Dificuldades jurídicas impediram a utilização do fundo para abatimento de débitos; equipe econômica busca alternativa para reduzir endividamento da população no primeiro semestre.
O governo federal decidiu abandonar a proposta de permitir que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) fosse utilizado por trabalhadores para quitar ou abater dívidas pessoais. Após semanas de debates internos, a área técnica da gestão atual encontrou obstáculos jurídicos significativos que inviabilizaram a medida. Como alternativa, o Ministério da Fazenda prepara o lançamento de uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, focado na renegociação de débitos para famílias afetadas pelos juros altos.
A nova estratégia deve ser selada na próxima segunda-feira (27), durante reunião do ministro da Fazenda, Dario Duringan, com representantes das principais instituições bancárias em São Paulo. O governo considera o socorro aos endividados uma prioridade para este semestre, especialmente após pesquisas do Instituto Datafolha indicarem que dois em cada três brasileiros possuem dívidas pendentes. O programa é visto como uma ferramenta essencial para aliviar o orçamento doméstico e estimular a economia.
Além do aspecto econômico, a iniciativa possui um forte componente estratégico para o Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca medidas que melhorem a percepção da economia pela população em um momento de oscilação nos índices de aprovação. O objetivo é garantir que o poder de compra das famílias não seja corroído pelo endividamento, evitando que reclamações sobre o fechamento das contas mensais dominem o cenário político e eleitoral deste ano.
A nova fase do Desenrola pretende oferecer condições facilitadas de refinanciamento, mantendo o controle sobre a inflação e o custo de vida. Com a desistência do uso do FGTS, o foco se volta agora para parcerias com o setor financeiro que permitam descontos agressivos e prazos estendidos para os devedores. A equipe econômica trabalha para que o anúncio oficial detalhe os públicos beneficiados e os limites de renda para adesão ao programa de renegociação.
FONTE: GLOBONEWS – G1.COM















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