Esporte

A pretexto de ajudar desabrigados, governo pagou R$ 3 milhões em 9 hectares

Fazenda comprada em Porto Velho tem área total de 1.678 hectares, mas apenas 9 podem ser usados; o resto é reserva

De volta

Após 9 meses afastado do cargo, Alex Testoni retorna à prefeitura de Ouro Preto do Oeste em grande estilo, e graças a inteligente estratégia utilizada pelos advogados do escritório Andrey Cavalcante e Serpa Associados, que resolveram não discutir o mérito dos processos que envolvem o prefeito, e usaram o argumento simples, que seus problemas com a justiça nada tinham a ver com a prefeitura de Ouro Preto do Oeste. Alex deve reassumir nesta sexta-feira e tem alguns pontos que precisam ser frisados nessa situação.

O primeiro

É que, independente das questões em que ele se envolveu em Porto Velho, ele é um prefeito competente. Desde seu afastamento que a cidade parou. A vice-prefeita, que o substituiu, não tinha a menor idéia de como gerenciar a cidade e a câmara não se entendia. Testoni implantou um sistema de comando em sua gestão que é eficiente, desde que ele esteja à frente. O que o prejudicou foram as más companhias, uma delas é o deputado federal Lúcio Mosquini, que está em uma situação complicada e dificilmente conseguirá se manter no cargo até o final.

Segundo ponto

Os advogados de Testoni não questionaram sequer o bloqueio dos bens do prefeito, que continua. Para eles, é uma garantia de boa-fé, isso pode até vir a ser questionado, mas no futuro. A questão primordial, e essa foi resolvida, era reconduzi-lo ao cargo. E Ouro Preto, para a tristeza dos que não gostam de Alex, está em festa. Desde que PAINEL POLÍTICO anunciou logo cedo que o Tribunal de Justiça havia autorizado seu retorno, por unanimidade, que começaram a pipocar fogos de artifício na cidade. E inúmeras mensagens de felicitações. Como eu disse, o município estava órfão. Resta saber se Testoni ainda vai insistir em caminhar ao lado de más-companhias. Se eu fosse ele, adotava aquele ditado, “antes só do que mal acompanhado”.

Mais uma

Na última coluna mostramos a curiosa desapropriação feita pelo governo da enganação cooperação que resultou em uma hiper-mega-ultra-super-valorização de 40 hectares de terras no KM 5 da BR 319 (Gleba Maravilha), que havia sido comprada por R$ 60 mil e foi vendida, pouco mais de um ano depois, por R$ 4.1 milhões, à título de “desapropriação” para abrigar as famílias ribeirinhas que foram desalojadas durante a enchente de 2014, quando o Rio Madeira superou os 19 metros acima de seu nível normal.

Pois é

Enquanto tramitava essa desapropriação, e uma área que fica a 5 KM da ponte, e eram apenas 40 hectares, uma outra área, esta ao lado da cabeceira da ponte, com 1.678 hectares (UM MIL, SEISCENTOS E SETENTA E OITO HECTARES) que havia sido dada em garantia de um empréstimo no valor de R$ 350 mil, foi desapropriada pelo governo da cooperação por R$ 3 milhões (TRÊS MILHÕES DE REAIS). E foi assim, em maio a Central Única dos Movimentos Populares (CUMPs) encaminhou ofício ao Coordenador de Gestão Patrimonial do Governo do Estado, Álvaro Lustosa Pires Júnior solicitando a necessidade de obter uma área para “acomodar as famílias que havia sido desabrigadas pela cheia do Madeira” e informou, “venho através desta indicar uma área particular documentada que se enquadra no perfil dos ribeirinhos, por ser localizada na BR 319, na cabeceira da ponte, às margens do Rio Madeira e que não foi atingida pela enchente, fazendo limite com o condomínio que está sendo construído para os moradores do bairro da Balsa” e já encaminhava a documentação da área.

Em 26 de junho

O Ofício 806/COTEL/CC foi expedido para informar ao então deputado estadual Zequinha Araújo (que no dia 10 de junho havia encaminhado uma ‘indicação parlamentar’ solicitando urgência na compra do imóvel) que no prazo de 10 dias as providências seriam adotadas. A área em questão chama “fazenda Bom Jardim” e pertencia ao médico Luiz Carlos Oliveira, proprietário da Clinica DAIA. Em abril de 2010 ele comprou a fazenda por R$ 80 mil. A transação foi feita em um cartório na cidade de Candeias do Jamari. No dia 2 de julho de 2014 o governo publica o Decreto 18.987 declarando a desapropriação da área; em 3 de setembro é encaminhado a Procuradoria, o ofício 1478/DAT/CGP/SUGESPE requerendo “celeridade” na liberação do dinheiro.

Até então

Havia sido feito um pedido de R$ 15 milhões (QUINZE MILHÕES), pelo proprietário. Porém, em 8 de setembro, ele bondosamente abriu mão de R$ 12 milhões e aceitou míseros R$ 3 milhões em uma única parcela. Em 23 de setembro a PGE opina pelo pagamento e exatamente no mesmo dia o dinheiro é liberado para o médico. No dia 25 de setembro da Controladoria Geral do Estado informa, “a SEAS (fonte pagadora) deveria ter consultado a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, no sentido de, utilizando o ‘know-how’ em avaliação de imóveis ou ter realizado três cotações de preços junto ao mercado local com vistas (e aí grifado pela própria CGE) a afastar a possibilidade de ocorrer superfaturamento da despesa resguardando o interesse público”. A CGE também apontou a falta do laudo dos Bombeiros e a ausência de publicações legais. Em 29 de setembro o despacho COAF/SEAS, assinado por Natália de Souza Barros (coord. de adm. e finanças SEAS); Márcio Antônio Félix Ribeiro (secretário SEAS) e Leonor Scnrammel (controladora geral) informa que “o ordenador de despesas está amparado em convencimento por correta instrução processual e por avaliação mecealógica de profissionais com expertise em questões imobiliárias”.

Pois é

Os “experts” eram Alvaro Lustosa Pires Júnior (Sugespe – presidente); Luismar Almeida de Castro – (Sugespe – membro); Pedro Martins Neto (1º Suplente); Leonardo Gonçalves da Costa (Sugespe – 2º Suplente) e Moacir André Horn (MDA/Terra Legal), nomeados pelo governador Confúcio Moura numa Comissão Especial Temporária de avaliação.

Duas curiosidades sobre a área em questão

A primeira é que ela havia sido dada em garantia, em 27 de março de 2014 a PORTOCREDI pelo valor de R$ 350 mil. O pagamento seria feito em 5 parcelas, e a primeira seria paga em 31 de março deste ano. Outro ponto é que a área está praticamente toda comprometida como reserva. Veja a divisão que consta na documentação da terra:

1.678.4876 hectares – área total
1.342,7901 hectares – área de reserva legal
148.99996 hectares – área remanescente passível de exploração
155.7007 hectares – área de preservação permanente da reserva legal
332.8577 hectares – área de preservação permanente total
335.6975 hectares – área remanescente total
9,5410 hectares – área de uso múltiplo do solo
96.8317 hectares – área total antropizada

Para manejo florestal

1.364,6195 hectares – área total do manejo
18.9895 hectares – área de preservação permanente no manejo florestal
1.7779 hectares – área em regeneração no manejo florestal
1.343,8521 hectares – área efetiva de manejo florestal

Pois é

Foi isso ai que os “experts” compraram por R$ 3 milhões, pouco mais de 9 hectares de “uso múltiplo do solo”. O restante só pode ser usado para manejo.

Enquanto isso

O Tribunal Superior Eleitoral começou a julgar nessa quinta-feira (13/8) a ação em que o PSDB pede a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Por enquanto foram proferidos três votos, sendo dois favoráveis pela abertura da ação. Um pedido de vista do ministro Luiz Fux suspendeu a análise. Em seu voto, Gilmar Mendes afirmou que existe, no caso, “suporte de provas que justifica a instrução processual da ação de impugnação de mandato eletivo quanto ao suposto abuso do poder econômico decorrente do financiamento de campanha com dinheiro oriundo de corrupção/propina”. Impressão minha ou nós já vimos esse filme?

Na assembleia

A Comissão de Habitação e Assuntos Municipais da Casa encaminhou ao Departamento Estadual de Trânsito-Detran de Rondônia pedido de informações sobre os convênios e obras de sinalização realizadas  com municípios, bem como nas rodovias estaduais, no período compreendido  de 2010 a 2015. Deputados, basta perguntar ao colega de parlamento Aírton Gurgacz o que ele andou fazendo lá pelo Detran exatamente nesse período ai. Tem que convocar ele, ora. Deu um surto de amnésia por ai?

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos nowww.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Dormir menos de seis horas por noite aumenta o risco de morte

Dormir menos de seis horas por noite aumenta o risco de morte prematura em 12%. É o que dizem os especialistas do Conselho Britânico do Sono. O hábito libera hormônios que estimulam os níveis de stress, aceleram o ritmo cardíaco e aumentam a pressão sanguínea. Tais fatores podem provocar uma série de problemas de saúde, como diabetes e problemas cardíacos. Os efeitos da falta de sono são ainda piores na adolescência, etapa da vida em que o organismo está em pleno desenvolvimento. O sono de má qualidade deixa as funções cerebrais mais lentas, o que, no caso de um adolescente, pode afetar o aprendizado e comprometer o desenvolvimento físico. Uma boa noite de repouso é importante, por exemplo, para síntese de GH, o hormônio do crescimento. Estudos anteriores já haviam comprovado que uma hora de sono a menos por noite dobra o risco de obesidade. Isso porque durante o repouso noturno, sobretudo nas fases mais profunda do sono, ocorre a síntese de uma série de hormônios associados ao controle do peso.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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