Esporte

Uso escandaloso da máquina pública nas eleições por Confúcio poderá ser revisto

Ministro do TSE determina novo julgamento em ação de Minas Gerais porque o TRE de lá “não enxergou ilegalidades”, igual o TRE de Rondônia

E a bandidagem?

Leio nesta terça-feira com surpresa a manchete, “Delegacia do consumidor fecha loja pirata que funcionava em residência” e a reportagem segue narrando uma apreensão em torno de R$ 100 mil de mercadorias supostamente contrabandeadas. Evidente que todo tipo de crime tem que ser combatido, mas pera lá, uma crise como essa que atravessamos, com bandido invadindo até condomínio essa delegacia não tem o que fazer não? Mostrar serviço assim é fácil, quero ver ir lá no Ulisses prender vagabundo que está impondo toque de recolher à população. Tenha paciência.

Enquanto isso

A classe política de Rondônia arrumou mais uma bandeira para fazer politicagem e foguetório, a tal ferrovia que vai cortar o Mato Grosso, Rondônia, Acre e emendar no Peru. O empreendimento é perfeito, se, e quando sair do papel. Quando o assunto são obras públicas, nós rondonienses ficamos de orelha em pé. Por aqui nada que se começa termina. Os viadutos estão ai como exemplo há quase uma década. Portanto, não caiam no papo furado dessa turma, só vou acreditar nisso ai quando ver os trilhos sendo colocados. Vale lembrar que um empreendimento dessa envergadura vai percorrer milhares de quilômetros de burocracia, licenças ambientais, sociais, etc.

Portanto

A coisa pode até fluir, mas vai demorar fácil uns três anos, pelo menos. E por aqui alguns membros da classe política, mais afoitos, costumam querer faturar em cima dessas questões, quem não lembra, por exemplo, da transposição, que até hoje se arrasta em uma lenga-lenga eterna e não é finalizada.

Em Brasília

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes determinou que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais julgue novamente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o governador daquele estado, proposta pela Coligação Todos por Minas – que apoiou Pimenta da Veiga, candidato do PSDB derrotado no pleito para o governo estadual no ano passado -, após a devida instrução probatória. Na ação, a coligação acusa o governador eleito, Fernando Pimentel (PT), e seu vice, Antônio Andrade, de abuso de poder político e autoridade e de prática de conduta vedada a agente público, e afirma que sua candidatura foi impulsionada por “impressionante estratégia eleitoral de uso ilegal da máquina pública federal”.  A ação teve seu seguimento negado em primeira instância sob o argumento de que os fatos narrados não coincidiam com a documentação juntada aos autos.

Pois bem

Gilmar Mendes entende que a agenda de eventos que foi realizada em Minas pela presidente Dilma Roussef (ao menos 7 eventos de inaugurações) serviu de trampolim eleitoral para Pimentel. Porém, o TRE mineiro, a exemplo de alguns membros do TRE de Rondônia, também não “enxergaram ilegalidades” nesses abusos descarados, tal qual ocorreu por essas bandas de Rondon.

Por aqui

Confúcio inaugurou teatro que até hoje não funciona, visitou carreta que faz exames para o hospital do câncer, promoveu rega-bofes com direito a buffet, picolés e refrigerantes em plena convenção, distribuiu camisetas, inaugurou até o Espaço Alternativo, que até hoje está inacabado, e mesmo assim o “TRE não enxergou ilegalidades”.

Mas tem mais

Além do TRE, quem também não enxergando muito bem é o pessoal da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), que conforme já comentei em passado recente, já foi bem mais eficiente em relação a questões de abusos cometidos por políticos. A PRE, por exemplo, foi uma das primeiras do país a aplicar a lei do Ficha Limpa, obrigando dezenas de candidatos de Rondônia a disputarem sub-júdice. Eles até obtiveram registro posteriormente, mas a PRE fez a parte dela. Nas últimas eleições, o uso indiscriminado da máquina pública administrativa foi sistematicamente ignorado pela PRE, e o que é pior, vem, dando pareceres favoráveis a candidatos em casos gritantemente escandalosos. Trindade faz falta.

Em seu despacho

O ministro Gilmar Mendes afirmou categoricamente que “o abuso do poder político caracteriza-se quando determinado agente público, valendo-se de sua condição funcional e em manifesto desvio de finalidade, compromete a igualdade da disputa eleitoral e a legitimidade do pleito em benefício de sua candidatura ou de terceiros”, afirmou. O ministro acrescentou que, embora os fatos narrados tenham ocorrido entre fevereiro e maio do ano passado, antes, portanto, do registro da candidatura de Pimentel, podem configurar, em tese, abuso de poder político”, e arrematou, “notícias de suposta prática de abuso do poder político em meio a inaugurações ou eventos públicos têm recebido atenção especial da Justiça Eleitoral”. Com isso, já dá para notar de que forma o ministro vai tratar o caso de Confúcio, que já está no TSE.

Só para relembrar

Às vésperas do segundo turno foi inaugurado teatro cuja obra sequer havia recebida e que ainda não dispunha de alvará, o que, aliás, persiste até hoje. A programação de inauguração incluiu três espetáculos, com atrações locais, regionais e nacionais, com distribuição gratuita de ingressos para todos eles. Foram três os ilícitos cometidos: distribuição gratuita de benefícios em ano eleitoral que não estava em execução orçamentária no ano anterior; comparecimento pessoal do candidato no principal evento da programação de inauguração; contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. Atualmente, está pendente a oitiva da diretora da companhia de ballet que se apresentou na inauguração. A oitiva visa esclarecer quem de fato contratou a companhia. Isso porque, após o ajuizamento da ação, o processo administrativo da Secel de contratação foi cancelado, tendo surgido um contrato firmado pela companhia com a Engecon. A dinâmica dos fatos e documentos pertinentes deixa claro que a contratação pela Engecon foi simulada, feita posteriormente a própria apresentação, para esconder o real contrante, o estado, pois com a ação proposta atinaram para a vedação legal.

Correção

O superintendente da SUPEL, Márcio Rogério Gabriel não pertence mais aos quadros do Tribunal de Contas do Estado, desde 2012, quando foi convocado para tomar posse na SEFIN. A informação foi erroneamente veiculada na última coluna e corrigida por leitores e pelo próprio Tribunal de Contas, que enviou nota esclarecendo.

E acreditem

Além da esposa, que recebeu em duplicidade e está sob suspeita de nepotismo cruzado, Márcio Gabriel também empregou a sogra na SUPEL.  Irany Freire Bento foi nomeada membro da equipe de licitação KAPPA, no dia 4 de maio deste ano.

À venda

E o banco britânico HSBC, enrolado até o último fio de cabelo em lavagem de dinheiro em paraísos fiscais (incluindo dinheiro de muitos figurões brasileiros) pegou o mercado de surpresa nesta terça-feira ao anunciar que vai encerrar suas operações no Brasil e na Turquia e nessa que eles chamaram de “reformulação”, pretendem demitir cerca de 50 mil funcionários. A alegação pelo encerramento no Brasil é que “não estão tendo rentabilidade suficiente”. As operações do HSBC são voltadas para clientes de alta renda. Bradesco e Itaú já demonstraram interesse em comprar essas operações.

Para contatos

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Chinelos podem ser mais perigosos que saltos, dizem médicos

Mais e mais mulheres estão aderindo chinelos e deixando de lado os saltos. Porém, especialistas alertam que o conforto nem sempre é a melhor e mais segura escolha. Podólogos defendem que os chinelos são a pior opção para os pés e resultam em sérias lesões a longo prazo. “Chinelos são perigosos”, afirma o médico Tariq Khan. “Eles não oferecem nenhum suporte aos pés.” Rik Mellor, professor de anatomia da Universidade de St. Mary, acredita que chinelos não deveriam ser usados o dia inteiro caso a pessoa não esteja acostumada. Segundo Mellor, sapatos são trocados por chinelos no verão de uma hora para outra e a mudança repentina pode causar inflamações, dores e até mudar o andar da pessoa, fazendo com que ela comece a mancar. Ele aconselha que aqueles que querem continuar usando chinelos, deixem os sapatos aos poucos, para que os pés e pernas possam se adaptar. Chinelos também podem ser a causa de pés rachados e ásperos. “O problema não é só estético. Rachaduras deixam os pés vulneráveis a pegar infecções, e sapatos abertos, como chinelos, só facilitam ao deixar os membros expostos a sujeira e germes”, afirma o podólogo Michael Ratcliffe. “Infecções causadas por fungos levam tempo para serem curadas. Outros tipos de infecções podem atingir a dermis, a camada mais profunda da pele , onde estão localizados os vasos sanguíneos e nervos”, alerta o médico. Ele acrescenta que se as rachaduras estão avermelhadas e doem a cada pisada, a melhor opção é higienizá-las bem, deixa-las cobertas e procurar um médico o mais rápido possível.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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