Em Linhas Gerais

“Os parasitas permanecem e Confúcio não demonstra interesse em tirá-los do governo” por Gessi Taborda

 FALTOU ANÁLISE

Moura33A posse de Confúcio para seu segundo governo foi um desses eventos enfadonhos, com baixíssima assistência e que não conseguiu interessar nem mesmo a mídia rondoniense que praticamente não repercutiu nada do momento mais destacado da festa: o discurso do governador, também chamado de “filósofo caipira” numa alusão à sua origem política, o município de Ariquemes.

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 CARA DE PAU

Moura33O discurso do governador reeleito foi – como se esperava – enfadonho, sem nenhum viés de inovação e recheado de uma retórica própria do autoelogio, incapaz de resistir números da contabilidade real do Estado. É surpreendente a cara de pau de Confúcio, afirmando nas primeiras palavras de seu discurso que superou as realizações do Cel. Jorge Teixeira, o grande construtor da a infraestrutura que permitiu a transformação do em estado.

Falou isso sem ao menos corar e sem explicar, por exemplo, que aquela Rondônia dos tempos do Teixeirão tinha uma população muito menor e recursos idem.

E mesmo assim, enquanto a BR-364 foi a obra mais importante inaugurada por Teixeirão esse governo mequetrefe tem como sua maior obra (paralisada por decisão judicial, diante das maracutáias que levaram até o deputado Mosquini a curtir uma temporada na cadeia) o tal Espaço Alternativo.

 GENÉRICO

Moura33O demorado discurso de Confúcio foi genérico e cheio de retóricas: “Eu ouvi as vozes dos prefeitos, suas aflições e sua escassez de recursos. Multiplicamos os pães”. Confúcio é assim: gosta de se comparar a um grande milagreiro. Mas apenas prefeitos que “ganharam o por fora”, usando firmas criadas para ser escolhidas em licitações duvidosas (e foi por isso que o prefeito Alex Testoni, de Ouro Preto, sentiu o primeiro gostinho do xilindró) ficaram felizes com esse milagre da multiplicação de que Confúcio colocou no seu discurso de posse.

 CONTRAPRODUCENTE

Moura33Ao falar da campanha as declarações de Confúcio foram contraproducentes se ele pretendia procurar alguma justificativa para as denuncias que sofreu de praticar abuso político e econômico com o objetivo de vencer a qualquer custo.

“A campanha é um monstro que nos transforma. Ela arranca a timidez natural, o recato e a gente se transforma num vendedor de esperanças, num camelô das calçadas. Na campanha não tem espaço para tristeza e depressão. Apenas, para agonia dos dias tão longos”. Essa declaração feita por Confúcio no discurso de posse é por demais reveladora. Certamente os correligionários de Confúcio não tiveram mesmo nenhum motivo para pular de alegria com uma vitória que está lastreada na insegurança de um desfecho judicial, não só pelas denúncias no âmbito da Justiça Eleitoral mas, também, no âmbito da Justiça Criminal, decorrente dos caminhos a serem adotados em virtude do Inquérito 784/DF tramitando no STJ.

 BESTEIROL

Ministra-Laurita-Vaz-22O discurso de Confúcio foi elaborado sob os signos do fracasso, da crise e até do medo futuro próximo. Ele tenta tirar o seu da reta, como se fosse possível reverter as descobertas da Polícia Federal, do MPF e das diligências em curso por determinação de uma Ministra do STJ, apontando-o como um participante ativo e avalista das ações da organização criminosa que funcionou no seu primeiro governo, onde tinha como seu lugar tenente na execução dos atos de corrupção o Assis, seu próprio cunhado.

 SINDROME

Moura33E ai Confúcio não esconde a síndrome megalomaníaca de personalidade da história que, como deixa claro, sofre de perseguição: “Não tem governo que não sofra e que não se alegre. Tudo depende de momentos e de circunstâncias. Aqui poderia dar inúmeros exemplos. Desde os de conhecimento geral, até os de políticos anônimos que foram ao sacrifício extremo de suas vidas e honras – Getúlio, JK, Jânio, Jango, Jorge Teixeira, Jerônimo Santana, Olavo Pires, Gentil Valério, Sidney Guerra, Pastor Ismael”. Quanta besteira, quanta desfaçatez, querer comparar Getúlio a Olavo Pires, Jânio e Jango a Jorge Teixeira…

 TUDO IGUAL

Federal22Pelo discurso e pela composição do segundo governo confuciano não dá para falar que muda alguma coisa. Tudo permanece igual no estilo e na composição. O anúncio feito no discurso de que – nesse novo mandato – o secretariado conviverá com telefones bloqueados para (diz o governador) Confúcio não ser surpreendido por novas batidas da Polícia Federal em sua residência, apenas realça o lado caricato desse personagem. Já estamos, assim, na mesmice repetitiva de um governo loteado, com cara de baú de roupa velha, inservível que se reparte com os vizinhos.

 INVESTIGAÇÕES

INQ78422E nem diante do risco real de ter de se explicar sobre o festival de corrupção do primeiro mandato Confúcio pretende acabar com feudos tirando da máquina pública personagens marcados como beneficiários da roubalheira no INQ784/DF.

Acredite quem quiser. Mas não dá para imaginar ser possível acreditar em novo rumo para vencer a inércia e a pasmaceira, originadas da politiquice sórdida que por muitos anos vem dominando o cenário rondoniense. Os parasitas permanecem e Confúcio não demonstra interesse em tirá-los do governo.

 SEM FORÇA

INQ78422Desmoralizado com as denúncias em poder do judiciário sobre o suposto comando da organização criminosa que agiu no governo passado, Confúcio não terá como fugir das negociações para garantir sua base de sustentação parlamentar. E então – salvo melhor juízo – não terá como abdicar dos conluios mesquinhos dos partidos e das pequenezes daqueles que atuam na política em busca de vantagens.

 DEUS NOS ACUDA

Ministra-Laurita-Vaz-22O ano de 2015 começou igual aos outros, com um governo sem prestígio no cenário nacional e especialmente no governo federal onde há forte desconfiança de que Confúcio não vai escapar da teia da Justiça, onde está enredado, apontado como mentor da corrupção investigada pela PF na gestão passada.

O Estado não tem quase nenhum dinheiro para investimento. Vai depender quase exclusivamente do governo federal, onde as credenciais de Confúcio não são as melhores.

O ano começa com um “Deus nos acuda” para pagar dívidas com fornecedores, acumuladas no primeiro governo e até para garantir que a folha do estado seja paga em dia. Para evitar uma gritaria incontrolável, já se fala, segundo fontes, que a tesoura vai funcionar no corte de até 30% das gratificações dos cargos comissionados. Se não houver cortes até o custeio da máquina pública pode ficar comprometido.

 DE PARABÉNS

 SINTEROOs advogados Hélio Vieira e sua Zenia Cernov (sua mulher) conseguiram mais uma vitória importante para os servidores do estado de Rondônia que buscam obter os benefícios da Lei da Transposição para o quadro de servidores do governo federal.

Manoel Rodrigues, presidente do Sintero, destacou a importância da decisão judicial favorável aos servidores contratados até 15/03/1987, e disse que vai continuar a lutar para o cumprimento da ordem judicial.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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