Resenha Politica

As gravações com as delações dos executivos da Odebrecht, com o ex-presidente Lula, são estarrecedoras- por Robson Oliveira

MODUS OPERANDI – Embora haja em geral uma indignação nacional em torno das revelações feitas pelos delatores da construtora Norberto Odebrecht, em particular pelos detalhes chulos pela qual a propina rolou solta entre agentes públicos, os acordos feitos para que os empresários dedurassem os políticos são também compreendidos como uma contribuição à impunidade já que o modus operandi dessas empresas sempre foi superfaturar para ganhar aos borbotões e comprar quem oferecesse obstáculos. Muitos dos empresários delatores voltaram aos seus confortáveis imóveis para desfrutar do usufruto do que acumularam anos corrompendo: é o que denominamos “os meios justificam os fins”.

 LOCUPLETAÇÃO – Acostumados a corromper políticos e servidores públicos onde quer que seja, essas empreiteiras (ou a maioria) utilizaram o mesmo método de propinagem brasileira a políticos no estrangeiro. A natureza empresarial é corromper para vencer qualquer concorrência e entregar a obra com aditivos vantajosos e invariavelmente criminosos. Prova é que os dois principais delatores da Odebrecht (Emílio e Marcelo), em ar de deboche, informaram que corromper era algo institucionalizado na empresa.

 HIDRELÉTRICAS – Não provocou surpresas por estas bandas o envolvimento dos nomes de políticos locais (e do pessoal que perdeu os mandatos) com a lista da Odebrecht. Publicamente já especulavam esses nomes e foram amplamente divulgados por aí (basta reler várias matérias publicadas nos veículos de imprensa desde que surgiu a Lava Jato). O que surpreendeu foi a delação de que sindicalistas também chafurdaram no mesmo cocho da ilicitude dessas empresas para que garroteassem a fúria dos militantes insurretos que provocaram estragos nos canteiros de obras de Jirau e Santo Antônio. Apesar das evidências expostas, ainda é necessário aguardar as investigações conclusivas para que essas delações sejam confirmadas.

 MENTIRA – Sindicalistas ouvidos pela coluna negaram as revelações e lembraram que nos dois canteiros das usinas houve vários conflitos. Num deles com depredação dos alojamentos e de vários ônibus queimados. Fatos fácil de constatação revendo matérias da época sobre o episódio. Contudo, verdade ou mentira, a investigação será esclarecedora.

 MEIO AMBIENTE – As relações dos executivos das construtoras de Jirau e Santo Antônio com a maioria dos políticos rondonienses era conhecida por todos que frequentavam as rodadas socais e políticas. Quem verificar o material jornalístico publicado anos atrás quando as usinas começaram a ser construídas vai verificar que muitos discursos feitos em favor do meio ambiente e contra as obras mudavam de acordo com as circunstâncias. As usinas sempre foram criticadas pelos eventuais danos ambientais provocados na Capital, mas encontravam em parte da casta política bons aliados para sufocar quaisquer investigações. Chegaram a abrir uma CPI com resultados pífios. Alguém lembra? Portanto, nada é novo, exceto a confissão!

 DESDOBRAMENTOS – Há muita sujeira a ser revelada seja no campo político seja no campo empresarial. Os contratos das prestadoras de serviços nos canteiros das obras, por exemplo, também podem ser reveladores, pois muita gente que cantou alto por aí em passar o país a limpo pode esconder os reais motivos pelos quais foram agraciados com contratos vantajosos. Os desdobramentos das investigações são imprevisíveis. Quem viver verá!

 INFERNO – “Impossível tapar o sol com a peneira”, diz o adágio. As gravações com as delações dos executivos da Odebrecht, revelando as relações nada republicanas com o ex-presidente Lula, são estarrecedoras e o desgaste é monumental. Nem tudo do que foi revelado caracteriza um ato criminoso do petista no que tange à individualização da conduta, mas as tratativas estabelecidas entre o maior líder popular do país com os donos do capital são tão devastadoras quanto aqueles que operaram toda esta esculhambação. A verve que sustenta a popularidade do ex-presidente queima na medida de cada nova revelação trazida à luz aparece nas TVs. Embora as editorias sejam claramente mais severas em suas manchetes com ele do que com os demais investigados.

 OUTSIDERS – As eleições nacionais e estaduais de 2018 vão ser uma prova de fogo para todos os políticos dentro e fora da malfadada lista “odebrecht-ana”. O eleitor está possesso com todos, indistintamente, visto que os partidos em geral estão envolvidos nesse mar de lama. Tende a ser uma eleição atípica e diferente das demais, o que propicia um terreno fértil para os ‘outsiders’ com discursos negando a política. Não há sistema eleitoral perfeito nem candidato imune ao erro. No entanto, não existe saída senão via política. As labaredas que queimam nossos políticos são as mesmas que queimaram em tempos pretéritos as autoridades italianas. O que surgiu depois das cinzas de lá é tão ruim quanto o que ainda existe cá. Portanto, ‘outsiders’ não são solução em país nenhum.APOSTA –  O quadro político eleitoral de Rondônia para 2018 começa a tomar feições, em particular as candidaturas de governador com as especulações em torno dos nomes colocados no âmbito das agremiações partidárias, a exemplo do PMDB com Maurão, PDT com Acir, PSDB com Mariana ou JR e PP com K-Sol Massaranduba. Ocorrer que nem todos aí serão candidatos o que nos leva a intuir uma eleição a ser definida em primeiro turno. Uma aposta da coluna.

 GENOCÍDIO – Um livro a ser lançado sobre massacre aos índios brasileiros no período da Ditadura Militar (1964-1984), ainda no prelo, narra 20 casos de mortes de índios e graves violações as comunidades nativas, entre eles, índios da tribo Suruí Paiter, em Rondônia. As mortes são registros colhidos pela Comissão da Verdade que constatou somente nesta tribo a morte de 200 índios.  É uma boa oportunidade para que nossas autoridades reconheçam as atrocidades praticadas contra as comunidades indígenas brasileiras e para que estas etnias tenham seus direitos respeitados e os danos ressarcidos.

 INFLUÊNCIA – A revista EXAME divulgou um levantamento inédito feito pela consultoria Medialogue para constatar a influência dos prefeitos das capitais na internet e Dr Hildon (PSDB), prefeito de Porto Velho, está entre os dez mais bem posicionado.  Desde que assumiu a administração municipal o tucano imprimiu um ritmo alucinado e sempre é fotografado com populares nas redes sociais. Gostem dele ou não é hoje o político mais popular junto ao cidadão comum da capital. Num momento tão inóspito para a espécie.

HARAQUIRI – A ânsia reformista do Congresso Nacional afronta em grande parte direitos individuais que ao tempo foram sendo consolidados. Nossos parlamentares escolheram um momento de crise aguda para tratorar tais direitos e impor uma agenda privativista e mínima de estado. A reforma Trabalhista, por exemplo, traz em seu bojo mais afrontas do que avanços. Não há clima político nem moral para um Congresso sob suspeita mexer em direitos e, caso mexa, significará um haraquiri coletivo nas eleições vindouras.

POETA – Antônio Barbosa, conhecido como poeta da transposição, foi um primeiro entusiasta na PEC que culminou com a lei que garantiu o direito para que muitos servidores estaduais contratados até 1997 migrassem aos quadros da União. Após a aprovação da emenda, Poeta decidiu se afastar da causa por entender que sua contribuição havia sido concluída. Contudo, ao perceber que o processo da transposição está lento e os sindicatos acomodados, decidiu reativar a associação que deu início a tudo para dar a celeridade que o caso requer e percorrer o estado para explicar os passos jurídicos a serem dados. Além de poeta, Barbosa é um expert das entranhas da transposição. Merece ser ouvido.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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