Em Linhas Gerais

O cidadão comum fica indignado ao ver personagens livres, desempenhando cargos públicos, mesmo quando são sentenciados

FILOSOFANDO

“Quanto maior o poder, maior o perigo de abuso”. Edmund Burke (1729/1797), filósofo irlandês, nascido em Dublin.

COBRANÇA

Verdadeiramente ocorreram mudanças positivas no Poder Judiciário em relação à vigilância e punição de políticos rondonienses envolvidos em corrupção. A condenação de vários deles, entre deputados, prefeitos e vereadores é a prova cabal dessa afirmação.

E mesmo assim a mais justa cobrança que a sociedade faz hoje é perfeitamente válida, com a esperança de que as decisões sejam rápidas, acabando com a sensação de impunidade para políticos e agentes públicos responsabilizados por desvios, esquemas de enriquecimento ilícito ou crimes de responsabilidade.

INDIGNAÇÃO

O cidadão comum fica indignado ao ver personagens livres, desempenhando cargos públicos, mesmo quando são sentenciados, ou após a comprovação da prática de “traquinagens” como (só para exemplificar) é o caso de Epifânia Barbosa, quando foi secretária municipal da educação, isso sem falar de sua participação no esquema da quadrilha denunciada pelo desvio de dinheiro público na Assembleia, no tempo em que legislativo tinha o “irmão Valter” como o poderoso presidente da casa. É preciso botar na cadeia esses traidores do voto popular. Não dá para aceitar que somente a Ana da 8, a caricata ex-deputada tenha sido mandada para o xilindró.

BOCA ESCANCARADA

Como entender as mais recentes confissões do governador de Rondônia, Confúcio Moura, tornadas públicas através de seu blog? São afirmações inusitadas para alguém saído das bibocas para a vida pública, chegando primeiramente à Câmara dos Deputados, avançando para dois mandatos de prefeito e, agora, concluindo o segundo mandato de governador do estado.

A primeira conclusão pode se justificar diante da avaliação mais segura: a de que o governador é um político medíocre, um “escritor” simplório de um blog idem. Certamente nunca foi um homem talhado para liderar politicamente a gestão de algo grande como um estado da importância de Rondônia.

O homem escolhido (eleitor faz cada c*) duas vezes para governar o estado não deve conhecer o ditado de que em boca fechada não entra mosca. Se não fosse isso teria afirmado que teve “muito orgulho” de ter sido um “deputado do baixo clero”?

A MENTIRA

Confúcio é mesmo uma bola. Depois de espalhar que tinha orgulho de ser do “baixo clero” na Câmara dos Deputados ele dá mais um fora e confessa um dos ingredientes que utilizou para vencer eleições: a mentira.

Tá lá no “blogdoconfucio.com.br” a confissão do crime, praticado na campanha de 2010. Foi lá em Cacoal, relembra agora o governador, a aplicação desse tremente “171” no eleitorado, quando chegou a gravar um programa de TV sobre o assunto: “Se eu for eleito a carteira de identidade ficará pronto em vinte e quatro horas”.

Era só enganação, uma espécie de truque de madame” eleitoral, reconhece o próprio chefe do Executivo ao confessar (no mesmo blog) que passados cinco anos e meio da promessa furada, “nada aconteceu”.

COMPASSO DE ESPERA

É esse tipo de político que pretende continuar com sua fatia de poder se conseguir concluir sem atropelos judiciais seu último mandato de governador rondoniense.

Confúcio, como se sabe, está no compasso de espera do STJ onde responde por sérias acusações de improbidade, sendo inclusive apontado como um suposto chefe de quadrilha que promoveu em sua gestão escândalos de corrupção, inclusive com o envolvimento de gente de sua família. E como a coisa é tramita morosamente, quase parando, na esfera daquela corte, o governador peemedebista vai nutrindo o sonho de em 2018 disputar o Senado.

TÁ FROUXA

Mas não dá para ter certeza se esse personagem político saído das bibocas de Ariquemes vai continuar ou não enganando nosso eleitorado ingênuo com as costumeiras promessas mentirosas. Afinal, a corda no pescoço de Confúcio ainda tá frouxa, mas nesse Brasil em que a Justiça está mudando, a cada dia ela pode apertar mais. Ninguém deve acreditar que crimes como os praticados em enganações como as obras (paralisadas) do Espaço Alternativo vão acabar no esquecimento, sem a responsabilização daqueles que torraram o dinheiro público naquela maracutáia.

PUTZGRILA

Aonde chegamos. Até parece não existir demandas mais complexas para tirar o estado de sua paralisia econômica, em busca de alternativas para a geração de empregos, para melhorar o atendimento na saúde pública, na educação, etc, etc.

Deve ser por isso que a Assembleia Legislativa acaba sendo transformada em palco de defesa de interesses meramente corporativos. E assim, Jesuíno Boabaid (que nome!) volta a agir como porta-voz da polícia no parlamento, deixando em segundo plano o compromisso de representar a população em geral.

VIROU RARIDADE

E assim o deputado fez questão de apresentar voto de louvor “por bravura” a um praça da PM e a um bombeiro militar, pelo simples fato de que eles cumpriram sua obrigação de rotina, um impedindo um assalto e outro prestando um salvamento. Será que está tão raro assim no meio policial algum agente da força combater o roubo ou, no caso do bombeiro, praticar salvamentos?

E BATE O BUMBO

Só tinha uma pessoa presente na galeria reservada para a assistência na Assembleia Legislativa na manhã de ontem, quinta-feira para assistir a mais uma dessas audiências públicas inócuas, onde aspectos importantes da vida econômica do estado são tratados de maneira superficial. Ontem, com o plenário contendo um número razoável de participantes, o tema da audiência foi nada mais do que turismo, algo praticamente inexistente em Rondônia.

FALTA PROJETO

A reunião serviu pelo menos para constatar aquilo que as pessoas medianamente informadas estão carecas de saber: o governo estadual e muito menos os municipais de Rondônia não têm projeto algum para essa atividade, especialmente em Porto Velho. E na capital, não basta inventar uma lei dando nome de estância turística à cidade.

A plateia dentro do plenário da Assembléia era composta em sua maioria por pessoas sem nenhuma ligação com a atividade turística, sem formação alguma para entender desse riscado.

TUDO COMO DANTES

A conclusão, por óbvio, é uma só: vamos continuar à mercê da incompetência de governantes (do estado e dos municípios) sem planejamento e sem programas capazes de viabilizar a atividade de turismo por aqui. Aliás, a audiência pública de ontem falhou também por não apresentar dados sobre o turismo rondoniense e não ter convidado especialistas no assunto para apresentar um diagnóstico real da situação do turismo, pelo menos em Porto Velho. Aliás, como acontece sempre, não apareceu por lá nenhum político de nível federal; nenhum vereador ou secretário municipal e muito menos postulantes ao cargo de prefeito para falar das possíveis alternativas.

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Gomes Oliveira

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  • NESSE PAÍS DA IMPUNIDADE, AINDA EXISTE GENTE, COITADA, QUE ACREDITA EM TUDO. É UMA PENA A PESSOA CONHECEDORA DE TUDO, TER A CORAGEM DE MENTIR E ENGANAR ALGUEM PARA TIRAR PROVEITO E SE BENEFICIAR DESSE TIPO DE COISA. SERÁ QUE LHE DOI A CONSCIÊNCIA? SERÁ QUE TEM UMA VIDA BOA OU SÓ APARENTEMENTE? UMA COISA LHES DIGO COM CERTEZA QUE NO DIA DO JUIZO ESSA PESSOA VAI PRESTAR CONTA COM DEUS. A ONDE SERÁ QUE VAI PASSAR A VIDA ETERNA?

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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