Resenha Politica

Ex-presidente a OAB-RO, Andrey Cavalcanti, está sendo sondado por alguns dirigentes de partido para ingressar na política e assumir uma candidatura a deputado federal – Por Robson Oliveira

A simples especulação da transferência do domicílio eleitoral do ex-ministro do Meio Ambiente, encalacrado no STF, Ricardo Sales, de São Paulo para Rondônia e ser ungido a candidato a candidato a senador é uma piada, e sem graça

RETORNO 

Após umas boas férias ao lado da família na minha bucólica João Pessoa, este cabeça-chata retorna com a coluna para tentar registrar os fatos políticos estaduais e nacionais no ano em que as disputas eleitorais prometem ser acirradas e violentas.  

CENÁRIOS 

No plano nacional o ex-presidente Lula (PT) mantém a dianteira nas primeiras pesquisas divulgadas, rivalizando com o presidente Jair Bolsonaro (PR) que tem se mantido em segundo lugar. A terceira via tanto almejada por uma elite decadente, embora com percentuais ainda baixos em relação aos dois primeiros, aparece o ex-juiz lava-jatista Sérgio Moro (PODEMOS) empatado com o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT). Na rabeira aparece o governador do PSDB de São Paulo, João Dória, que nem entre os tucanos tem conseguido empolgar. O cenário atual revela percentuais favoráveis para o retorno do ex-presidente petista que venceria todos os adversários num eventual segundo turno.  

MILAGRE 

Mas como em eleição e mineração é preciso aguardar a apuração, os adversários torcem para que haja uma pedra no meio do caminho de Lula que seja capaz de impedir o seu retorno ao palácio do planalto, apesar de que os caminhos do petista hoje de retorno à presidência sejam muito mais planos do que dos adversários. Ao que parece os concorrentes do ex-presidente vão precisar de um pedregulho na caminhada de Lula para tentar mudar o atual cenário eleitoral.  

GOVERNO 

Já para o governo de Rondônia nem todos os partidos definiram os seus candidatos seja em razão de barreiras judiciais, seja em razão da viabilidade eleitoral. Léo Moraes (PODEMOS), Marcos Rocha (União Brasil), Anselmo de Jesus (PT), Marcos Rogério (PR), Confúcio Moura (MDB), Hildon Chaves (PSDB) e Ivo Cassol (PP) são os nomes mais especulados. Desta relação pelo menos três deles não devem estar na disputa motivo pelo qual qualquer pesquisa apurada no momento sirva tão somente para verificar de que lado o vento sopra para biruta. As definições mesmo das candidaturas vão ser procrastinadas em sua maioria até perto das convenções que devem ocorrer entre 20 julho e cinco de agosto.  

DESAFIO 

O governador Marcos Rocha, candidato natural a reeleição, terminou o ano contabilizando alguns avanços no campo político com novas filiações ao seu partido União Brasil. Entretanto, o maior desafio agora é defender na campanha o legado de sua administração que, a princípio, não tem muito o que mostrar. O asfalto executado na capital, por exemplo, por si só, não é capaz de projetar a administração estadual uma vez que o prefeito Hildon Chaves conseguiu asfaltar vinte vezes mais que o feito pelo DER. Estas obras dão mais visibilidade ao governador quando executadas em municípios menores, nos mais densos, se diluem e confundem com as ações da municipalidade. O próprio Pronto Socorro da capital, tão festejado pelos governistas, não passou de um projeto inicialmente em execução que não estará em funcionamento quando a disputa começar pra valer. Quem olha as pesquisas colhidas internamente e sabe interpretá-las concluirá que os governistas vão ter que se desdobrar para convencer o eleitor a conceder ao atual governador mais quatro anos. Embora em política nada seja impossível.  

JANELA 

Sem as coligações nestas eleições, a atual realidade conspira contra muitos pré-candidatos a deputado federal e estadual. A legislação permite a junção destas legendas através de uma federação, instrumento político cuja função obriga que os partidos estejam juntos nas eleições por quatro anos consecutivos e ainda assim por decisão dos diretório nacionais. A exceção à regra, no entanto, denominada de janela, permite que os atuais parlamentares migrem para outra legenda sem perder o mandato por infidelidade, entre os dias três de março e 1º de abril. A partir daí veremos quais partidos ou federações têm mais probabilidade para levar as vagas de deputado federal e estadual. Hoje são poucas legendas que sozinhas na disputa têm condições de eleger bancadas.  

PIADA  

A simples especulação da transferência do domicílio eleitoral do ex-ministro do Meio Ambiente, encalacrado no STF, Ricardo Sales, de São Paulo para Rondônia e ser ungido a candidato a candidato a senador é uma piada, e sem graça.  

REFLEXOS 

A proposta foi feita por alguém (um suposto pecuarista de Ji-Paraná) sem nenhum traquejo nos bastidores partidários e sem respaldo político que garanta ao ex-ministro do Meio Ambiente a vaga, além de representar um acinte a um estado que sofre ainda reflexos nas atividades econômicas por políticas equivocadas e tresloucadas de um cidadão que sequer conhece as demandas de Rondônia. É um daqueles convites que ninguém com o mínimo de juízo leva a sério.  

HORDA 

Aliás, o próprio proponente da candidatura senatorial a Ricardo Salles almeja uma vaga na Câmara Federal sem a garantia de que ele próprio consiga a vaga. O gado que ele representa ao que parece não atende aos seus aboios, o que revela que o convite feito ao ex-ministro seja mais um embuste de uma horda arrogante que surgiu nas urnas das eleições nacionais passadas. O sujeito pode até sem um grande criador de chifrudos, mas isto não significa que tenha votos. Esta coluna abre espaço para comentar este disparate para atender pedido de leitores que exigiram uma posição. 

RENOVAÇÃO 

O ex-presidente a OAB-RO, Andrey Cavalcanti, está sendo sondado por alguns dirigentes de partido para ingressar na política e assumir uma candidatura a deputado federal. O jovem advogado tem agradecido a lembrança e resistido as tentações dos convites, mas seria uma ótima opção para um eleitor ávido na renovação dos quadros políticos de Rondônia, especialmente da bancada federal. Andrey Cavalcanti é hoje uma grande liderança entre os advogados de Rondônia e conhecido em todo o estado.  

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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