Cultura

Alegria, cultura e inovação são destaque em 40 edições do Arraial Flor do Maracujá em Rondônia

Uma das maiores festas juninas da região Norte do país, evento folclórico já é considerado patrimônio histórico do Estado de Rondônia.

Ao longo de 40 edições oficiais do Arraial Flor do Maracujá, em Porto Velho, o Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel),  vem destacando a importante missão do evento folclórico para a região Amazônica. Com a pandemia causada pelo coronavírus em 2020, a tradicional festa que geralmente acontece entre os meses de junho e julho teve que ser suspensa, como medida preventiva.

Consagrado por um grande encontro festivo da cultura local, na qual reúne folcloristas, brincantes, artistas, artesãos, ambulantes, empresários e entidades do setor comercial, o movimento contribui de forma excepcional também para a economia do Estado. Ação, que se dá por meio de atividades artísticas que resultam na geração de renda direta e indiretamente aos integrantes do evento.

Para 2021, esta seria a 40ª edição da festa junina, que aguardava um público superior à última edição realizada em 2019 (38ª edição), que foi de aproximadamente 200 mil participantes. De acordo com o superintendente estadual da Sejucel, Jobson Bandeira dos Santos, o departamento que há um tempo é o responsável principal na organização e recursos para o evento, prepara para o segundo semestre de 2021 uma homenagem alternativa ao Flor do Maracujá. “Dependendo da realidade da pandemia aqui na região, este encontro que reunirá integrantes da festa junina deve ser presencial ou remoto”, complementa.

O Arraial Flor do Maracujá, ainda tem o prestígio de fazer parte do calendário estadual da cultura do Governo de Rondônia, além de estar inserido como patrimônio histórico do território rondoniense.

FOLCLORE REGIONAL

Considerado um marco histórico do folclore regional, o Arraial vem alcançando centenas de gerações ao levar sua expressão cultural em toda Rondônia. O evento, que nasceu da necessidade de mostrar um conjunto de diversidade folclórica, inspirando-se também nos traços amazônicos, por meio de atrações dançantes como a contagiante quadrilha, os carimbós e o tradicional boi-bumbá, triunfou sendo uma das maiores “Festas de São João” já vistas na região Norte do país.

Conforme o superintendente da Sejucel, a edição mais popular do arraial ocorreu em meados dos anos 1980. Antes deste período, era conduzido por um senhor chamado Joventino Ferreira Filho e demais moradores do bairro Triângulo, em Porto Velho. Momento ocorrido, logo que o antigo Território Federal do Guaporé passou a se chamar Estado de Rondônia. Há registros, de que o título “Flor do Maracujá” se refere ao grupo de dança de quadrilha com o mesmo nome.

Antes, evento era liderado por um senhor chamado Joventino Ferreira Filho, morador do bairro Triângulo

Uma das características deste histórico é a flor natural do fruto maracujá encontrada na região central da capital rondoniense, a qual era usada como adereço nos cabelos das brincantes do movimento. “Elas também utilizavam as flores como paramentos da dança, o que permitiu o público associar isso com o nome da festividade. Um título criativo que permaneceu”, complementa. Outra curiosidade é a realização da festa, que acontecia ao lado da lendária Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), especificamente, onde hoje fica o bairro do Triângulo.

Ao longo dos anos, provocando várias mudanças na sua organização e estrutura, a festa já ocorreu em locais como quadras de escolas, praças, terrenos baldios e entre outros espaços públicos para garantir uma cobertura maior quanto à capacidade de receber um número considerável de participantes. Até a última edição no ano de 2019, o evento ocorreu no Parque de Exposição dos Produtores Rurais de Porto Velho, conhecido popularmente como Parque dos Tanques, chegando a reunir um público com cerca de 200 mil visitantes durante os dias que acontece a festa.

Além da sede pelo folclore regional, a população que vai ao Flor do Maracujá anseia também por elementos necessariamente particulares da terra rondoniense, vistos por: culinária (comidas típicas e bebidas juninas), artesanato (através de peças e enfeites com expressões amazônicas), na qual  contribui gerando economia para o Estado, e a diversão por conta das crianças e família em geral, tornando-se um ponto memorável. Como forma de cooperação entre tantos atrativos culturais, as pessoas também têm apresentações de grupos e bandas musicais na abertura e nos demais momentos do evento.

EDIÇÃO ATÍPICA, DESAFIOS E INOVAÇÃO

Em maio de 2020, o Governo do Estado anunciou aos parceiros, colaboradores e público em geral o cancelamento da 39ª edição do Arraial. Na época, o comunicado surpreendeu a todos, no entanto, logo foi recebido de maneira preventiva pela população que já temia a propagação massiva do coronavírus no território rondoniense.

Apesar da inevitável suspensão, a ausência de um espaço para manifestações dançantes e exposição de artigos e artesanatos culturais que era de costume por parte da sociedade no período junino e julino, tornou-se um enorme desafio tanto ao Poder Executivo quanto as diversas federações e associações do setor folclórico do Estado. Segundo o titular da Sejucel, dois projetos elaborados pela pasta conseguiram mitigar a situação que preocupava os profissionais da cultura.

No ano de 2020, a Sejucel aplicou recursos da Lei Aldir Blanc em 9 editais públicos, agora, pretende lançar novo projeto para o segundo semestre de 2021.

O primeiro, já conhecido pela sociedade, foi viabilizado por intermédio de 9 editais públicos voltados ao ramo cultural de Rondônia. “Recebemos um valor de R$ 18 milhões do Governo Federal para a elaboração dos editais. Deste valor, foram utilizados apenas R$ 7 milhões para o financiamento dos profissionais. Então, temos remanescentes R$ 11 milhões que já foram aprovados pelo Congresso Nacional, e agora, precisará da sanção do presidente da república, a fim de realizarmos outro projeto com evento previsto no mês de agosto ou setembro deste ano que fará alusão ao Arraial Flor do Maracujá”, informa Jobson Bandeira.

Ainda, segundo Bandeira, o proposto projeto visará reunir integrantes dos diversos grupos folclóricos e entre outros parceiros que sempre apoiam na organização e estruturação da festividade, com o objetivo de expor apresentações do gênero. Dependendo das proporções da pandemia no Estado, este encontro será feito de maneira on-line ou presencial, seguindo os critérios sanitários da fase do Plano Todos por Rondônia em que se encontrar.

APOIO AOS FOMENTADORES DA CULTURA

Visando apoiar financeiramente a classe dos trabalhadores do mercado da Cultura atingidos pelas medidas restritivas de isolamento social no país, em junho do ano passado, o Governo Federal instituiu a chamada Lei Aldir Blanc. Com o ato legal, R$ 30 milhões foram repassados ​​para Rondônia, dos quais, R$ 18 milhões foram destinados ao Estado e, R$ 12 milhões, aos municípios.

Gerido pela Sejucel, o recurso foi investido na elaboração de nove editais. Ao todo, foram destinados R$ 7 milhões para essa finalidade, que pode contemplar mais de 300 profissionais da cultura, inclusive lideranças e integrantes de quadrilhas e outras mostras culturais realizadas anteriormente no Arraial Flor do Maracujá.

Dentre tantos editais, foi criado um específico denominado “Mestre da Cultura’, homenageando um dos baluartes do Arraial, o professor Aluízio Guedes, que havia falecido pouco antes do lançamento dos editais. Além deste, também houve editais para lives em que os brincantes puderam cantar toadas, apresentar cantos de quadrilhas e bois-bumbás, respeitando o decreto de distanciamento social aplicado

Jobson Bandeira enfatiza a opção de muitas pessoas contempladas pelas produções de lives (transmissão ao vivo), que puderam oferecer uma experiência próxima ao evento folclórico. “De forma positiva, a Lei Aldir Blanc foi um sopro de vida para muitos artistas que vivem dessa categoria. Por isso, ao longo do processo administrativo da ação legal, tivemos a participação assídua de várias pessoas neste projeto. Tudo isso com grandes adaptações, que apesar dos desafios, continuou garantindo seu espaço sociocultural na região amazônica”.

Fotos: Leandro Morais

AUTOR:  Jackson Vicente /  FONTE: RONDONIADINAMICA.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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