Em Linhas Gerais

Cada vez mais banalizada, a corrupção acaba com o país – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Não é a carne que está estragada no Brasil. Nossa classe dirigente e política é moralmente fraca. O país apodreceu.” Expressão do leitor Darin Barbosa, em comentário feito numa fila de supermercado na noite de sexta-feira,17.

CORRUPÇÃO BANALIZADA

O mais triste em tudo isso é constatar a banalização da prática de corrupção nos órgãos públicos e tolerância da própria população com essas práticas criminosas, incapazes de reagir de verdade contra aqueles os representantes dessa decadência moral responsável pela situação desesperadora da economia nacional e comprometedora do nosso futuro como nação. O povo ainda se permite votar em candidatos sujos, comprovadamente enfronhados nos esquemas mais abjetos da canalização de dinheiro público para atender os criminosos do dia em sua ânsia do enriquecimento ilícito.

A Operação Carne Fraca desencadeada pela Polícia Federal é mais uma incontestável evidência de que a corrupção desenfreada de hoje suja não só a imagem do Brasil no exterior, mas afeta de maneira ainda mais negativa a imagem de políticos e partidos, impedindo não apenas que o país avance para outro patamar, condenando-o a viver eternamente na condição de integrante do Terceiro Mundo.

ATÉ OS OSSOS

Não pensem os leitores que o esquema criminoso que colocava ácido ascórbico em carnes vencidas e as reembalavam para venda nos mercados interno e externo não atuou em Rondônia. Por que o poderoso conglomerado da carne (apodrecida, meu Deus!) não aprontou das suas em nosso estado, distribuindo propinas, financiando candidatos e conseguindo (pasmem) os benefícios da renúncia fiscal.

Rondônia não é diferente do resto do Brasil. E não serão as (esfarrapadas) explicações de Valdir Raupp que acabará com a suspeita de que o Poder rondoniense está – como de resto no Brasil – com suas entranhas corroídas pelas práticas desonestas até os ossos.

RISCO

A banalização perfeitamente constatada nas práticas antirepublicanas da política rondoniense pode até aprofundar o risco de que nas eleições de 2018 políticos completamente desconectados das boas práticas, dos compromissos éticos, sejam novamente eleitos.

Afinal, em todas as eleições recentes os resultados tiveram um indiscutível aspecto decepcionante, com o eleitor dando a vitória a políticos que agem absurdamente manipulando o poder para o enriquecimento ilícito e todas as nefandas práticas que aqui se tornam praxe, como o nepotismo, o patrimonialismo e todos os outros “ismos” que nos impede de crescer como sociedade democrática.

VILHENA

Aqui, cidades inteiras dão a impressão de viver um momento de descrença, de que nada mudará. Deve ser por isso que uma cidade do porte de Vilhena (fronteira com o MT) elegeu vários nomes integrantes do farsesco poder público daquela urbe, alguns empossados enquanto estavam atrás das grades.

LENTIDÃO

Com instrumentos do Judiciário atuando lentamente, com a impunidade prevalecendo, a política rondoniense nos seus fundamentos é decepcionante. E assim, para disfarçar, usa-se de forma desbragada a máquina publicitária para maquiar a realidade, iludindo a população vendendo a falsa ideia da existência de “um governo para o povo”.

Se os chamados órgãos de controle externo funcionassem mais rapidamente, certamente esses privilégios dos gatunos do erário não durariam tanto e muita gente que ainda iludem, nas eleições, os eleitores mais desavisados estariam presos.

REAÇÕES

Na capital do estado, Porto Velho, a maioria da população reagiu após quase 8 anos de domínio petista na prefeitura e pelo voto afastou do poder aqueles que exacerbaram nas práticas criminosas de uso da coisa pública em favor próprio ou de apaniguados.

Depois de tudo o que se apurou no executivo da principal cidade rondoniense, até em estatais (que não servem para nada) como a famigerada Emdur, é estranho ver criminosos daquele período petista (alguns levados a uma rápida passagem pela cadeia) ainda estão soltos, com espaço na mídia para deitar falação própria dos facínoras impunes.

E mesmo com a reação demonstrada nas urnas contra os petistas que corroeram até os ossos as instituições por onde passaram. Uma parte do povo ainda permitiu que vereadores acostumados a agir de má-fé permanecessem em seus cargos no desacreditado legislativo municipal.

EFEITO RAUPP

É de se esperar na eleição do próximo ano o aumento das abstenções ao voto popular. Tudo fruto do aumento do descrédito da população com a representação popular, com a decadência dos poderes e notadamente com a demora da Justiça em por um ponto final na impunidade.

Assim deve ser o “efeito Raupp” nas eleições de 2018. É claro que o “efeito Raupp” não é um fato pontual no aumento da descrença do povo. Vai além, muito além, em acontecimentos como as sucessivas maracutaias registradas no jovem parlamente estadual de Rondônia, culminadas na condenação (e até prisão) de pelo menos três ex-presidentes da instituição.

SEM EXPURGO

Como o Judiciário acaba demonstrando-se incapaz de expurgar – pelos instrumentos legais à sua disposição – da vida pública os publicamente reconhecidos ladrões do povo, a população cada vez acredita mais de que não adianta lutar, ir para as ruas, protestar ou mesmo votar. Tudo vai continuar – como é praxe no Brasil – da mesma maneira. A qualidade de nossos políticos tende – nessa perspectiva – até a piorar.

ESPERANÇA

Pretendia continuar na lida do jornalismo por mais alguns anos. Mudei de ideia. Vou – acreditando no apoio de Deus – requerer minha aposentadoria nesse ano. O desencanto com a política me estimula a isso, além do fato da minha mulher, a dra. Conceição Mesquita Taborda ter conseguido, finalmente, sua transposição para o Governo Federal.

Tinha esperanças de ver antes de encerrar essa longa caminhada uma política rondoniense saneada, recuperada, pelo menos nos níveis do que já tivemos aqui no começo de nosso parlamento. A esperança não vai se realizar, nosso povo está acomodado e aceitando como normal a decadência presente.

ESPARRELA

No momento em que se fala tanto da sucessão estadual – com pouquíssimos pretendentes que merecem verdadeiramente respeito pela sua consistência ética e por uma visão factível de um futuro de avanços para todos os rondonienses – temo que possamos mais uma vez cair na esparrela de que o eleitorado ingênuo e desinformado, dependente, vai de novo eleger populistas, demagogos, corruptos, incompetentes mantendo esse ciclo vicioso em desfavor de Rondônia.

REAJAM

Já que no geral a população chega muito perto da inanição política, deixa de reagir por acreditar que não tem jeito mesmo, resta-nos como última esperança que o punhado de homens e mulheres (que devem existir), existentes nos poderes de defesa dos interesses do povo, reajam contra os que buscam na política instrumentos de corrupção.

Enquanto a política for covil daqueles que infernizam o povo, seguindo os maus mandamentos da vida pública não haverá saída ou solução.

O Brasil e o próprio estado rondoniense continuarão sendo a terra da carne fraca e os maus políticos continuarão dando o tom de como deve ser a vida de todos nós. É realidade é dura, mas, por favor, não desistam.

NADA A LAMENTAR

Vários políticos e até algumas instituições fizeram publicar no domingo notas fúnebres lamentando a morte de um personagem controverso em Rondônia.

Sem a hipocrisia comum ao mundo político, pode-se dizer que não há nada a lamentar sobre a morte de um personagem controverso e marcado por papeis de violência, especialmente pelas sendas sombrias da época do garimpo. Não há o que lamentar e nem o que reverenciar sobre um personagem que tanto mal fez a famílias humildes, chegando a ameaçar até jornalistas que não conseguiu comprar. De um personagem como esse, só aqueles com o cérebro entupido de algodão, ignorantes sobre o mal entrariam na empulhação de chorar por ficar livre do feio – em todos os sentidos – personagem.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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