Brasil

Vorcaro enviou R$ 60 milhões à empresa usada para pagar servidores do Banco Central

PF aponta que empresa intermediou pagamentos a ex-servidores do BC e integrantes do grupo conhecido como “A Turma”

O banqueiro Daniel Vorcaro enviou ao menos R$ 60 milhões para uma empresa apontada nas investigações como intermediária no pagamento dos dois servidores afastados do Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio, e os participantes do grupo “A Turma”.

Essas transferências aparecem na declaração de Imposto de Renda de Vorcaro como uma dívida com a Super Empreendimentos e Participações S/A.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, a empresa era utilizada para intermediar movimentações financeiras entre o banqueiro e os operadores de atividades ilícitas, que foram alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero.

A companhia está registrada em nome de Ana Cláudia Queiroz de Paiva, e era gerida por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo os investigadores, os valores destinados à remuneração dos servidores passavam primeiro pela Super Empreendimentos e, em seguida, eram transferidos para uma segunda empresa antes de chegarem às contas bancárias.

Segundo a Polícia Federal, a empresa servia como uma camada societária para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar a origem dos recursos, sendo utilizada para o pagamento de despesas ligadas a atividades ilícitas.

À Receita Federal , Vorcaro declarou que os pagamentos à Super eram relativos a quitação de dívidas relacionadas à compra de imóveis.

Participação dos servidores do Banco Central

Segundo a Polícia Federal, o ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Souza vazava informações sigilosas da autarquia para Daniel Vorcaro para mitigar questionamentos regulatórios do Banco Central.

Souza foi alvo de busca e apreensão no dia 4 de março, e, desde então, está usando tornozeleira eletrônica. Ele comandou a diretoria de Fiscalização sob a gestão de Roberto Campos Neto e, nos últimos anos, era chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária. O chefe da divisão era Belline Santana, que também está entre os alvos da PF.

Os dois foram afastados pelo Banco Central no final de janeiro, e depois também por ordem de André Mendonça.

Paulo Sérgio Neves de Souza participou do processo de autorização da compra por Daniel Vorcaro do Banco Máxima, que se tornou Master.

Souza e Santana eram uma espécie de consultores do Master dentro do BC e tinham até um grupo de mensagens com Vorcaro, fornecendo informações sobre procedimentos em curso e indicando estratégias para contornar a fiscalização da autoridade monetária, segundo as investigações.

Os dois revisaram minutas de ofícios e documentos que o próprio banco os enviava ao BC, sugerindo alterações e ajustes antes da formalização.

A defesa de Daniel Vorcaro foi procurada, mas não se pronunciou até o momento.

As defesas de Paulo Sérgio Souza, Belline Santana e Ana Claudia Queiroz de Paiva não foram localizadas pelo SBT News.

FONTE: SBT NEWS

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]