que haja a cobrança de comprovante de vacinação para acesso a locais privados, como shopping centers e outros e o pedido de teste negativo de RT-PCR para a entrada em restaurantes, sorveterias, lanchonetes e flutuantes, eventos sociais com até 200 pessoas, hotéis e pousadas, parques, zoológicos, cinemas e teatros. Inclusive o empresário da MB Consultoria Max Gabriel foi taxativo ao dizer que a sociedade não pode aceitar esse tipo de pressão diante de realidades distintas verificadas na pandemia se compararmos janeiro deste ano com janeiro do ano passado. Para ele, “É uma falta de integridade intelectual brutal tratar essa variante ômicron como as variantes registradas no ano passado. Os dados são claros e mostram uma diferença gigantesca no número de internações (queda de 900%) e óbitos na comparação com o ano passado. É uma vergonha esse tipo de pressão causando terror com consequências sociais e econômicas. Não sei se é má-fé ou absoluta incompetência desse governo”. Também o diretor-executivo da Associação Pan-Amazônia, Belisário Arce, afirmou que “A posição da maioria na Associação é que o excesso de controle nas atividades produtivas não resolve a situação, mas complica ainda mais diante do impacto na vida e na saúde das pessoas que são afetadas financeiramente. A saúde fica fragilizada pois as pessoas têm menos acesso a medicamentos e a uma alimentação adequada. Psicologicamente também há um baque baixando a imunidade de todos”. 

AUXÍLIO BRASIL VAI INJETAR R$ 84 BILHÕES NA ECONOMIA 

As primeiras parcelas mensais aos beneficiários do Auxílio Brasil em 2022 estão sendo pagas e, segundo a estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o pagamento do valor mínimo de R$ 400,00 a cerca de 17,5 milhões de famílias deve injetar, pelo  menos, R$ 84 bilhões na economia, ao longo deste ano. A entidade calcula que cerca de 70% (o equivalente a R$ 59,16 bilhões) deve se transformar em consumo imediato, dos quais R$ 28,04 bilhões no varejo brasileiro e R$ 31,12 bilhões, no setor de serviços. Em seguida, mais de 25% (R$ 21,62 bilhões) devem ser direcionados para quitação ou abatimento de dívidas. Por fim, poupados 3,83% (R$ 3,21 bilhões).  Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, as projeções podem ser explicadas pelo cenário financeiro do País. “Diante das ainda frágeis condições econômicas e das características de consumo do público elegível ao benefício, a maior parte dos recursos deve ser direcionada para o consumo imediato”, observou. Vale lembrar que são elegíveis ao Auxílio Brasil as famílias em situação de pobreza (renda familiar per capita de R$ 100,01 a R$ 200,00) ou pobreza extrema (renda familiar per capita de até R$ 100,00) que tenham gestantes, mães que amamentam, crianças, adolescentes e jovens entre 0 e 21 anos incompletos.

AUTOR: SILVIO PERSIVO  – COLUNA TEIA DIGITAL

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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