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“Venezuela busca reconstruir laços diplomáticos com os EUA”, diz Delcy Rodriguez

Presidente interina da Venezuela afirmou que irá dialogar com os EUA para reestabelecer embaixadas e agradeceu Lula pelo apoio ao povo venezuelano

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta sexta-feira (9) que o governo venezuelano está explorando canais diplomáticos com os Estados Unidos para restabelecer as embaixadas nos dois países.

Rodríguez afirmou que pretende se reunir pessoalmente com autoridades americanas, utilizando o que chamou de “diplomacia bolivariana” para defender a soberania e a independência da Venezuela.

“O povo venezuelano não merece esse tratamento, não merece essa agressão de uma potência nuclear. Mas nossa resposta será na arena diplomática e, como já disse, vamos nos encontrar frente a frente na diplomacia e usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a paz da Venezuela.”, destacou Rodriguez.

A presidente interina também agradeceu ao Catar por atuar como mediador. De acordo com ela, o emirado ajudou a confirmar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estavam vivos nas primeiras horas após a ação americana do último sábado (3), além de facilitar um canal de comunicação entre Caracas e Washington.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que funcionários americanos viajaram a Caracas para realizar avaliações técnicas e logísticas sobre uma possível retomada gradual das operações da embaixada.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a libertação de presos políticos na Venezuela seria um sinal de busca pela paz e afirmou ter cancelado uma segunda onda de ataques que estava planejada.

A retomada das embaixadas, se confirmada, pode indicar uma reaproximação diplomática gradual, a reabertura de canais oficiais de diálogo e avanços em temas como sanções, segurança e direitos humanos.

Agradecimento a Lula e conversas com Petro e Pedro Sánchez

Pelas redes sociais, Delcy agradeceu a Lula e ao povo brasileiro pelo apoio e acompanhamento a Caracas nos momentos mais críticos após a agressão.

Ela também afirmou que manteve conversas com o líder petista, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com o chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez, após o que classificou como uma “grave agressão criminal, ilegal e ilegítima” contra a Venezuela.

Segundo Rodríguez, ela apresentou detalhes sobre ataques armados ao território venezuelano, que teriam provocado a morte de mais de 100 civis e militares, além de violações ao Direito Internacional. Entre elas, citou a violação da imunidade pessoal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

De acordo com a presidente interina, os líderes concordaram na necessidade de avançar em uma agenda ampla de cooperação bilateral, baseada no respeito ao Direito Internacional, na soberania dos Estados e no diálogo entre os povos.

“Reafirmei que a Venezuela continuará a enfrentar essa agressão por meio de canais diplomáticos, fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana da Paz, como o único caminho para defender nossa soberania e preservar a paz.”, disse a líder venezuelana.

FONTE: REUTERS

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Gomes

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