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Cassol e Frente Democrática de Daniel Pereira discutem parceria majoritária ao Governo de Rondônia

Encontro entre as lideranças partidárias está programado para a cidade de Rolim de Moura

Há tempo que as eleições em Rondônia não provocavam mobilização intensa nos bastidores na composição das chapas majoritárias. Em outubro teremos eleições gerais com a escolha do presidente da República, governadores e seus vices; uma das três vagas ao Senado nos estados e Distrito Federal, além de deputados federais e estaduais.  

A eleição a governador e ao Senado, a cada dia ganha maior repercussão em Rondônia com constantes mudanças na composição das chapas majoritárias (governador e senador), por opções dos comandantes dos partidos ou interferência do judiciário (eleitoral e cível) aprovando e reprovando candidaturas. 

Durante aproximadamente 15 dias a política ganhou impulso no Estado, após o ex-governador Ivo Cassol (PP), que estava inelegível ter acatado liminar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques possibilitando sua candidatura à sucessão estadual. Imediatamente Cassol abriu campanha, após as convenções partidárias (20 de julho a 5 de agosto), que aprovou seu nome como candidato a governador e o Estado viveu durante duas semanas um clima eleitoral aquecido. Cassol percorreu o Estado visitando órgãos de comunicação e com seu jeito simples e direto de fazer política mobilizou o sistema político-partidário de Rondônia.  

Pesquisas liberadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) começaram a ser divulgadas na mídia regional e Cassol sempre entre os dois primeiros. Mas o STF não reconheceu a legitimidade da liminar e Cassol anunciou em live, que estava fora das eleições deste ano, não pela sua vontade, mas por decisão judicial.  

Não há como ignorar que Cassol é um político com enorme força junto aos eleitores de Rondônia, principalmente do interior. Ele foi prefeito de Rolim de Moura (dois mandatos seguidos), governador do Estado (dois mandatos seguidos) e senador. Na sua passagem pelo governo demonstrou competência na abertura e conservação de estradas (ROs e vicinais), priorizou a agricultura e pecuária, inclusive a piscicultura e sempre cumpriu as obrigações com servidores e fornecedores, além de construir o Palácio Rio-Madeira, sede do governo estadual, dentre outras ações.  

Na relação de nomes que buscam se eleger govenador, Cassol sempre esteve entre os primeiros. Mas este ano está fora das eleições deste ano, inclusive já jogou a toalha, mas estaria disposto a eleger a irmã, a deputada federal e presidente regional do PP, Jaqueline Cassol, ao Senado. Nem bem anunciou a sua retirada disputa pelo governo do Estado abraçou de vez a campanha da irmã.  

Está previsto para o domingo (4) uma reunião em Rolim de Moura entre Cassol e o ex-governador, Daniel Pereira, que é candidato à sucessão estadual pela Frente Democrática (PT, PV, PCdoB, SD, PSD, PDT). Daniel já admitiu em entrevista a um programa de TV, esta semana, que Cassol é um político sério e até admitiu, que Jaqueline pode contar com o apoio do seu grupo político.  

Caso realmente Daniel e Cassol firmem um acordo aumentam as chances de sucesso da FD, que não apresentou boa performance nas pesquisas veiculadas pela mídia na última semana, liberadas pelo TRE. Jaqueline, que tem uma missão das mais difíceis na disputa da única vaga ao Senado, terá sua candidatura “vitaminada”, já que o senador Acir, do PDT está inelegível e deve indicar o primeiro suplente, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas (TC) de Rondônia, Benedito Alves, que estava no mesmo cargo na chapa de Acir, candidato à reeleição.  

Daniel, que precisa fortalecer sua candidatura, caso a parceria seja efetivada certamente receberá uma boa parcela dos votos de Cassol, que tem muita influência junto a sua militância, na sua luta para retornar a governar Rondônia. Não é fácil a transferência de votos, mas o “italiano” tem um eleitorado fiel.  

Não se tem dúvidas, que a saída, contra a vontade, de Cassol da disputa pelo governo do Estado provocou equilíbrio entre os demais competidores com maior poderio de votos, de acordo com as pesquisas, legais, já publicadas. Com números acima de dois dígitos, além de Cassol, hoje fora, estão o governador Marcos Rocha (UB), o senador Marcos Rogério (PL) e o deputado federal Léo Moraes (Podemos). Pimenta de Rondônia (Psol) e Val Queiroz (Agir) estão abaixo de dois dígitos.  

As últimas eleições majoritárias de Rondônia não tiveram as constantes alternâncias na composição das chapas como nas deste ano. A saída de Cassol mudou totalmente o quadro eleitoral a governador e senador.  

O ex-senador Expedito Júnior (PSD), a deputada federal Mariana Carvalho (PRB) e o empresário Jaime Bagattoli, caso Cassol não se ajuste com Daniel e a FD provavelmente serão favorecidos. Com o irmão candidato a governador, Jaqueline teria sempre mais espaço na mídia oficial (programas eleitorais no rádio e na TV).  

A “conversa” entre Daniel Pereira, Ivo Cassol e os dirigentes partidários de maior “peso” dos grupos será fundamental para o futuro político de Rondônia com relação aos cargos de governador e senador. Um diálogo, que será acompanhado de perto por Júnior, Mariana, Bagattoli e, principalmente, Jaqueline, hoje prejudicada com a renúncia do irmão na disputa pelo governo do Estado.

AUTOR/FONTE: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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