Teia Digital

TRÊS EM CADA DEZ BRASILEIROS SEM CONTA BANCÁRIA -Por Silvio Persivo

Eu também nunca consegui fugir da minha. “Não posso fugir de minha vida” (Frida Kahlo).

ATENÇÃO PARA O DESCONTO NO IPVA

A Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) divulgou o calendário de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2017. Os contribuintes que pagarem com dois meses de antecedência receberão desconto de até 10% no pagamento do tributo e em caso de pagamento um mês antes do vencimento, o desconto é de 5%. Os que possuem veículos com placa com final 1, 2 e 3 a data para quitar o tributo é até 31 de março, mas, quem optar por pagar o imposto até o final deste mês será beneficiado com o desconto de 10%. Já em fevereiro, o abatimento será de 5%. Na sequência será a vez dos contribuintes que possuem veículos com placa que terminam com 4 (até 28 de abril), 5 (até 31 de maio), 6 (até 31 de junho), 7 (até 31 de julho), 8 (até 31 de agosto), 9 (até 29 de setembro) e 0, esse último terá prazo limite para pagamento do imposto até 31 de outubro. Para obter o boleto do IPVA 2017, basta acessar o site da Sefin e clicar no item Impressão IPVA. O site também traz a opção de parcelamento que deve ser feito três meses antes da data de vencimento. Em Rondônia, a frota é de mais de 860 mil veículos.

 RECORDE DE PRODUÇÃO DA SANTO ANTÔNIO

A Hidrelétrica Santo Antônio anunciando que atingiu, no dia 4 de janeiro de 2017, o recorde na geração instantânea de energia, com um volume de 2.282,35 Megawatts. O Diretor de Operações da Santo Antônio Energia, concessionária da operação da Hidrelétrica Santo Antônio, Dimas Maintinguer, afirmou que “o volume atingido é consequência do alto índice de disponibilidade das unidades geradoras da usina para atendimento das demandas do Sistema Interligado Nacional (SIN) e compromissos comerciais da geradora.

 E A SEGURANÇA?

Manaus nos deu a desagradável surpresa, de início da ano, das mortes no presídio, mas, a verdade é que fora deles, no Norte a violência campeia. Não precisa nem se ir para Belém, onde no centro da capital, os roubos cresceram. Também por aqui, em Ariquemes, Ji-Paraná, Porto Velho e Vilhena a criminalidade não está fácil. E o ex-prefeito de Andreazza foi assassinado. Não ajuda também a imprensa, inclusive nacional, terem se transformado em verdadeiras cópias do antigo jornal “O Dia” que se destacava por suas manchetes que espirravam sangue por todos os lados. Aliás, se perdeu, completamente, a noção do bom senso e do bom gosto, em especial, em programas de televisão centrados nos criminosos. A apelação é grande para obter ibope. Também só isto explica a monótona atenção que se dá ao problema criado com o massacre de Manaus. Até parece que não existe outro assunto. E se caçam pessoas para falar sobre o tema, agora, quando não pode ser mais resolvido facilmente. A verdade é que se trata de uma herança de, pelo menos, 10 anos de parcos investimentos e modificações no sistema prisional.

 TROCA DE COMANDO NA SEDUC

Na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), houve a solenidade de posse do novo secretário de educação Florisvaldo Alves da Silva, mais conhecido como Valdo Alves, que já atuava na Superintendência de Estado de Políticas sobre Drogas (Sepoad).  Ele assumiu no lugar de Fátima Gavioli, que deixou o comando da Seduc para fazer parte da equipe da prefeita de Cacoal,  Glaucione Rodrigues. Em alguns setores da educação a troca foi muito mal recebida. Uma vereadora de Cacoal, revoltada, chegou a publicar nas redes sociais que a ex-secretária teria sido exonerada e não pedido para sair.

 

 SOBE CUSTO DA CESTA BÁSICA

O custo da cesta básica, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aumentou nas 27 capitais brasileiras no acumulado de 2016. As maiores altas ocorreram em Rio Branco (23,63%), Maceió (20,69%) e Belém (16,70%). As menores variações foram em Recife (4,23%), Curitiba (4,61%) e São Paulo (4,96%). Na comparação entre novembro e dezembro, o valor da cesta diminuiu em 25 cidades. As quedas mais expressivas foram em Aracaju (-5,11%), Campo Grande (-4,16%) e São Luís (-4,13%). Apenas Manaus (0,22%) e Rio Branco (0,97%) registraram alta. O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi de Porto Alegre (R$ 459,02), seguido de Florianópolis (R$ 453,80), Rio de Janeiro (443,75) e São Paulo (R$ 438,89). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 347,96), Aracaju (R$ 349,68) e Natal (R$ 351,96).

PREVISÃO DA SELIC PARA O FIM DO ANO É MAIS BAIXA

O primeiro Boletim Focus do ano mostrou que a mediana das previsões da taxa Selic para dezembro caiu de 10,50% para 10,25% ao ano. O mercado financeiro reduziu a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2017, mas, a Selic média em 2017, ao contrário da previsão para o fim do ano, subiu ligeiramente, de 11,53% ao ano para 11,56%. Há um mês, a mediana da taxa média projetada para o próximo ano foi de 11,69%. Para o grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) no cenário de médio prazo, a expectativa não foi alterada e o grupo segue prevendo que taxa básica terminará 2017 em 10% ao ano, ante 11,25% de quatro semanas antes. Já em relação ao dólar, os analistas reduziram a expectativa para a cotação da moeda norte-americana no fim de 2017. Na pesquisa, a mediana das previsões caiu de R$ 3,50 para R$ 3,48. Há um mês, se situava em R$ 3,45.

 TRÊS EM CADA DEZ BRASILEIROS SEM CONTA BANCÁRIA

Trocar o dinheiro pelos serviços financeiros digitais pode elevar o PIB dos países emergentes em US$ 3,7 trilhões (quase US$ 12 trilhões) até 2025. A estimativa é de que se a economia brasileira fizesse isto ganharia US$ 152 bilhões (ou R$ 491 bilhões) no período, caso o país adotasse mais ferramentas digitais para pagamentos, concessão de empréstimos, seguros, poupança e outros serviços bancários. Os dados são do McKinsey Global Institute (MGI) sobre finanças digitais. O estudo afirma que 2 bilhões de pessoas no mundo não possuem conta bancária – mais da metade, mulheres. A digitalização dos serviços ajudaria a incluir no sistema financeiro 1,6 bilhão de pessoas, beneficiando, sobretudo, as mulheres pobres. Em países emergentes, elas têm 20% menos chances de possuir uma conta do que os homens. No Brasil, 32% da população adulta não têm conta bancária.  Um outro dado positivo da digitalização dos processos é o combate à corrupção, de vez que as transações em dinheiro são mais difíceis de serem rastreadas.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

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