Cidades

TRANSPORTE COLETIVO: Prefeitura explica polêmica sobre miniterminais urbanos

Objetivo é racionalizar o transporte urbano e reduzir o tempo de espera nas paradas

No último fim de semana, ainda durante o carnaval, uma série de postagens nas redes sociais tentaram ridicularizar e desacreditar os avanços implementados pela Secretaria Municipal do Trânsito (Semtran), com o objetivo de racionalizar o transporte coletivo urbano e, sobretudo, reduzir o tempo de espera nas paradas de ônibus.

O mote das manifestações críticas foi o mini-terminal, ainda em construção, da avenida Jorge Teixeira, próximo à avenida Amazonas. Levados pela dinâmica própria das redes sociais, alguns mais precipitados publicaram imagens do mini-terminal como obra acabada, o que só vai acontecer ainda nesta semana.

O secretário municipal dos Transportes, Carlos Henrique Costa, explica que ao contrário do que está sendo erroneamente disseminado, “não se trata de terminal de integração. A integração pode ser feita em qualquer parada, em qualquer ponto da cidade, sem necessariamente precisar ir a um terminal. Igual ao da Jorge Teixeira, ainda faremos mini-terminais nas zonas Leste e Sul,e também no centro, ainda neste primeiro semestre. Queremos fazer com que o ônibus aumente a frequência nos bairros onde está a maior demanda da população”, avisou.

LICITAÇÃO

Carlos Costa explicou ainda que o atual consórcio que explora o serviço de transporte urbano o faz por meio de autorização precária, isto é, não tem concessão do serviço por meio de licitação, o que será feito ainda este ano pela gestão atual, apesar da complexidade, tarefa não enfrentada nos governos anteriores pelo grau de dificuldade.

MUDANÇAS

Costa resolveu fazer uma série de mudanças para afastar problemas como, por exemplo, a linha Areal via HB, que espera nos pontos de origem por absurdas duas horas e 20 minutos.

Dentre as mudanças estudadas, Costa optou pela criação do Expresso Central; expansão dos pontos de recarga; fim da cobrança pelo cartão cidadão; criação de pontos para facilitar a integração (miniterminais)
e criação do mapa troncal com as principais linhas e pontos de integração.

“Diante deste cenário aterrador e muitas das vezes caótico estamos revendo algumas linhas, fazendo com que haja mais integração para que os ônibus tenham mais frequência nos bairros. No caso da linha Areal, vamos diminuir para frequência para 30 a 40 minutos nos pontos de origem. No caso do miniterminal da Jorge Teixeira, farão integração ali apenas quatro linhas”, explicou Costa.

A Semtran decidiu criar também, já em operação desde segunda-feira (12), criar o Expresso Central que oferecerá ganho de tempo nos deslocamentos pela região central da cidade. Essa linha vai do miniterminal da Jorge Teixeira até o terminal HB POC, retorna pela Costa e Silva, passa na avenida Farquar, pelo CPA, contorna o prédio do Relógio e sobe pela 7 de Setembro até a Nações Unidas onde entra pela Amazonas e volta ao miniterminal. Com quatro ônibus, de cor rosa, esta linha passará a cada 10 minutos, fazendo a integração com todas as demais linhas do sistema.

RECARGA

No início da gestão era apenas um único ponto de recarga fixo, situado à avenida Carlos Gomes, funcionando em horário comercial. A atual gestão iniciou o mês de fevereiro com mais 15 novos pontos de recarga, situados nos bairros onde a população mais necessita, atendendo nos finais de semana e feriados, proporcionando comodidade e economia de tempo para a população. Em março serão 30 pontos, que ficarão em mercados e pequenos comércios nos bairros.

Fonte: Comdecom|Fotos: Arquivo

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Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. 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