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Acordo com caminhoneiros adia para 2019 crise do transporte

Alta tributação, estradas depreciadas, custos sociais e falta de terminais intermodais continuarão pressionando setor, segundo especialistas

Além de custar pelo menos R$ 13,5 bilhões, o acordo fechado entre governo federal, caminhoneiros e empresas transportadoras vai adiar por alguns meses a crise do transporte rodoviário de cargas no Brasil.

A redução de R$ 0,46 no litro do diesel, que vale até 31 de dezembro, vai apenas amenizar a recente alta nos gastos do setor, que ainda assim continuará pressionado por custos elevados e baixo volume de trabalho, de acordo com especialistas entrevistados pelo R7.

O acordo também não enfrenta os demais entraves que contribuíram para a paralisação de 11 dias dos caminhoneiros, como a histórica falta de investimentos em estradas e nos outros meios de transporte.

Diferentes estudos sobre logística no Brasil mostram que a recessão econômica iniciada em 2014 não apenas diminuiu a quantidade de trabalho como encareceu o transporte de cargas.

Considerando os anos fechados de 2014 a 2016, o volume de carga transportada por todos os modais caiu de 1,68 trilhão de toneladas por quilômetro útil para 1,62 trilhão, de acordo com levantamento da consultoria logística Ilos.

O recuo total foi de 3,4%, mas as consequências foram mais graves para as rodovias, que perderam 10% do volume transportado em dois anos, enquanto as ferrovias aumentaram em 10% sua participação.

Apesar da demanda em queda, os gastos com o transporte (sem considerar armazenagem) subiram 9,7% no mesmo período, de acordo com a pesquisa, passando de R$ 378 bilhões para R$ 415 bilhões.

A crise, portanto, trouxe menos trabalho e mais gastos para caminhoneiros, transportadoras e contratantes. As explicações, contudo, “vão muito além do preço do diesel”, afirma o especialista em transporte Marcus Quintella, professor da FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro).

Para ele, o acordo “não vai resolver nada, vai só postergar o problema para daqui um ano”.

— Toda a composição de um frete rodoviário vai desde a alta tributação sobre as empresas até o custo operacional dos veículos, tempo de viagem, mão de obra, as condições precárias das rodovias. Tem problema de transbordo, de terminais, problema de não ter ferrovia que, apesar de ser dependente de diesel, tem um custo operacional mais barato. É uma questão sistêmica.

A pressão de custos foi ainda maior durante a recessão porque o setor já vinha tomando créditos e realizando investimentos — refletido na maior quantidade de caminhões em circulação (veja gráfico abaixo) —, estimulados pelo bom desempenho da economia no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

Com a crise, no entanto, a expectativa deu lugar à frustração e a pelo menos dois anos de prejuízo.

“Esse é um movimento especulativo, uma aposta que a empresa faz, porque aumenta seus custos e aposta que o faturamento vai crescer. Se o faturamento não cresce, a coisa desanda”, afirma o professor Paulo Resende, especialista em transportes e logística da Fundação Dom Cabral.

— Se as empresas registrassem aumento do faturamento, os custos teriam maior possibilidade de diluição, mas isso não aconteceu, Nós fizemos nessa crise a tempestade perfeita, com queda na receita e aumento no preço dos combustíveis, que é o item mais importante no transporte de longa distância e na distribuição dentro das cidades.

Quintella também lembrar sobre o “custo humanístico” da categoria, com o custo social de doenças, mortes, de excesso de trabalho e uso de drogas.

Da reeleição de Dilma à política de preços da Petrobras

Principal motivo apontado por caminhoneiros para a paralisação, a disparada do preço do diesel desde a crise econômica começou com o repasse ao consumidor pela Petrobras após a reeleição de Dilma Rousseff.

“O governo [Dilma Rousseff] segurou o preço do combustível [até o final de 2014] para não ter impacto na inflação e garantir a reeleição. Logo depois liberou o aumento dos preços e, como estava acumulado, foi um movimento bastante grande”, afirma Maurício Lima, sócio-diretor da Ilos.

Em outubro de 2014, o preço médio do diesel no Brasil era de R$ 2,50 na bomba, de acordo com a ANP (Agência Nacional do petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Um ano depois, já era vendido a R$ 2,92.

O valor se manteve estável até julho de 2017, quando a economia brasileira iniciou sua lenta recuperação. Quando caminhoneiros e transportadoras planejavam recuperar os prejuízos, outros dois fatores passaram a influenciar o preço dos combustíveis.

Por um lado, a Petrobras — que há mais de um ano já repassava o valor do barril do petróleo no mercado internacional e a variação do dólar — decidiu anunciar os reajustes diariamente. Por outro, o governo elevou os impostos sobre os combustíveis, com alta da Pis/Confins de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 por litro de diesel nas refinarias.

Com o encarecimento do barril de petróleo e a subida do dólar, o estrago estava feito. Se em junho de 2017 o valor médio do diesel era R$ 2,98, em maio deste ano chegou a R$ 3,55. A expectativa mais uma vez deu lugar à frustração.

“Assim que a demanda se recupera um pouco, mesmo nada substancial, a bomba estoura, que é o que está acontecendo agora, e isso impede o Brasil de crescer de uma maneira mais sustentável”, explica Lima.

— Os transportadores já tinham esse gap. Eles tinham resultado negativo em 2015, 2016 e início de 2017. Quando começa a recuperar a atividade, o que eles tentam também é recuperar o lucro. Mas a recuperação também não foi tão forte, o que permitiria à indústria aumentar o valor do frete. Daí começa um choque de forças bastante grande, entre quem faz o transporte e quem compra o transporte.

Perda de competitividade de falta de investimentos

Estudo da Fundação Dom Cabral, também sobre custos do setor, realizado com 130 grandes empresas do agronegócio, indústria e mineração, mostrou que, entre 2015 e 2017, essas companhias gastaram R$ 15,5 bilhões a mais com logística (incluindo transporte de longa distância, distribuição urbana, armazenagem e gastos administrativos), apesar da menor demanda por transporte no período.

Segundo Paulo Resende, coordenador do estudo, a alta se deve principalmente ao transporte de longa distância e à distribuição de mercadorias nos centros urbanos, que concentram quase 65% do custo logístico, o que está diretamente ligado ao preço do óleo diesel e significa menor competitividade.

— Um país que apresenta alto custo logístico do item armazenagem ganha em competitividade, porque segura estoque pra vender na alta, que é o caso da China e dos EUA. Como no Brasil os maiores itens são transporte de longa distância e distribuição urbana, isso significa perda de competitividade.

Os especialistas classificam o futuro como um cenário “triste” e “horroroso”, já que o país não possui uma visão de estado para o transporte, que protegeria o setor das tempestades políticas.

Quintella e Resende sugerem, por exemplo, a construção de terminais intermodais que unissem ferrovias, hidrovias e rodovias com abastecimento próprio de combustível, como acontece com o aeroporto de Guarulhos, que recebe querosene de aviação diretamente das distribuidoras por meio de dutos subterrâneos.

“Deixa o caminhão alimentando a ferrovia e a hidrovia nas pontas. Com isso o caminhoneiro viaja menos, mas em compensação faz mais viagens”, diz Resende.

O momento, no entanto, é o pior de todos para reverter esse cenário no médio e longo prazo, porque a taxa de investimentos atingiu em 2017 o menor valor desde 1995, quando iniciou a série histórica do IBGE.

“O investimento público hoje é de 1,7% , mas precisaria ser de 5% do PIB. Não temos recursos para isso”, diz Quintella.

Para Resende, o acordo do governo trata de questões conjunturais, e não dos problemas estruturais.

— O governo fez o que tinha que fazer, se nao ia ocorrer uma tragédia. Foi como jogar um balde de água no fogo, mas não eliminou os elementos que levaram ao incêndio.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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