Resenha Politica

Investigação em curso no TCE/RO, pode dar muita dor de cabeça para vários ordenadores de despesas da SESAU/ RO -Por Robson Oliveira

PREDADORES

Finalmente a OAB-RO promoveu um evento sobre o caos aéreos e suas consequências que merecem elogios. Bem diferente de outros que não passam de espuma momentânea e sem a seriedade do tema “Aviação” que afeta a todos que necessitam deste meio de transporte para sair do estado. Presentes Walter Moura, presidente da Comissão Nacional de Defesa do Consumidor do Conselho Federal e Marcelo Terto, membro do CNJ. Terto foi direto ao ponto e disse que os grandes litigantes sobrecarregam a justiça de processos por praticarem lesões aos consumidores em larga escala. Não o contrário. E fez um alerta altamente contundente de que estas empresas “já capturaram todas as instâncias de regulação administrativa (Procon, Agências Reguladoras, entre outras) e agora querem capturar o Judiciário”. Uma declaração corajosa vinda de um membro do CNJ, que sabe o que fala. Mas também é um alerta com desdobramentos significativos e complexos. A captura de um poder que julga as demandas dessa natureza é algo sem precedentes. 

MENOSCABO

Quem verificar no site do Tribunal de Justiça de Rondônia os julgamentos dos últimos dois anos de ações contra as empresas aéreas vai perceber a mudança radical do entendimento jurídico. Ações estão sendo denegadas com os mesmíssimos fatos ensejadores de outras acatadas antes das retaliações feitas por essas empresas aos consumidores de Rondônia. Quem também pesquisar no Google vai encontrar matérias onde se confirma que as aéreas adotaram em Rondônia a tática de diminuir bruscamente a oferta de voos, encarecer as passagens de forma imoral e tratar o consumidor com menoscabo.

AZUL

Numa roda informal em Brasília, durante a posse de um Conselheiro do Tribunal de Contas de Rondônia na presidência da entidade nacional, este cabeça chata assistiu por mais quarenta minutos uma conversa entre o prefeito da capital Hildon Chaves, o senador Marcos Rogério e um dirigente da AZUL. Apesar dos representantes políticos rondonienses argumentarem os exageros que as empresas aéreas, inclusive Azul, fazem contra os passageiros rondonienses, além dos preços exorbitantes, o dirigente da empresa reafirmava sem nenhum pejo que nada mudará. E somente mudará quando as ações judiciais em Rondônia lhes forem favoráveis. Segundo o dirigente da Azul, o passivo judicial é enorme. O que suscitou uma reação dura das empresas.

DEBOCHE

Cruzando este diálogo do representante da aérea com a declaração do Conselheiro do CNJ, Marcelo Terto, é possível deduzir que a conta terminará sendo paga pelos consumidores rondonienses, uma vez que as demandas para conter os abusos das empresas aéreas estão cada vez mais raras. A oferta de indenização de 1 real, feita em juízo por uma destas companhias aéreas é puro deboche. Além de um acinte à máquina judicial. O mercado não pode ser tão livre ao ponto de os consumidores serem extorquidos. Há regras civilizadas a serem postas como limite da usura.

CINTO

O pior é que todo abuso das aéreas está ocorrendo aos olhos das autoridades sem uma reação. Como não contamos mais com os órgãos de regulação, segundo o membro do CNJ, esperamos que o Judiciário local não se deixe levar nesta empulhação.  Apertemos o cinto porque o avião sumiu….

SIGILO

Uma apuração que está em curso no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde pelo Tribunal de Contas do Estado em desfavor de vários ordenadores de despesas, tem um teor, na hipótese de comprovado, que complicará por anos as vidas dos investigados. Como o sigilo foi baixado na sexta-feira passada, verifica-se que algo pode estar em descompasso com as regras administrativas na contratação direta para serviços de transporte intra-hospitalar (veículos e ambulâncias), uma vez que o controle externo do órgão fiscalizador constatou supostas irregularidades na condução da contratação, precariedade na justificativa com o intuito de “maquiar” o contrato, fragilidade na pesquisa de preços, suposto direcionamento e obediência ao devido processo legal.

AMPLA DEFESA

Os citados na suposta tramoia ainda terão a oportunidade de se defender, mas quem lê o relatório inicial produzido pelos técnicos do TCE se assusta com os fatos nele apurados. São recursos  da Saúde que ultrapassam 18 milhões, numa área deficitária e com instalações capengas em razão da falta de verba. Qualquer desperdício impacta cada vez mais no bom atendimento, além de criminoso. Todos terão a ampla defesa para desfazer as irregularidades apontadas na apuração inicial do TCE. É um setor que de tempos em tempos a Polícia faz devassa. Ao que parece não vai demorar para fazer mais uma.

W0

Pelas movimentações nos bastidores da política, os entusiastas da pré-candidatura de Mariana Carvalho a prefeita da capital trabalham na surdina para limpar a área e tentar tirar da disputa qualquer adversário que possa levar a eleição para um segundo turno. O deputado federal Fernando Máximo, por exemplo, já foi informado que o União Brasil, o partido ao qual está filiado, pode lhe negar a candidatura mesmo sendo atualmente um forte concorrente. O PSDB, do prefeito Hildon Chaves, fechou questão no apoio à ex-deputada e o Cidadania do presidente da ALE, Marcelo Cruz, também está apalavrado. O PL e o PP, embora tivessem sido contatados por Maurício Carvalho, irmão da pré-candidata, ainda não definiram, mas as tratativas estão em curso. O PP resiste e quer um candidato próprio, o problema é que não tem nomes densos na capital. E o PL do senador Marcos Rogério tem como pretendente ao cargo o deputado federal Coronel Crisóstomo, um extremista que faz questão de berrar. A turma de Mariana sonha com um cenário tranquilo, se possível vencer a parada por W0. Falta combinar com os ‘Russos’.

SUBESTIMAR

Li por aí que não é de bom alvitre subestimar o advogado Vinícius Miguel numa disputa pelo paço da capital. E é verdade. Já ouvi em conversas informais algumas figuras proeminentes desdenharem. Ele é alguém que pode chegar a empolgar o eleitor, especialmente aquele eleitor que percebe de longe uma candidatura avatar (é o candidato criado pela IA, a voz é dele, a cara de outro) e Mariana é uma boa ilustração. Cada campanha tem suas próprias circunstâncias e características similares. Porto Velho inova sempre quando as candidaturas a prefeito não representam aquilo que está incutido no inconsciente coletivo. Os exemplos são fartos. Chiquilito ungiu o médico Victor Sadeck e seu candidato levou uma sova de José Guedes. Isto prova que nem sempre um prefeito bem avaliado – Chiquilito era uma espécie de mito municipal – consegue eleger o sucessor. Há outros exemplos semelhantes, mas é importante destacar que o eleitor de Porto Velho também escolhe o prefeito fora do espectro partidário, distante das castas partidárias. O próprio Hildon é uma prova cabal desta assertiva, e antes dele, outro exemplo clássico foi Roberto Sobrinho, único alcaide da capital a se eleger no primeiro turno , embora com fim desastroso.  Cada campanha é diferente da campanha passada. Esta seguirá a mesma toada.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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