Atualidades

Assembleia Legislativa debate segurança pública de Rondônia

Foi assinada uma ata com o compromisso da elaboração de um projeto de lei que visa a melhoria das polícias

Com a presença de autoridades do setor de segurança pública de Rondônia e da população de uma forma geral, a Assembleia Legislativa realizou nesta segunda-feira (8) audiência pública e debateu questões ligadas ao setor. O evento foi proposto pelos deputados Leo Moraes (PTB) e Jesuíno Boabaid (PTdoB).

Dentre os temas abordados foi enfatizada a elaboração de um projeto de lei que estabelece o contingente mínimo para o Corpo de Bombeiro Militar, Polícia Militar e Polícia Civil.

O deputado Léo Moraes, ao abrir os debates na audiência, disse que, com certeza, novos elementos para uma mudança no setor da segurança serão apresentados. Assegurou ter conhecimento da questão da segurança pública e acreditar em melhorias para o setor.

Já o deputado Jesuíno Boabaid, ressaltou a situação crítica do setor da segurança pública, frisando que o governo tem que tomar providências urgentes para que a população não se sinta abandonada, à mercê dos bandidos. Assegurou que tudo gira em torno da falta de efetivo. Criticou a política adotada pela Polícia Militar, principalmente no tocante à questão da escala de serviços. Afirmou não ser contra a hierarquia dentro da PM, mas ressalvou haver comandantes que não têm condições de comandar batalhões de policiais militares. Reiterou que continuará lutando em favor da população.

 

O deputado Aélcio da TV (PP) disse haver horas em que o desânimo toma conta, por não ver as coisas acontecerem. Mas afirmou, também, que não pode desistir de lutar contra a teimosia de governantes que estão vendo a coisa ir de ladeira abaixo e não mudam seu comportamento. Exemplificou o sistema de monitoramento das escolas, que segundo ele não surte o menor efeito. Frisou que tem escolas que já foram roubadas mais de 30 vezes e o governo teima em não tomar uma atitude para mudar a situação.

Aélcio citou também a lei que já existe em alguns Estados, determinando o contingente mínimo de policiais por número de habitantes. Frisou que lutará com os demais pares para que essa lei também seja votada e aplicada em Rondônia.

Ministério Público

Valendo-se de dados estatísticos, o promotor de justiça do Ministério Público de Rondônia, Shalimar Priester, disse que o objetivo de sua apresentação não é para ser contra ou a favor de qualquer governo, mas sim, apresentar parâmetros para que possa ser efetivada uma mudança consistente. O membro do Ministério Público, através de gráficos, voltou a mostrar o quantitativo em ação dos policiais militares, ressaltando que o Estado está com uma defasagem no efetivo (policiais que vão para a rua) de pelo menos 50 por cento, e que em Porto Velho esse índice aumenta para 75 por cento, ou seja, existe apenas um quarto do que deveria haver.

Segundo levantamentos apresentados por Shalimar, a média que deveria ser aplicada para efetivo militar seria de um policial militar para grupo de 250 habitantes. A média hoje, em Rondônia, é de um policial para cada 1.000 habitantes. A Polícia Militar conta, hoje, com um total de 5.036 policiais, sendo que os efetivos, ou seja, os aptos a irem para a rua são somente 3.385.

 

Isso, segundo o promotor, representa menos do que havia (em proporção) em 2004. Com relação à Polícia Civil, Shalimar disse que somente o demonstrativo de inquéritos policiais já demonstra a defasagem absurda no efetivo policial. De 2010 a 2015, foram instaurados 98.214 inquéritos e relatados foram somente 33 mil.

 

O promotor de justiça disse ter conhecimento de que existem delegados de Polícia Civil com uma carga de 15 mil inquéritos, sem a mínima condição de colocar em dia. Observou, ainda, que muitas cidades do Estado estão sem delegados e com um efetivo mínimo de policiais nas delegacias, sendo impossível atender a demanda exigida.

Sesdec

O secretário adjunto da Sesdec, coronel PM Cesar Adilson, citou a criação dos Conselhos de Segurança Pública e afirmou que, graças às iniciativas tomadas no passado, “estamos discutindo segurança pública nas comunidades. Já estivemos em quase todos os municípios debatendo o tema. Não falávamos sobre efetivo, deficiência e hoje a situação está diferente. Uma ideia da comunidade que hoje tem sido levada muito a sério”, afirmou.

Comunidade

O diretor do Conselho de Segurança da Zona Leste de Porto Velho – Setor 16, Ruslan Magalhães, comentou a perda de um trabalhador de uma escola pública do bairro Ulisses Guimarães. Assim, assegurou que professores, comerciantes e demais moradores vem sendo ameaçados por bandidos que residem na região. “Se estamos vendo que o efetivo é pouco, a população precisa reivindicar segurança. Se necessário, o conselho pode colaborar com ideias junto aos parlamentares”, informou.

Representando o bairro Lagoinha, o líder comunitário Anderson Manãn, versou sobre a importância de se aumentar o número de policiais para o combate à criminalidade. Afirmou ter sido gratificante receber apoio do Ministério Público (MP) e frisou que segurança pública não é só caso de Polícia e sim de todas as secretarias do Estado. “Meu discurso é sobre a realidade do meu bairro, o Ulisses Guimarães, onde vivo há 20, e nunca vi tanta insegurança como agora. Sabe–se que não é privilégio da Zona Leste e, sim, de toda a cidade de Porto Velho e de todo o Estado”, disse.

O líder comunitário do bairro Conceição, Zona Sul de Porto, Josué Belze Ferreira, sugeriu que exista parceria entre os comerciantes e empresários da capital com as autoridades. Deu como exemplo as câmeras de segurança instaladas nas empresas privadas e que muito ajudam na identificação de criminosos. Apesar disso, o líder comunitário frisou que antes de se fazer segurança é preciso contratar mais policiais. Parabenizou o Ministério Público (MP) de Rondônia por ter apontado as falhas e sugeriu melhorias na área de segurança.

O policial militar Márcio Venâncio disse que o sistema de vigilância monitorada ajuda muito, mas falta material humano para atuar na fiscalização e coibir a violência. Comentou que a capital precisa de um sistema preventivo e ostensivo, pois hoje apenas três viaturas atuam na área central da cidade e na Zona Sul a situação é ainda pior, onde apenas uma viatura com dois policias atendem toda comunidade.

A servidora pública da Escola Pingo de Gente, Niédina Gontijo, abordou a violência que muitos moradores sofrem por falta de segurança no bairro Ulisses Guimarães, além de ameaças constantes. “Deixo aqui minha nota de repúdio, pois sofri um incidente às 21h. Fiquei com três escopetas na minha cabeça. Foi traumatizante e horrível, pois você se sente impotente”, afirmou.

OAB

Já o advogado Gustavo Dandoloni, representante da OAB-Secção Rondônia, ponderou o momento é de encaminhar propostas. Pediu para todos os órgãos possam continuar trabalhando em prol de se resolver as questões de segurança pública. Segundo ele, não se pode fragmentar, como já aconteceu em outras oportunidades. Sugeriu a criação de grupo de trabalho para analisar o orçamento e sua disponibilidade do Estado.

O deputado Jesuíno Boabaid, como presidente da Comissão de Segurança Pública, assegurou que continuará cobrando melhorias para a segurança da população. Agradeceu a participação da população e das demais autoridades no amplo debate sobre o tema tão importante para todos os segmentos da sociedade. Ao encerrar a audiência pública, foi assinada uma ata, onde foram firmados alguns acordos, dentre eles, a elaboração de um projeto de lei que visa a melhoria das polícias Civil e Militar, bem como de bombeiros militares, fixando o mínimo de efetivo na proteção da população.

 Mesa

A mesa dos trabalhos foi presidida pelo deputado Léo Moraes e composta pelo deputado Jesuíno Boabaid; promotor de justiça Shalimar Priste, da Promotoria de Segurança Pública; coronel PM Cesar Adilson, secretário adjunto da Sesdec; coronel BM Felipe Santiago, subcomandante geral do Corpo de Bombeiros; delegada Juracir Henrique, adjunta da Diretoria Geral de Polícia Civil, e Ruslan Magalhães, diretor do Conselho de Segurança da Zona Leste de Porto Velho – Setor 16.

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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