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Vorcaro exercia influência sobre ao menos oito veículos de comunicação

Mensagens revelam pedidos de alteração e retirada de reportagens, negociações de participação societária e contratos publicitários; UOL identificou interferências em cinco veículos, e outros casos foram revelados pela imprensa

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, exercia influência sobre publicações de ao menos oito veículos e grupos de comunicação, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) e reveladas em reportagens da imprensa. As conversas mostram pedidos de alterações em textos jornalísticos, retirada de notícias do ar, negociações de participação societária e contratos publicitários. Uma investigação publicada pelo UOL, nesta quinta-feira (15), identificou interferências em cinco veículos: Brazil Journal, IstoÉ, PlatôBR, Diário do Centro do Mundo (DCM) e CartaCapital.

Em outra reportagem, o UOL revelou que Vorcaro também participava da edição de reportagens do Metrópoles. A Jovem Pan e o Intercept Brasil publicaram informações sobre episódios envolvendo o Grupo Globo e o Portal Leo Dias. As apurações apontam diferentes graus de interferência, desde solicitações de mudanças em matérias até acordos financeiros e negociações empresariais.

Os episódios também incluem contatos com dirigentes de outros veículos, como a revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur). Nesse caso, as mensagens examinadas não comprovam interferência no conteúdo editorial. A maior parte das informações sobre os cinco primeiros veículos foi apurada pelo UOL e não foi confirmada de maneira independente pela Jovem Pan.

Veja abaixo os casos e os posicionamentos dos envolvidos.

Metrópoles

O portal Metrópoles submeteu ao menos 14 reportagens à avaliação de Daniel Vorcaro antes da publicação, segundo levantamento do UOL. Dessas, 11 foram alteradas após solicitações do banqueiro. Há ainda registros de duas matérias publicadas a pedido dele.

As conversas ocorreram principalmente com a CEO do grupo, Lilian Tahan. A relação se intensificou em 2024, quando o Banco Master fechou um contrato publicitário de R$ 20 milhões com o portal.

Entre os episódios identificados estão alterações em reportagens sobre a tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), mudanças em textos sobre integrantes do Banco Central e pedidos relacionados à cobertura de críticos da operação.

Em agosto de 2025, Vorcaro solicitou a Tahan que diminuísse temporariamente a cobertura sobre Ricardo Cappelli, que criticava a aquisição do Master pelo BRB. A executiva respondeu que cuidaria do assunto.

O outro lado: Ao UOL, Lilian Tahan afirmou que consultar fontes sobre o conteúdo de reportagens é uma prática utilizada por ela com representantes do empresariado, da política e do Judiciário. A executiva também negou que os contratos publicitários com o Banco Master tivessem relação com a linha editorial do Metrópoles e citou reportagens críticas publicadas pelo próprio portal.

Brazil Journal

O fundador do Brazil Journal, Geraldo Samor, consultava Vorcaro sobre reportagens relacionadas ao Banco Master antes da publicação, segundo o UOL. As mensagens mostram que o banqueiro solicitava alterações e recebia confirmações de que os pedidos haviam sido atendidos.

Em 2023, Samor criou a BJ Conteúdo, empresa responsável por vídeos e eventos do site. A Foone, empresa ligada a Flávio Carneiro, assessor de imagem de Vorcaro, adquiriu uma participação de 49,86% no negócio.

Em fevereiro de 2024, durante a preparação de uma reportagem sobre o banco, Vorcaro pediu a retirada de uma referência ao agronegócio. Samor confirmou que o texto havia sido atualizado.

Em outra ocasião, o banqueiro solicitou que o nome do Banco Voiter fosse retirado de uma publicação sobre o Will Bank. O pedido também foi atendido, segundo as mensagens divulgadas pelo UOL.

O banqueiro também recebeu antecipadamente uma reportagem sobre um evento do Master em Londres, com a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e pediu a inclusão de informações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O outro lado: O UOL informou que procurou Geraldo Samor, mas não recebeu resposta. A Jovem Pan entrou em contato com o Brazil Journal e com seu fundador, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

PlatôBR

No PlatôBR, a influência de Vorcaro ocorria por intermédio de Flávio Carneiro, cuja empresa, Foone, integrava o quadro societário do site, segundo o UOL.

Em março de 2025, após o anúncio da tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, Carneiro combinou com Vorcaro que encaminharia textos para avaliação antes da publicação.

Na ocasião, o banqueiro recebeu uma entrevista do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e reclamou do destaque dado aos precatórios. As mensagens mostram pedidos de mudanças no texto e na apresentação da reportagem.

Em agosto daquele ano, Vorcaro também solicitou que o PlatôBR não publicasse informações sobre Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, presidente do União Brasil.

No mesmo período, o banqueiro pediu a Carneiro que o veículo publicasse ataques a Ricardo Cappelli, então presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pré-candidato ao governo do Distrito Federal. O assessor respondeu que alinharia o assunto com o site.

Segundo o UOL, Carneiro também se comprometeu a solicitar a retirada de publicações negativas sobre o Master.

O outro lado: A Jovem Pan entrou em contato com o PlatôBR e com Carneiro, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

IstoÉ e IstoÉ Dinheiro

O banqueiro também mantinha influência sobre as revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, de acordo com a investigação do UOL.

Flávio Carneiro era investidor das publicações, controladas por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, apontado como operador financeiro de Vorcaro.

Em 2024, o dono do Master solicitou uma capa da IstoÉ Dinheiro sobre a farmacêutica Biomm, empresa na qual havia investido.

Durante a conversa com Carneiro, Vorcaro afirmou: “Na IstoÉ é que controlamos mais”.

As mensagens também mostram que o banqueiro pretendia acompanhar previamente publicações envolvendo políticos, entre eles Ciro Nogueira, Arthur Lira e Hugo Motta.

Segundo o UOL, Vorcaro determinou que assuntos relacionados a esses nomes não fossem publicados sem seu conhecimento.

O outro lado: A Jovem Pan entrou em contato com a IstoÉ, a IstoÉ Dinheiro e Antônio Carlos Freixo Júnior, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Diário do Centro do Mundo (DCM)

O Diário do Centro do Mundo (DCM) recebia pagamentos mensais para evitar a publicação de críticas a Vorcaro e ao Banco Master, segundo mensagens reveladas pelo UOL.

A negociação era conduzida por Felipe Mourão, responsável pela reputação digital do banqueiro. Em outubro de 2024, após a publicação de uma notícia negativa, Vorcaro determinou que fosse estabelecido um acordo financeiro mensal com o veículo.

Conforme os diálogos, o entendimento previa a retirada de conteúdos negativos e a possibilidade de publicar mensalmente uma matéria positiva ou negativa sobre pessoas escolhidas pelo grupo ligado ao banqueiro.

Após a conclusão das negociações, Mourão informou a Vorcaro, em 21 de outubro de 2024, que o site estava pago e o acordo fechado.

Em maio de 2025, depois da publicação de um artigo crítico ao Master, Vorcaro pediu sua retirada imediata. Segundo mensagem de Mourão, o conteúdo foi excluído no mesmo dia.

O outro lado:

Leia na íntegra

Informamos que o DCM não recebeu recursos, pagamentos ou qualquer benefício das pessoas investigadas na operação e não possui qualquer relação com os fatos apurados. Cabe ainda observar um ponto evidente: o Diário do Centro do Mundo tem publicado reportagens críticas ao banqueiro Daniel Vorcaro e aos fatos investigados. Não faria qualquer sentido que alguém financiasse um veículo que atua justamente como seu crítico público. Ademais, nosso departamento jurídico acionará o UOL por conta da matéria publicada nesta quinta-feira (15). O DCM permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.

CartaCapital

A relação entre Vorcaro e a CartaCapital começou antes dos demais episódios relatados pelo UOL. Em 2021, o então Banco Máxima, posteriormente rebatizado como Master, firmou um contrato publicitário com a revista.

Segundo o UOL, em dezembro de 2020, o banco já havia antecipado R$ 300 mil à publicação. As mensagens mostram que a publisher Manuela Carta também solicitou recursos para auxiliar no pagamento de salários.

Em agosto de 2023, a revista teria deixado a cargo de Vorcaro uma decisão sobre a publicação de uma reportagem que estava sendo preparada. Naquele período, o banqueiro e Manuela também discutiam sua possível entrada como sócio da empresa.

A negociação de participação societária não se concretizou. Em 2024, a executiva voltou a solicitar adiantamentos publicitários, segundo a reportagem.

O outro lado: Em nota de esclarecimento publicada nesta quinta-feira (15), Manuela Carta afirmou que os contratos publicitários com o Master seguiram as práticas do mercado.

Segundo ela, o banco anunciou na revista entre 2021 e 2023. Posteriormente, outras empresas do grupo, como a seguradora Kovr e o banco digital Will, também contrataram publicidade.

A publisher negou interferência editorial e afirmou que Daniel Vorcaro nunca lhe pediu a publicação de notícias positivas ou qualquer tipo de mudança no conteúdo jornalístico. Ela também ressaltou que a empresa mantém separação entre os setores comercial e editorial.

Grupo Globo

A relação de Vorcaro com Frederic Kachar, então diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo, também envolveu pedidos relacionados a publicações jornalísticas.

Conforme revelou a Jovem Pan, em outubro de 2024, Vorcaro pediu ao executivo que articulasse reportagens sobre Martha Graeff, sua então namorada, e a empresa dela, Happy Aging, como parte de um presente à empresária.

Cinco dias depois, em 17 de outubro, Vogue, Marie Claire e Ela, de O Globo, publicaram matérias relacionadas ao lançamento da marca. Vorcaro agradeceu pelas publicações.

O banqueiro também solicitou uma capa de revista para Graeff, mas as conversas analisadas pela Jovem Pan não demonstram que o pedido tenha sido concretizado. Também não comprovam que as matérias tenham sido pagas ou condicionadas à contratação de publicidade.

Em outras mensagens reveladas pela Jovem Pan, Vorcaro reclamou da cobertura do Valor Econômico e da jornalista Malu Gaspar sobre o Banco Master.

Apesar das cobranças, Kachar defendeu a autonomia dos jornalistas e afirmou que não poderia interferir no trabalho dos colunistas. Não há comprovação, nas conversas analisadas, de que as reclamações tenham provocado censura ou retirada de reportagens.

O outro lado: Nesta quinta-feira (15), o Grupo Globo anunciou o desligamento de Frederic Kachar após ter acesso às conversas mantidas entre o executivo e Vorcaro de outubro de 2023 a julho de 2025.

Em comunicado, a empresa afirmou que as mensagens revelaram uma “relação inadequada do executivo com um anunciante”.

O grupo reforçou seu compromisso com a ética, a transparência e a independência editorial de seus veículos. Também destacou a cobertura crítica e independente realizada sobre o Banco Master e reconheceu os 29 anos de trabalho de Kachar na companhia.

A empresa informou que o substituto do executivo seria anunciado posteriormente.

Portal Leo Dias

O Portal Leo Dias também aparece em mensagens relacionadas às negociações de Vorcaro para investir no setor de comunicação.

Como mostrou a Jovem Pan, uma conversa de 18 de julho de 2024 entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel, menciona a preparação de uma oferta para a Rádio Transamérica e de um contrato para adquirir participação em um negócio relacionado a Léo Dias.

A mensagem não esclarece os detalhes da operação nem comprova, isoladamente, que a aquisição tenha sido concluída.

A relação também envolvia o publicitário Thiago Miranda, ex-sócio do Grupo Leo Dias de Comunicação, que atuava como intermediário de contatos com Vorcaro.

Em maio de 2026, o Intercept Brasil revelou que uma reportagem do portal sobre o filme Dark Horse, dedicado à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, havia sido retirada do ar após reclamações do banqueiro.

Segundo o Intercept, Vorcaro criticou a divulgação da produção em agosto de 2025. Miranda concordou com a reclamação, informou que pediria a exclusão do conteúdo e, posteriormente, comunicou que a providência havia sido tomada.

O Intercept também informou que uma empresa de Léo Dias recebeu recursos do Banco Master em contratos comerciais.

O outro lado: Ao Intercept Brasil, o Portal Leo Dias afirmou que a reportagem foi retirada do ar porque a equipe não tinha segurança suficiente sobre a apuração. Segundo a manifestação, a decisão passou por Thiago Miranda, então CEO do veículo.

A defesa do portal também afirmou que os repasses financeiros estavam relacionados a contratos de publicidade com o Will Bank, ligado ao Master. A empresa reiterou o compromisso com a ética e a transparência jornalística.

Consultor Jurídico (ConJur)

Além dos oito veículos citados, mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram contatos com Márcio Chaer, fundador e então diretor do portal Consultor Jurídico (ConJur), relacionados à organização de eventos com autoridades.

Segundo reportagem da Jovem Pan, o banqueiro financiou um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024, que contou com a participação de ministros do STF, integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autoridades e empresários.

Chaer atuou na mediação das mesas de debates e manteve conversas com Vorcaro sobre a lista de convidados.

Uma dessas mensagens mostra que Vorcaro tratou com o jornalista da exclusão do empresário Joesley Batista, da J&F, da relação de participantes, após consultar o ministro Alexandre de Moraes.

As conversas revelam a participação do dirigente do ConJur na articulação do evento, mas não demonstram que Vorcaro tivesse poder de decisão sobre as reportagens publicadas pelo portal.

FONTE: JOVEM PAN NEWS –  JOVEM PAN

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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