Cultura

16ª Edição cinema e arte para a Amazônia é encerrada com sucesso

Cineamazonia termina com a sensação de dever cumprido, mas ao mesmo tempo com uma imensa vontade de voltar

A 16ª Edição do Cineamazonia Itinerante, mais do que levar cinema e arte a populações ribeirinhas do Vale do Guaporé, uniu pessoas, trocou conhecimentos, registrou de forma amorosa os lugares por onde passou, de uma margem à outra sem conhecer fronteiras e trazendo na bagagem emoção em estado puro. Nascido de um sonho e um desejo imenso de liberdade, o Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição encerrou suas atividades com a sensação de dever cumprido, mas ao mesmo tempo com uma imensa vontade de voltar.

O Cineamazonia Itinerante é realizado há 16 anos, com o seu percurso visitando as comunidades ribeirinhas do Vale do Rio Guaporé, levando cinema e arte e tem como objetivo realizar a junção entre a sétima arte e o meio ambiente, divulgando e promovendo a mensagem pela sustentabilidade, o respeito à natureza e à tradição dos povos que dela dependem, divulgando, integrando e promovendo discussões em torno da produção de cinema e vídeos nacionais e internacionais, a formação de plateia e a consciência sócio ambiental.

Aguardado com ansiedade pelas populações ribeirinhas do Vale do Guaporé, que se estende por cerca de 1.200 Km, fronteira natural entre Brasil e Bolívia, todo o percurso é feito de barco, sendo exibido e assistido por cidades e comunidades, quilombolas, populações indígenas, extrativistas, estudantes e sociedade em geral, sendo as exibições com o acesso totalmente gratuito.

Realizado em duas etapas, a 16ª Edição do Cineamazonia Itinerante teve início no dia 07 de dezembro de 2018, na cidade rondoniense de Guajará-Mirim, quando ocorreu, na Praça Santa Luzia, a abertura oficial com a praça lotada. Presente a exibição, o cineasta Juraci Júnior, diretor do curta “Balanceia”, que abriu as apresentações, lembrou a importância de mostras itinerantes como o Cineamazonia, “pois amplia o público e abre oportunidades para que possamos produzir e realizar a apaixonante arte do cinema”.

Com a chegada do período amazônico das chuvas e o início do verão no Hemisfério Sul com o degelo das montanhas dos Andes e o consequente aumento do volume das águas dos rios da Bacia Amazônica, que impõe barreiras naturais à navegação, a expedição do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição foi obrigada a adiar a viagem, retornando no mês de junho de 2019, quando de 01 a 20 exibiu curtas metragens em sete comunidades e um território indígena.

No dia 01 de junho a cidade de Cabixi, com cerca de 7 mil habitantes, recebeu a equipe do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição, com as exibições dos curtas metragens sendo realizadas na Praça Municipal de Cabixi e, na abertura, a produtora executiva do Cineamazônia, a produtora cultural Fernanda Kopanakis, ressaltou que a 16ª Edição parte de Cabixi para navegar pelo Rio Guaporé levando cinema e arte para comunidades isoladas da Amazônia “porque temos a certeza de que a cultura é capaz de mudar a vida das pessoas, e que somente pela arte é possível transformar o mundo e lutar pela preservação da floresta e dos povos que nela vivem e dependem”.

Partindo rumo ao Guaporé, no dia seguinte, 02 de junho, em plena noite de domingo, a cidade de Pimenteiras do Oeste, distante 852 Km da capital Porto Velho, se concentrou na Praça dos Quilombolas para assistir a grade de filmes do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição. Na abertura, alunos da Escola Estadual Paulo de Assis, da vizinha cidade de Colorado do Oeste, apresentaram a peça teatral “A última gota de esperança”, alertando sobre as consequências do desmatamento para os rios e os povos da Amazônia, aplaudidos de pé pela atenta plateia.

A partir de Pimenteiras, a expedição do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição participou dos festejos do Divino Espirito Santo, que este ano completou 125 anos de tradição e é realizado todos os anos no vale, unindo as populações ribeirinhas ao longo do Rio Guaporé, a festa reúne emoção, fé e devoção, em uma junção de povos e culturas diferentes vinculadas às tradições religiosas seculares da herança da presença colonial portuguesa na região.

Após as festividades, o barco com a equipe do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição continuou a descer o Rio Guaporé e atracou na comunidade do Quilombo Pedras Negras, que tem a sua origem vinculada a fuga de escravos de Mato Grosso em direção ao Vale do Guaporé onde constituíram diversas comunidades. Na grade de filmes exibidos na noite do dia 12 de junho, foi incluído o documentário “Divino, cem vezes Divino”, do cineasta Beto Bertgana, realizado em 1994 e que retrata a Festa do Divino, trazendo ao público presente emoção ao recordar cenas ocorridas 25 anos atrás, já que o filme foi em grande parte rodado em Pedras Negras.

Dois dias após Pedras Negras, o Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição esteve no Quilombo de Santo Antônio, composto por 14 famílias, sendo um dos mais antigos quilombos da região do Guaporé, formado há mais de duzentos anos por trabalhadores que ergueram o Forte Príncipe da Beira. A comunidade é reconhecida pela Fundação Palmares e seus habitantes se consideram parte da natureza, e apesar das dificuldades que a natureza, muitas vezes hostil, e as distâncias impõe, tem na escola local o seu centro de encontro, acreditando que a educação pode mudar a realidade das pessoas. Antes da exibição, o líder comunitário Roberto Lopes destacou que “o homem é a natureza e que a chegada do Cineamazonia é a possibilidade de levar a voz da comunidade para todo o mundo”. Logo após um dos mais antigos moradores da região, carinhosamente chamado “Seu Cidão”, declamou um poema de sua autoria lembrando da luta em defesa da preservação da floresta Amazônia e do Rio Guaporé.

A cidade de Costa Marques, com uma população estimada de 13.700 habitantes, e que estava em festa pela passagem do 38º aniversário de emancipação política, recebeu o Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição na noite do dia 15 de junho. O prefeito da cidade, Wagner Miranda – o Mirandão como é conhecido, destacou na abertura que durante a sua gestão o Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição tem total apoio. Em um sábado com o céu estrelado, a população tomou conta da praça central e assistiu atenta a exibição dos filmes e, ao final, um grande bolo foi servido a todos em comemoração ao aniversário da cidade. Em Costa Marques, foi também a hora de repor a energia da equipe e reabastecer o barco.

Continuando a expedição do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição, na segunda, 17 de junho, foi a vez do Forte Príncipe da Beira receber a equipe. Com as comemorações dos 244 anos de fundação do Forte, a comunidade também estava em festa. Em posição dominante na fronteira com a Bolívia, esta fortaleza é considerada a maior edificação militar portuguesa construída fora da Europa no Brasil Colonial, fruto da política pombalina de limites com a coroa espanhola na América do Sul e foi erguido entre 1766 e 1776, e nas suas dependências funcionava um Armazém Real, depósito de armas, munições, fardamentos, ferramentas, alimentos, equipamentos náuticos, e tudo o mais necessário ao uso das forças militares da Coroa. Atualmente em processo de prospecção arqueológica e tombado pelo IPHAN, vizinho ao Forte Príncipe da Beira encontra-se o quartel do PEF (1º Pelotão Especial de Fronteira) – os chamados “Sentinelas do Guaporé”, sob a jurisdição do 6º Batalhão de Infantaria de Selva.

Durante o trajeto rumo a última exibição programada para o distrito de Surpresa, a expedição do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição chegou no início da manhã do dia 18 na Terra Indígena do Rio Guaporé – Aldeia Ricardo Franco. Recepcionados de forma extremamente carinhosa e afetuosa, toda a equipe se encantou com a histórias das etnias que ali vivem, e a coordenação resolveu que a comunidade receberia uma exibição exclusiva durante a noite. As cerca de 124 famílias residentes, divididas em 06 aldeias, lotaram o espaço em frente ao Guaporé e brindaram a todos com uma apresentação cultural de dança típica antes da exibição dos filmes, apresentada pelas alunas Angelina Macurape Arikapu, Carine Jabuti, Aline Cujubim Macurape, Gisele Macurape Kanoê, Lília Kanoê, Natasha Macurape Canoê, Maria Gisabel Kanoê Cujubim, Suami Kanoê, Isabel Kanoê Tupari, Ester Kanoê, Jordania Kanoê e Simone Kanoê Jabuti.

No dia 19 de junho pela manhã a expedição do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição se deslocou para a Terra Indígena Sagarana, distante poucos quilômetros do distrito de Surpresa com o objetivo de fazer o habitual convite para que a comunidade fosse assistir as exibições do dia seguinte. Igualmente muito bem recebida, a equipe do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição visitou as cerca de 60 famílias que ali vivem, das etnias Jabuti,Woro Nao, Woro Waran Xijein, Woro Mon, Cao Woro Waje, Woro Eo, Woro At, Kanoê, Macurape e Aruá.

Na última exibição do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição, o distrito de Surpresa encerrou a programação na noite de 20 de junho, e além da comunidade local, cerca de 150 indígenas vieram de Sagarana para prestigiar a mostra de filmes. A comunidade é distrito de Guajará-Mirim e está distante da cidade a cerca de 200 Km da sede, na margem direita do rio Mamoré, onde só se chega por barco ou avião. Com cerca de 1.200 habitantes, e pelo isolamento, Surpresa está numa região onde a fauna e flora são ricas e diversificadas. A mistura étnica é característica de Surpresa, e na escola São Judas Tadeu a instituição recebe filhos dos agricultores, ribeirinhos, dos indígenas, dos bolivianos e peruanos. Além dos bolivianos e peruanos, a presença de nordestinos é marcante na formação étnica local.

 A parada final do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição foi onde começou a expedição no final do ano passado, a cidade de Guajará-Mirim no dia 21 de junho. Além da satisfação de levar cinema, arte e cultura a comunidades isoladas da Amazônia, a sensação de toda a equipe se traduz no sentimento de que novas amizades e conhecimentos foram adquiridos, resumidos nas palavras do coordenador geral, o cineasta José Jurandir da Costa, para quem “o cinema e a produção audiovisual trazem em si toda uma reflexão da ação do homem sobre a natureza e a relação entre os povos que dela vivem e dependem”, lembrando ainda que “o Guaporé é um dos lugares mais encantados do mundo, aqui temos amigos e no Guaporé o Cineamazonia Itinerante estará sempre presente”. O Cineamazonia não para.

Grade de filmes exibidos no Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição

Ficção: “Balanceia”, de Thiago Oliveira e Juraci Júnior, de Rondônia; “A piscina de Caíque” de Raphael Gustavo da Silva, de Goiás; “Crisálida”, de Serginho Melo de Santa Catarina e “Opala azul Negão”, de Renné Brasil de Sá, de São Paulo.

Animações: as cariocas “Miudinho”, de Eliane Gordeff e Cláudio Roberto, “O fim da fila”, de William Côgo e “Sviaz”, de Diego Akel, Leo Ribeiro, Felipe Thiroux, Adriane Puresa, David Mussel, Anna Thereza Menezes, Alexandre Bersot, Jackson Abacatu e Ronaldo Oliveira. Os goianos, “O violeiro fantasma”, de Wesley Rodrigues e “O bagre de bolas”, de Luiz Botosso e Thiago Veiga. Documentário: “Xavante, Memória, Cultura e Resistência” de Gilson Costa, de Mato Grosso.

Além da grade oficial, foram exibidos ao longo da expedição o documentário “Divino, cem vezes Divino”, do cineasta rondoniense Berto Bertagna; “Marcados”, do produtor Felipe Motta, e durante a viagem foi produzido o curta metragem “Divino”, com cenas da Festa do Divino na cidade de Remanso, com imagens de Xeno Veloso e Felipe Motta, som de Toninho Muricy e Thomáz Kopanakis e direção de Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, todos da equipe do Cineamazonia Itinerante – 16ª Edição.

O Cineamazônia

O Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental surgiu há 16 anos na Amazônia Brasileira, com o objetivo de realizar a junção entre a sétima arte e o meio ambiente, divulgando e promovendo a mensagem pela sustentabilidade, o respeito à natureza e à tradição dos povos que dela dependem. Isso sem esquecer de divulgar, integrar e promover discussões em torno da produção de cinema e vídeos nacionais e internacionais, e a formação de plateia e a consciência sócio ambiental.

O Cineamazônia Itinerante é o único Festival de Cinema Ambiental da Amazônia e o mais antigo ainda em atividade. Cineamazônia é a luz do cinema que une Brasil, África, Cabo Verde, Portugal, Colômbia, Peru e Bolívia. É a Luz do cinema que brilha o perto e o longe, que vai até comunidades isoladas da Amazônia, é o registro da memória em estado bruto. O Cineamazônia não para.

Cineamazônia Itinerante – 16a edição – tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cidadania, Secretaria Especial da Cultura, Lei de Incentivo à Cultura.

Apoio Cultural: Prefeitura de Cabixi, Prefeitura de Pimenteiras do Oeste e Prefeitura de Costa Marques

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Fotos: Pedro Carrilho

FONTE: ASSESSORIA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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