Em Linhas Gerais

A informação é “quente” , uma nova operação está prestes a ser desencadeada no estado – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

Taborda4A obra intelectual aspira, frequentemente em vão, a aclarar um pouco as coisas, enquanto a do político sói, pelo contrário, consistir em confundi-las mais do que já estavam. Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral. (Ortega y Gasset, em “A Rebelião das Massas”)

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 COMBATE AO SUBMUNDO

Federal22A informação é “quente” e certamente deverá deixar muita gente metida a esperta com insônia a partir desse final de semana. Uma nova operação está prestes a ser desencadeada nesse pedaço de Brasil para mais um golpe alentador contra o submundo em que a ganância de agentes públicos em conluio com “empresários” que confiam na impunidade movimentam-se pelos descaminhos da corrupção, lesando os recursos públicos.

Às vezes fico imaginando alguns políticos têm verdadeira devoção pela nebulosidade. Esse pessoal não acredita que órgãos de controle externo e investigação estão traçando o mais completo mapa da corrupção praticada em Rondônia, sobretudo no âmbito da sonegação fiscal.

 PROPAGANDA

Federal22Segundo a mesma fonte, um dos focos da investigação que já estaria em curso é sobre o verdadeiro escândalo da publicidade paga pelo governo e outras instituições públicas, um ambiente de negócio nada republicano supostamente usado para fazer caixa dois e até mesmo lavagem de grana. É realmente estapafúrdia a ideia de instituições públicas gastarem uma grana violenta com anúncios mais próprios à agências de turismo do que casas representativas da cidadania.

 FORA DO BARALHO

Eleicoes1Estamos entrando no meio do ano. Isso significa por cada vez mais na pauta da mídia a nova disputa eleitoral, marcada para o próximo ano, quando serão escolhidos os novos prefeitos e renovadas as composições das Câmaras Municipais.

E mesmo faltando ainda um tempo razoável para o açodamento das disputas, algumas “certezas” vão se definindo, embora, como ensinou o mineiro Magalhães Pinto, falar de “certezas” em política é uma temeridade pois nessa seara as coisas mudam como a formação das nuvens.

Em termos de Rondônia há todas as conformações do tabuleiro mostrando que partidos grandes, até recentemente muito competitivos entram nesse final de primeiro semestre como cartas fora do baralho para a disputa do próximo ano.

 EXEMPLO DO PT

Eleicoes1Vai ser difícil convencer o eleitorado rondoniense a eleger algum prefeito do PT no próximo, principalmente nas cidades mais importantes, como é caso da própria capital. Dessa vez nem o marketing petista, sempre bem elaborado, vai servir. E isso, claro, leva à constatação de que o projeto político pelo qual o partido se batia, de chegar ao governo do estado, foi para as cucuias.

Não tem mais como levar o eleitorado rondoniense a acreditar que o partido da estrela não tem nada a ver com os escândalos regionais, protagonizados primeiro na gestão anterior da capital e, agora, na prefeitura da importante cidade de Cacoal.

A sensação, em termos de Rondônia, é que Roberto Sobrinho foi o primeiro coveiro do partido e o padre Franco, o prefeito de Cacoal, é quem deu a extrema unção ao petismo morto-vivo no estado, a partir do escândalo revelado pela “Operação Detalhes”, aquela que levou para a cadeia uma ruma de vereadores e a chefe de gabinete do cura.

 DONOS DA CALÇADA

VergonhaÉ uma cena muito comum na capital rondoniense, onde marreteiros se apropriam das calçadas para fazer o seu acomércio marginal, impossibilitando os pedestres de utilizar esse espaço público.

A coluna denunciou por várias vezes essa situação, registrando que as calçadas em movimentadas, como a Jorge Teixeira (só para exemplificar) são tomadas até por vendedores (sofás, cadeiras e o escambáu) acostumados a ocupar essas áreas como uma espécie de shopping particular a céu aberto.

Esse é o caso da verdadeira frutaria na confluência da Sete de Setembro com Jorge Teixeira, no sentido de quem vai para BR-364.

Os “comerciantes” daquelas barracas já deveriam ter saído de lá, por força de uma decisão do Judiciário e não por ação da prefeitura.

 RESISTÊNCIA

VergonhaMesmo com essa decisão judicial os ocupantes daquele espaço público resistem. Apenas uma barraca foi retirada do local. As demais permanecem lá, como se fossem donos do pedaço. Até a principal TV rondoniense foi lá entrevistar aqueles comerciantes. Foi quando alguns disseram que estão bloqueando aquela calçada da Jorge Teixeira por mais de uma década e por isso, disse um deles na entrevista, para deixar o local, precisam que a prefeitura encontre outra área onde eles possam continuar o negócio no mesmo sistema. É o cúmulo. Então o pessoal invade o espaço público e imagina que isso lhe dará direitos de ser indenizado pela municipalidade…

Será que também o Judiciário vai relevar sua própria sentença, deixando os marreteiros por mais uma temporada bloqueando a calçada, fazendo um comércio que não vende com preços melhores do que os dos supermercados, embora não pague impostos e muito menos aluguel?

 FUTURO COMPROMETIDO

fortalezaMoradores de Fortaleza do Abunã (o balneário mais procurado no município de Rondônia), não sabem como a comunidade vai sobreviver com a mudança causada no sistema de cheia e vazante do rio Madeira; modificado após a implantação das hidrelétricas. As praias formadas no mês de maio, não apareceram. E sem elas a vila não recebe os turistas do Acre de Rondônia, que movimenta a economia local.

 DESABAFO

fortalezaJoão Fernandes é pescador. Mora em Fortaleza do Abunã há 45 anos. Para ele a Vila está condenada “pela ignorância dos poderosos”. E acrescenta: “Não sei qual será o futuro daqui. Não temos mais vazantes, já estamos no final de maio, nesta época, nos outros anos, as praias já apareciam. Estranho, estranho demais. Depois vem me dizer que as represas não têm nada a ver, pensam que o povo é bobo! Dependemos da pesca esportiva, do turismo, o que será daqui se estas águas não baixarem?”.

 X DA QUESTÃO

Eleicoes1Com a decisão parlamentar pondo fim à reeleição para os cargos dos Executivos, surge uma nova e grande interrogação em relação às eleições do próximo ano. Afinal, que for ganhar a disputa para prefeito no próximo ano já sabe que terá apenas um mandato.

Assim, o x da questão é na verdade saber quem serão os candidatos para a disputa da sucessão de Mauro Nazif. Aparentemente os reconhecidos como políticos profissionais podem não ter interesse em disputar um cargo que não pode ser renovado subsequentemente.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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