Esporte

Uefa quer término das ligas locais para continuar futebol continental

Órgão admite que os campeonatos nacionais possam ser encerrados prematuramente em meio à pandemia do novo coronavírus

O futebol europeu está paralisado há mais de um mês por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Tendo em vista que a doença se encontra em diferentes estágios e, consequentemente, os países têm adotado medidas preventivas distintas, a reportagem realizou um levantamento que mostra em que situação se encontra o debate acerca da retomada do futebol nas principais ligas nacionais da Europa.

A Holanda pretende encerrar o seu campeonato, enquanto que Espanha, Portugal, Itália e França trabalham para que suas competições sejam retomadas o mais rápido possível. No Reino Unido, por sua vez, não há previsões para os torneios voltarem, ao mesmo tempo que, na Alemanha, os treinos já estão acontecendo.

Nesta quinta-feira, ainda sem perspectivas concretas de retorno, a Uefa decidiu liberar que algumas ligas nacionais sejam encerradas sem a realização de todas as partidas. Depois de nova reunião de seu Comitê Executivo, por videoconferência, a entidade emitiu um comunicado oficial em que deixa claro que compreenderá situações em que as questões de saúde ou econômicas impeçam a retomada dos campeonatos normalmente. E anunciou que a Eurocopa de 2020 terá o seu nome mantido, apesar do adiamento para 2021.

Esta é a primeira vez que a Uefa admite que os campeonatos nacionais possam ser encerrados prematuramente em meio à pandemia, embora siga mantendo um tom otimista de que as ligas devem ter as partidas restantes disputadas. A entidade, no entanto, cita em sua nota oficial “razões legítimas” que impediriam o cenário ideal, e, portanto, seriam aceitas.

INGLATERRA – A princípio, a temporada 2019/2020 do Campeonato Inglês retornaria no início de maio. Porém, em uma reunião com acionistas da competição, foi decidido que o torneio será retomado apenas quando houver segurança para sua realização. Os organizadores da competição se respaldam em orientações médicas, emitidas pelo governo britânico. Não há data definitiva para o retorno dos torneios e quando ele acontecer, a tendência é que seja com portões fechados.

“A saúde e o bem-estar dos jogadores, treinadores, gerentes, funcionários do clube e torcedores são nossa prioridade e a liga só será reiniciada quando a orientação médica permitir”, afirmou o comunicado da Premier League, que organiza o Campeonato Inglês.

ITÁLIA – Os responsáveis pela organização do Campeonato Italiano pretendem concluir a temporada 2019/2020. Porém, dependem de uma confirmação do governo para que isso ocorra. Os organizadores do torneio baseiam suas decisões em recomendações da Fifa, da Uefa e da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano).

Os 20 clubes que integram a Série A do torneio votaram, em uma decisão unânime, pela continuidade da competição nacional. Os dirigentes querem a retomada dos campeonatos, porém conforme as determinações emitidas pelas autoridades sanitárias italianas. Com isso, os jogos devem ser realizados com portões fechados.

ESPANHA – A temporada 2019/2020 do Campeonato Espanhol deve ser retomada em junho. O Conselho Nacional de Esportes da Espanha, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF, na sigla em espanhol) e a LaLiga decidiram que os clubes participantes do torneio podem retornar as suas sessões de treinamento, desde que os protocolos de prevenção à covid-19, estabelecidos pelo governo espanhol, sejam cumpridos. A volta da competição nacional está sujeita à evolução da pandemia no país.

Contudo, os capitães de todos os 42 times da LaLiga e da segunda divisão do país, se opuseram à proposta de retomada de treinamentos fechados (sem a presença de torcedores, imprensa ou qualquer outras pessoas que não sejam os jogadores) e, de acordo com um porta-voz associação de jogadores, informarão ao departamento governamental do Esporte e ao Ministério da Saúde suas preocupações com o retorno ao trabalho. Os atletas acreditam que a decisão de voltar aos treinos sendo eles fechados, é sinal de que não há segurança para trabalhar.

PORTUGAL – A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) trabalha em um projeto de retomada gradual do Campeonato Português. A Unidade de Saúde e Performance da Federação é quem lidera o plano, que conta com a participação de especialistas da Universidade do Porto e da Universidade Nova Lisboa.

“O objetivo da FPF é assegurar que o regresso será efetuado no momento adequado, de acordo com as regras estipuladas e garantindo a segurança de todos os intervenientes, desde jogadores, treinadores, e os ‘staffs’ clínicos e logísticos de apoio direto às equipes, mas estendendo-se aos restantes dos intervenientes em treinos, jogos e deslocamentos”, explicou a entidade.

A organização do Campeonato Português, contudo, já havia elaborado um plano para que a retomada da competição ocorresse no final de maio e terminasse em meados de julho. Restam apenas 10 rodadas para o torneio se concretizar e as partidas seriam realizadas com portões fechados.

FRANÇA – O presidente da organização responsável pela realização do Campeonato Francês, em comum acordo com o presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF, na sigla em francês), pretende encerrar a competição nacional até o dia 30 de junho.

“Tornamos um princípio importante fazer tudo o que pudermos para terminar (o campeonato) em 30 de junho. O objetivo é 30, mas se tivermos que terminar mais tarde, vamos nos adaptar com os clubes e com os jogadores. Vamos jogar como o máximo que pudermos”, afirmou o diretor executivo da Liga Francesa Profissional (LFP), Didier Quillot.

Contudo, a entidade estipula retomar o torneio em meados de junho. O retorno do futebol nacional dependerá das medidas que serão anunciadas no dia 11 de maio pelo governo francês, que elabora uma abertura gradual das atividades no país.

ALEMANHA – Os organizadores do Campeonato Alemão pretendem retomar a competição nacional no dia 9 de maio, porém sem a presença de torcedores e com um limite de 240 pessoas essenciais à realização do evento por estádio.

A Alemanha foi o primeiro país da Europa que permitiu a volta gradual dos treinos seguindo medidas de proteção. Os jogadores devem manter distanciamento de dois metros entre seus companheiros de equipe e não podem realizar jogadas de contato físico como tentativas de desarme.

A Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão) é responsável pela elaboração de um plano, onde os jogadores teriam contato reduzido com familiares específicos até o fim da temporada. “Nós vamos garantir que a volta dos jogos não vai causar uma explosão de casos no sistema de saúde do país”, disse Fritz Keller, presidente da entidade, em artigo que defende a retomada do futebol alemão.

HOLANDA – O primeiro ministro da Holanda anunciou que a retomada do futebol no país está proibida até o dia 1.º de setembro, mesmo que ocorra sem a presença de torcedores. Os organizadores do Campeonato Holandês e a Federação Holandesa de Futebol (KNVB, na sigla em holandês) irão discutir com a Uefa o final da temporada 2019/2020.

“O conselho de profissionais do futebol pretende não continuar jogando a liga 2019/2020”, disse a KNVB, que prosseguiu: “Com base na decisão do governo, a KNVB a irá consultar a Uefa e, após, a decisão será confirmada”.

 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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