Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Preocupada mais com as Usinas do que com os desabrigados pela enchente do Madeira, desculpa de Dilma é refutada por técnico

HIDRELÉTRICAS SUSPEITAS

Prostrado por uma gripe fortíssima, fui poupado de acompanhar, em detalhes, a visita de Dilma e seu sobrevoo às áreas inundadas pela cheia do Madeira. Vi como as figuras políticas de proa do estado, integradas à comitiva da presidente, se quedaram em elogios à mandatária da República, como se ela estivesse verdadeiramente preocupada com as famílias desabrigadas pelo fenômeno e totalmente favorável a atender as demandas do estado.

Apenas o deputado José Hermínio opinou realisticamente sobre a tal visita: “ela veio como advogada das Usinas para calar a boca dos rondonienses”, afirmou na ocasião presidente da Assembleia.

 

DILMA DESMENTIDA

A afirmação de que “não se pode atribuir culpa” às hidrelétricas do Madeira na questão dessa cheia histórica é desmentida, feita por Dilma em diante do cenário de inundação foi desmentida pelo hidrólogo Jorge Molina, pesquisador do Instituto de Hidráulica e Hidrología (IHH) da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA). Para esse pesquisador há “fortes suspeitas de que as operações das usinas pioraram as coisas”.

 

SUBINDO

Segundo Molina, “o desrespeito aos níveis d’água Santo Antonio sugere que o reservatório esteve armazenando água até que em num certo momento tiveram que ser obrigados a libera-la”.

O próprio Molina uma informação nada animadora: “As análises na Bolívia indicam o que o rio  Beni, um dos formadores do rio Madeira, está diminuindo a vazão. Porém o Mamoré, outro formador, está subindo de volume. Isso indica que a cheia vai continuar. E a situação pode piorar”.

Para pesquisadores especializados em barragens e hidrologia o futuro é cheio de incertezas. Esta cheia excepcional e o os acontecimentos dos últimos três ou quatro anos anteriores (como a erosão que Santo Antônio provocou em Porto Velho), colocam em dúvida muitas coisas: os estudos e os projetos das duas usinas, a operação dos reservatórios, os níveis d’água de inundação real, as verdadeiras consequências dos impactos destes projetos no Brasil e na Bolivia e o que pode ocorrer no futuro.

 

DONA FLOR?

A condenação sofrida pelo ex-governador (e atual senador) Ivo Cassol tornou-o inelegível, sem afastá-lo da articulação de candidaturas para esse ano. O ex-governador, quem diria, faz no momento o papel “Dona Flor e seus dois maridos”. O registro da mídia dando conta de Cassol preparando as candidaturas dos deputados Maurão de Carvalho e Noedi Carlos como candidatos ao governo é exatamente como uma paródia do romance de Jorge Amado, imortalizado no cinema nacional.

O que não está definido é quem fará o papel do “marido” morto e do vivo. Cassol, sabe como ninguém, que nenhum desses “maridos” são lá aquela brastemp na hora de empolgar o eleitorado.

 

BÚSSOLA

Ninguém em sã consciência consegue entender como o PSD deixou de lado a euforia pela candidatura própria, defendida praticamente desde sua fundação no estado, com manifestos em encontros e seminários onde o nome do deputado José Hermínio (única voz clara de oposição ao governo do PMDB) era sempre incensado como o provável candidato da sigla.

Parecia que o PSD era o único partido usando uma bússola apontada para o palácio Getúlio Vargas. Até mesmo quando começaram as especulações em torno do prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni, como outro pretende o partido não se afastou da direção da candidatura própria.

Hoje, pelas declarações de Testoni e pela retirada de apoio do comando partidário exercido pelo deputado Moreira Mendes ao deputado José Hermínio, tudo leva a crer que a bússola do PSD foi substituída por uma biruta de aeroporto.  Ora, Testoni permanece licenciado da prefeitura. E não é para ser candidato. Afinal, tem dito que só manterá sua candidatura se o governador não for para a reeleição. Tem medo de que? Candidato de verdade não escolhe adversário.

 

EM JUNHO

A esdrúxula sobre a suposta candidatura à reeleição do filosófico governador Confúcio Moura continua sendo motivos de preocupação dentro do PMDB. Conhecedor de seu alto índice de rejeição é cada vez menor o entusiasmo do governador em enfrentar uma desgastante campanha eleitoral. E agora tem fontes próximas do Getúlio Vargas afirmando que a decisão de Confúcio só vai sair em Junho, próximo da data limite para a realização da convenção. Se a impopularidade de Confúcio crescer mais alguns pontos, ele não estaria disposto a concorrer a cargo nenhum. E, pelo visto, o PMDB não nenhum substituto pronto para entrar em campo, embora tenha postulante como o dono da Distribuidora Coimbra, que não é competitivo.

 

REVOADA

Vários nomes com cargos nas diversas esferas do governo podem pedir exoneração de seus postos nos próximos dias. É que o prazo limite de desincompatibilização para detentores de cargos públicos interessados em ser candidatos às próximas eleições termina exatamente no próximo dia 4.

Em Rondônia não é muito comum governantes preparar nomes para a disputa eleitoral. Mesmo assim, esse ano há especulações de que alguns nomes do governo estadual pretendem disputar vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia. O mesmo vale para alguns “janeleiros” da administração municipal.

 

ARAPUCA

A coluna recebeu reclamações recentes de supostas irregularidades praticadas por “corretores” usando o esquema do “Minha Casa Minha Vida”. Um dos reclamantes acha fundamental que o Ministério Público investigue o assunto.

De acordo com a denúncia, corretores promovem vendas, com promessas de financiamento garantido por gerentes do banco. O cliente paga entrada, cerca de 10% do valor, integral ou parcelado, mas quando o pedido de crédito é avaliado pela instituição financeira, meses depois, e as condições exigidas não são atendidas, o cliente vira vítima e perde o valor aplicado. Ainda não se sabe se há envolvimento de grandes incorporadoras nessa tramoia.

 

TUDO COMO DANTES

Um dos mais sérios problemas de Porto Velho está no segmento da limpeza pública. E não estou falando apenas da simples varrição de logradouros públicos ou da (péssima) coleta de lixo. Estou me referindo nesse momento aos chamados lixões para lembrar, inclusive ao prefeito Mauro Nazif, que o prazo legal para acabar com os lixões termina no próximo dia 2 de agosto. Essa é a data limite para por ponto final à pura queima de lixo e a implantação dos programas de reciclagem.

Em se tratando de Mauro Nazif é um aviso inócuo. Ele não vai fazer nem uma coisa e nem outra. Se o prefeito não consegue resolver de forma satisfatória a simples coleta, como esperar dele a construção de uma usina que transforme o lixo em energia. Ora, um projeto que transforma lixo em energia, reduz o volume de resíduos e diminui a necessidade de aterros sanitários não pode ser considerado um problema.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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