Resenha Politica

Verba do hospital de Guajará Mirim : Deputado Coronel disse que chegou, governador Marcos Rocha, disse que não, onde estará a verdade- por Robson Oliveira

ENGALFINHANDO

Embora a população de Guajará-Mirim, assustada com o número de infectados e de óbitos em razão do coronavírus, exija que as autoridades estaduais, em particular o governo, resolvam definitivamente, apesar de tardiamente, os impasses burocráticos e financeiros da obra do hospital,o governador e coronel Marcos Rocha e o deputado federal Coronel Crisóstomo trocam farpas publicamente se esquivando das responsabilidades. Enquanto um desmente o outro, o número de óbitos no município aumenta por falta de uma unidade hospitalar para socorrer os pacientes.

LIVE DA MENTIRA

Os impropérios trocados entre os coronéis ocorreram depois de uma live feita pelo coronel Crisóstomo garantindo que havia colocado uma emenda parlamentar no orçamento federal destinada à conclusão do hospital de Guajará. Segundo o coronel Rocha, a verba nunca chegou e que a informação da liberação dada pela live era mentirosa. Numa live anterior o parlamentar – único do PSL eleito na chapa do governador -, já havia feito ilações colocando em dúvida a boa aplicação dos recursos destinados ao combate do covid-19 pela Secretaria de Estado da Saúde. Com a desavença, cheia de desmentidos, resta sabermos aquele que fala a verdade. Apesar de que o que importa são os recursos.

SINECURAS

Não bastassem as críticas da letargia política em tempos de pandemia em que está envolto o governo, há críticas do terceiro setor quanto à Secretaria de Assistência e do Desenvolvimento Social Estadual (SAES), administrada pela primeira dama Luana Nunes de Oliveira Santos. Na semana passada, representantes de entidades não governamentais requereram uma inspeção ao Tribunal de Contas para averiguar a quantidade exagerada de cargos comissionados na estrutura funcional, além da qualificação (ou falta) dos nomeados para exercerem as funções técnicas, eventualmente não possuindo as habilitações adequadas. Pela denúncia, a SAES teria virado uma sinecura entre amigos do rei, ou, como se comentam a boca miúda, da rainha.

INDAGAÇÕES

Não tenho dúvidas que o TCE será diligente na inspeção em relação estas sinecuras, em especial no âmbito da SAES. Algumas indagações vão ter que restar esclarecidas, por exemplo: quantos servidores de livre nomeação são filiados ao partido de sustentação governamental (evita aparelhamento), qual percentual de funções e cargos comissionados em relação aos efetivos (para verificar se está dentro dos parâmetros da proporção com os servidores carreira), quais os controles intrínsecos na escolha para nomeação e, portanto, estão aptos para desempenharem as funções correspondentes.

LOCKDOWN

O prefeito de Porto Velho, Dr. Hildon Chaves (PSDB), está absolutamente correto ao declarar que é a favor de um isolamento mais rigoroso como estratégia de achatar a curva ascendente do corona. É a única estratégia utilizada com sucesso por todas as cidades que conseguiram domar a pandemia e começam a abrir as atividades comerciais e de entretenimento. Tanto em Porto Velho como na maioria das cidades brasileiras, houve uma pressão forte do empresariado em sentido contrário. Entretanto, os alcaides que deram ouvidos aos especialistas da saúde – únicos capazes de avaliar a situação – e optaram por um lockdown de verdade, colhem agora os louros. Manaus, Fortaleza e São Luiz são exemplos exitosos que comprovam que o caminho a ser adotado é o isolamento rigoroso. Hildon está correto por seguir as recomendações dos especialistas da saúde.

INFECÇÃO

Quem defende a liberação das atividades econômicas sob a alegação de que o desemprego vai ser proporcional à pandemia, não revela totalmente a verdade porque os índices do desemprego já são altos e vão se agravar de qualquer forma em 2021 em razão da retração da economia mundial que, de acordo os especialistas da área, chegarão aos seis pontos percentuais negativos.

ECONOMIA

Assim como a população foi surpreendida pela pandemia, o coronavírus afetou também as eleições municipais e quase ninguém tem mais um roteiro fechado a seguir como fórmula política para apresentar à sociedade, embora a saúde pública seja a princípio um tema a dominar todos os debates. Vários pré-candidatos estão repensando as estratégias e, muitos deles, as próprias candidaturas. Em qualquer cenário que se desenhe é pule de dez acertar que 2021 a economia estará na UTI entubada e exigirá das autoridades políticas muita habilidade e coragem para que os sinais de vitalidade retornem o mais breve possível.

REELEIÇÃO

O prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, por exemplo, antecipou-se à crise sanitária e anunciou que não é candidato à reeleição, mesmo com uma boa avaliação administrativa. O prefeito da capital, Hildon Chaves, ainda não revelou se é candidato à reeleição. É possível que já tenha tomado a decisão, mas avalia ainda o melhor momento para anunciar. Hildon tem repetido aos amigos próximos que o compromisso atual é reunir as energias para combater o Covid e que qualquer decisão sobre reeleição ficará para depois.

AVALIAÇÃO

Este cabeça chata aposta pelo cenário atual – política é como nuvem que muda conforme o vento – avalia que é grande a chance de Chaves desistir de disputar a reeleição. Perguntado, ele desconversa. Como intuição é intuição, nesta cabeça nordestina a aposta é que não. E não sendo, são por razões exclusivamente de exaustão pessoal, visto que as probabilidades seriam alvissareiras.

HIPÓTESE

A confirmar em breve que o prefeito da capital opte em não disputar a reeleição, o nome que volta à evidência e com boas chances de viabilidade é do ex-governador Daniel Pereira. As acusações que envolviam o nome do ex-governador com malfeitos na secretaria de meio ambiente foram ao limbo após uma série de reportagens com o vazamento de áudios de um grupo fechado de autoridades policiais revelando supostamente que as investigações visavam atingir efetivamente Pereira sem que restasse claro o nexo causalidade entre os malfeitos investigados e o ex-governador.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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