Resenha Politica

Um dos maiores erros na gestão ambiental de Rondônia é a ausência de políticas eficazes para prevenção e controle de queimadas.

MEIO AMBIENTE
Os reflexos econômicos em toda a cadeia produtiva rondoniense em razão dos impactos ambientais serão incomensuravelmente sentidos, especialmente na agricultura e pecuária. Mercados importante que consomem nossos produtos avisam que vão impor sanções, o que exigirá dos nossos produtores uma readequação que compatibilize desenvolvimento com preservação ambiental.
PREDADORES
A falta de uma política agrícola e ambiental que garantam a exploração racional do solo, dos recursos hídricos e florestais são fatores complicadores para as exportações dos produtos rondonienses. As informações que chegam na Europa, por exemplo, um mercado que importa nossa proteína animal e vegetal, revelam que muitas destas riquezas são fruto de ações predatórias e de uma política governamental frouxa que permite que o agronegócio interfira politicamente para que a legislação ambiental do estado permita avançar sobre reservas ambientais, indígenas e estações biológicas, antes preservadas.
ESTUDOS
A coluna obteve acesso a um criterioso trabalho científico que analisa criticamente retrocessos baseados em evidências que retrata um quadro ambiental preocupante em razão da degradação ocorrida entre os anos de 2018 a 2024. Nesses últimos seis anos, segundo os estudos, o estado tem adotado uma série de políticas ambientais que, em sua maioria, representam significativos retrocessos em relação à proteção dos recursos naturais e à saúde pública. A flexibilização da legislação, a falta de fiscalização e a omissão governamental diante as ilegalidades contribuem para o agravamento da crise na área.
OMISSÃO
Um dos maiores erros na gestão ambiental de Rondônia é a ausência de políticas eficazes para prevenção e controle de queimadas. De acordo com o INPE, entre 2018 a 2023, o estado registrou aumento de 37% nos focos de incêndio, em 2024, este caos somente aumenta. São incêndios, em sua maioria para fins de desmatamento, e as consequências são desastrosas para a biodiversidade, as populações ribeirinhas e o clima. Ao que parece é uma omissão proposital, visto que nas redes sociais viralizou uma gravação com um diálogo entre dois membros do primeiro escalão do governo tecendo críticas diretas ao ex-governador Confúcio Moura por ter criado reservas 11 reservas e, avisando que a atual política ambiental era totalmente diversa daquela com primazia para os interesses do agronegócio. O trágico deste diálogo é que um dos personagens desta tragédia é o Secretário de Estado do Meio, advogado Marco Antônio Ribeiro.
DESMONTE
A SEDAM possui um quadro de aproximadamente 500 servidores, dos quais metade é de comissionados que em quase nada contribuem com uma política de preservação. Quem avalia o quadro técnico constata que especialista da área ambiental entre os quinhentos servidores não passa de seis, levando a dedução de que há uma suposta política governamental de desmonte da fiscalização e frouxa no combate aos crimes ambientais. Os gastos com viagens internacionais para autoridades participarem de fóruns são astronômicos e não resultaram em soluções práticas em favor das nossas riquezas naturais, tão vilipendiadas nesta gestão. Foram viagens a paraísos turísticos sem que os relatórios de viagens justifiquem os gastos para os quais são destinados.
PARQUE
Quem visitar hoje o Parque Estadual de Guajará-Mirim perceberá o estrago que a frouxidão ambiental causou em Rondônia. É dolorido constatar que nenhuma política preventiva foi colocada em prática para evitar ou minimizar a devastação causada pela ação humana. O que ocorreu neste parque é o retrato cinzento da omissão governamental. Quem não se compadece com aquela tragédia não tem espírito público nem humanidade.
NEGACIONISMO
Quem disser que o governo Marcos Rocha tem compromissos com a preservação ambiental, seja no combate aos crimes da área, seja na preservação das reservas, ou é assessor ou se locupleta com esta política de desmonte ambiental. Aliás, justiça seja feita, o governador sequer se pronunciou oficialmente com a crise ambiental instalada nos municípios nos últimos trinta dias que deixou o ar irrespirável e os postos e hospitais superlotados em decorrência dos problemas respiratórios que as queimadas provocaram. Um negacionismo com reflexos incalculáveis na economia nos próximos anos.  
DESCULPAS
Em colunas anteriores já abordamos sobre o desgaste que a casta política negacionista fez em relação a decisão do ex-governador Confúcio Moura em baixar ato legal que estabeleceu mais onze áreas como reservas permanentes. E o fez de forma correta porque são áreas públicas, e não privadas, que invariavelmente são invadidas por pecuaristas para que possam expandir seus pastos. Confúcio, embora com idade avançada, está em sintonia com a realidade nova da crise climática e faz política pensando nas gerações atuais e futuras, enquanto seus detratores insistem numa política ambiental na época feudal que visava tão somente a concentração do latifúndio. A crise climática comprova que Moura está certo e seus desafetos lhes devem desculpas. Embora este cabeça chata tem a absoluta certeza que tal pedido nunca vá acontecer.  
DEBATES
As próximas semanas serão cruciais para os candidatos em alguns municípios onde o número de eleitores indecisos são consideráveis e que podem mudar de opção de voto a depender das circunstâncias. A capital é um exemplo de que os últimos dias são cruciais para os candidatos uma vez que eleição após eleição o humor desse eleitor segue uma lógica distinta dos marketings das campanhas e não raro optam por um candidato azarão. Como este efeito manada ocorre nos últimos três dias as pesquisas divulgadas não conseguem captarem, induzindo os analistas de plantão avaliares equivocadamente que na capital os institutos de pesquisa sempre erram. Os debates ajudam neste efeito o que demonstra que o confronto é decisivo na reta final e exige dos candidatos um bom desempenho.
FORMATO
Embora todos debates sejam importantes, o tradicionalmente organizado pela TV de Everton Leoni (Record) é o melhor formato para que os candidatos posam expor sem filtros as propostas e as contradições. Este formato foi essencial para que Hildon Chaves saísse do anonimato político para um campeão de votos.  A coluna aposta que esta campanha está com a mesma feição daquela de 2018, propiciando para o surgimento de um novo fenômeno eleitoral. Isto não significa dizer que vá acontecer, embora as circunstâncias favoreçam.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by