Teia Digital

57,3% DAS RODOVIAS BRASILEIRAS SÃO INADEQUADAS – por Silvio Persivo

Tudo tem suas compensações. “Na vida, quem perde o telhado, em troca, recebe as estrelas” (Tom Zé).

HIDROVIA DO MADEIRA É TEMA DE DEBATE

A importância do transporte sustentável em Rondônia e na Amazônia será discutida hoje, sexta-feira (18), no auditório da OAB, em Porto Velho, a partir das 09:00 horas. O encontro ainda apontará os impactos causados ao Rio Madeira a jusante das usinas hidrelétricas Santo Antônio e Jirau. Segundo a Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenagava), uma das organizadoras do evento, o transporte aquaviário tem grande importância para o desenvolvimento socioeconômico do estado de Rondônia, na medida em que todo o abastecimento de combustível derivado de petróleo e GLP para consumo em Rondônia, Acre e região noroeste do Mato Grosso chegam em Porto Velho através do Rio Madeira, vindo de Manaus. Anualmente são transportados aproximadamente três bilhões de litros de combustível, em embarcações com capacidade para até nove milhões de litros, o que proporciona grande economia no custo de transporte e a hidrovia também é importante para outros setores da economia de Rondônia, como o agronegócio.  A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), uma das organizadoras do evento que tem ainda o apoio da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia, dentre outras entidades e será realizado a partir das 9 horas, no auditório da OAB-RO.  A participação é aberta ao público.

FAEPAR COMPLETA 10 ANOS

O Banco do Povo está em 33 cidades, mas, chega aos 52 municípios e distritos por meio das agências móveis e itinerantes. As agências são administradas por duas Ocips: o Faepar com 15 unidades e a Associação de Crédito Cidadão de Rondônia (Acrecid) com 18. O recurso é repassado pelo Governo de Rondônia, por meio do programa de Microcrédito Produtivo e Orientado da  Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder). O Fundo de Apoio ao Empreendimento Popular de Ariquemes (Faepar), que com o Governo de Rondônia, movimentou mais de R$ 40 milhões, em 10 anos, e beneficiou com empréstimos a juros baixos cerca de 20 mil microempreendedores.

PROGRAMA PREFEITO AMIGO DA CRIANÇA-PPAC

Encerrada a etapa de inscrição dos gestores municipais à 6ª edição do Programa Prefeito Amigo da Criança (PPAC), a Fundação Abrinq celebra o feito de alcançar 2.335 assinaturas, incluindo 24 capitais estaduais e cobrindo 42% do território nacional. O Estado com maior número de municípios participantes foi São Paulo, com 348 cidades participantes. E, apesar da crise pela qual passa o Estado do Rio de Janeiro, 40% de seus municípios aderiram. Em Rondônia 24 municípios aderiram, ou seja, cerca de 46%.  Criado 1996, o Programa Prefeito Amigo da Criança mobiliza e apoia os gestores municipais para qualificar políticas públicas e ampliar o investimento para a infância e adolescência. A principal estratégia é o fortalecimento ou desenvolvimento das capacidades locais dos municípios em temas de planejamento, investimento, saúde, educação, proteção social e fortalecimento dos conselhos. A partir da adesão, a Fundação Abrinq oferece aos municípios suporte técnico ao longo dos 4 anos do mandato. Tal suporte se concretiza por meio de relatórios de recomendações e cadernos temáticos, da promoção de seminários regionais e da participação dos gestores municipais na Rede Prefeito Amigo da Criança. A próxima etapa da Agenda do Programa é a definição dos interlocutores do município com o Programa Prefeito Amigo da Criança: Articulador Municipal, Coordenador de Informações e Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ao longo da gestão, os prefeitos devem cumprir todas etapas da Agenda de Trabalho. Em sua 6ª edição, o Programa propõe ações em dois eixos: Eixo 1: Gestão Pública – desenvolver processos intersetoriais e participativos em planejamento de políticas públicas, como formular, institucionalizar e executar o Plano Municipal para a Infância e Adolescência (PMIA) e planejar os gastos voltados à infância e adolescência.  Eixo 2: Políticas Sociais – levantamento de informações e dados acerca de três temas: promoção de vidas saudáveis, educação de qualidade e proteção em situações de risco. O objetivo é produzir diagnósticos sobre o cenário local da infância e da adolescência, definir metas, prioridades e estratégias para a evolução dos indicadores sociais. O Programa alcançou adesão recorde e contou com a ajuda de 11 partidos que mobilizaram seus candidatos para aderirem. Os Estados de Roraima e Amapá alcançaram os recordes de adesão, com cerca de 70% dos municípios.

RONDOCAP FOI SUSPENSO PELA JUSTIÇA

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MP/RO) obtiveram da Justiça Federal uma decisão favorável na ação civil pública contra o título de capitalização Rondon Cap. Em liminar, a Justiça determinou a proibição imediata da venda de novos títulos, suspensão dos sorteios das cartelas já vendidas e multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Na ação, o Ministério Público argumentou que título de capitalização é um contrato de adesão no qual o consumidor faz o pagamento, pode concorrer a prêmios e, ao final de determinado período, tem o direito de resgatar parte ou todo o valor pago. Mas, as cláusulas do título Rondon Cap estabelecem que o consumidor cede o direito de resgate a fim de contribuir com entidades filantrópicas. Por não permitir o resgate dos valores pagos pelos consumidores, o Ministério Público apontou que “o Rondon Cap não passa de jogo de azar, semelhante a um bingo, e não pode continuar sendo comercializado”. Para os órgãos, “são ilegais as cláusulas do contrato de adesão Rondon Cap que estipulam a renúncia antecipada de direitos dos consumidores porque obrigam o consumidor a concordar em doar seu dinheiro a uma entidade”. A ação civil pública tem -como réus a Aplub, Aplub Capitalização, EcoAplub e Superintendência de Seguros Privados (Susep). O Grupo Aplub faz propagandas ostensivas na televisão, rádios e nas esquinas de Porto Velho, com sorteios nos quais os prêmios são caminhonetes ou carros luxuosos e valores em dinheiro.

57,3% DAS RODOVIAS BRASILEIRAS SÃO INADEQUADAS

Quase dois terços das rodovias brasileiras estão em condições inadequadas para o tráfego é o que aponta pesquisa Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A entidade constatou que 57,3% das rodovias tiveram esta classificação e só  42,7% são consideradas ótimas ou boas. Os números representam aproximadamente 31 mil km de rodovias com deficiências no pavimento, na sinalização e na geometria, o que eleva o custo operacional do transporte, comprometem a segurança nas rodovias e causam impactos negativos ao meio ambiente. Outro problema apontado pela CNT é a baixa densidade da malha rodoviária. Apenas 12,3% dos 1,7 milhões de km de rodovias do Brasil são pavimentadas. Esta quilometragem representa uma densidade de infraestrutura rodoviária de 24,8 km por 1.000 km2 de área, um valor baixo comparado a outros países de dimensão territorial semelhante. Nos EUA, essa densidade é de 438,1 km por 1.000 km2. Na China é de 359,9 km, enquanto na Rússia é de 54,3 km.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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