“Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo”
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula (PT) no debate que seria realizado ontem (1°), já declarou voto no presidente. A manifestação ocorreu durante o 2º turno das eleições de 2022, quando o petista disputava a Presidência contra Jair Bolsonaro (PL).
“Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo, para a gente defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país”, diz Estela na gravação. “Então, os advogados devem votar em Lula, inclusive para salvar o próprio sistema de Justiça”.
O vídeo passou a circular nas redes sociais após o cancelamento do debate pela Globo, em razão da decisão da ministra lulista e da decisão do ministro do STF Gilmar Mendes, que autorizou a participação de Renan Santos (MBL).
Na decisão que barrou a exibição do púlpito destinado a Lula, Estela afirmou que a imagem da cadeira vazia produziria efeitos “que transcendem a simples informação ao eleitorado acerca do não comparecimento”, além de representar “perigo de dano” a poucos dias do 1º turno das eleições.
A decisão, que atendeu à chapa Lula-Alckmin, foi concedida em “caráter de urgência” e previa multa em caso de descumprimento. Estela também proibiu que os demais concorrentes fizessem perguntas dirigidas ao seu ex-chefe.
Estela foi nomeada para o TSE por Lula em julho de 2025 para uma das duas vagas destinadas à classe dos juristas. O mandato é de dois anos e começou em agosto daquele ano. Antes de integrar a Corte Eleitoral, Estela ocupou cargos no governo Lula III.
Ela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de Flávio Dino, posteriormente indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, tornou-se assessora especial da Presidência da República, na assessoria internacional chefiada pelo ex-chanceler Celso Amorim.
Em 2025, antes da nomeação ao TSE, também atuou como assessora no gabinete da Presidência da Corte, então comandada por Cármen Lúcia. A ministra integrou ainda o Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Inteligência Artificial e presidiu comissões de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB no Rio de Janeiro.
Estela é conselheira da OAB-RJ e já presidiu a Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da entidade. Também coordenou o Núcleo de Proteção de Dados e Privacidade do IBCCRIM e o Núcleo de Estudos Avançados do instituto. Na área acadêmica, foi professora convidada em cursos da ESA/RJ, EMERJ, FGV, Mackenzie, EPD e na pós-graduação de Direito Digital do IDP.

















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