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Tragédia em Petrópolis já soma 94 vítimas fatais

Bombeiros dizem ser impossível estimar total de vítimas

O forte temporal que caiu na tarde desta terça-feira, dia 15, em Petrópolis, na Região Serrana, deixou ao menos 94 mortos na cidade, segundo a Defesa Civil. A prefeitura decretou estado de calamidade pública. O número de mortos pode subir em razão de pessoas que estão soterradas em vários pontos do município. O secretário da Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro, afirmou que, só no Morro da Oficina, dezenas de casas foram atingidas pela lama. Ele destacou que “há inúmeros desaparecidos”, sem precisar o número exato.

Em muitos pontos de Petrópolis, como Morro da Oficina, Quitandinha, Caxambu e Floresta, onde ocorreram deslizamentos provocados pelo temporal, chama atenção o drama dos moradores em busca por pessoas desaparecidas. O número de casas destruídas ou soterradas é muito grande. Pelo menos 400 bombeiros com ajuda de cães participam dos resgates. A Defesa Civil registrou 325 ocorrências, das quais 269 foram por deslizamentos. Os corpos encontrados pelos socorristas estão sendo levados para o Instituto Médico-Legal (IML).

Imagens gravadas por moradores no Morro da Oficina, no bairro Alto da Serra, mostram uma encosta indo abaixo, arrastando construções. Num dos vídeos, pessoas em desespero retiram às pressas crianças de dentro da Escola Municipal Vereador José Fernandes da Silva.

Somente na Rua do Imperador, região Central da cidade, foram encontrados 12 corpos – sendo 11 de mulheres. Agentes da Guarda Civil acompanharam os resgates dos corpos, que estavam presos às ferragens ou ainda submersos no rio.

Cenário de guerra nas ruas do Centro de Petrópolis, após o temporal que atingiu a cidade nessa terça-feira, dia 15
Cenário de guerra nas ruas do Centro de Petrópolis, após o temporal que atingiu a cidade nessa terça-feira, dia 15 Foto: Felipe Grinberg

São poucas as ruas de Petrópolis onde não se encontre ao menos uma marca das fortes chuvas. Em um trecho de poucos metros havia um ônibus, um caminhão e 17 carros amontoados. Além de veículos, era possível ver produtos do comércio local espalhados pelas ruas, misturados à lama.

Cenário de guerra nas ruas do Centro de Petrópolis, após o temporal que atingiu a cidade nessa terça-feira, dia 15
Cenário de guerra nas ruas do Centro de Petrópolis, após o temporal que atingiu a cidade nessa terça-feira, dia 15 Foto: Felipe Grinberg

— A situação é de uma tragédia. O Corpo de Bombeiros tem dificuldade de acessar os locais mais críticos porque há muitos carros, ônibus e abandonados nas ruas. São vários pontos de deslizamento — disse o coronel Leandro Monteiro, secretário estadual de Defesa Civil, anunciando que será montado um hospital de campanha na cidade.

Em visita à cidade, ainda na noite de terça-feira, o governador Claudio Castro declarou ter visto cenas de guerra. Ele se reuniu com o prefeito Rubens Bomtempo e garantiu que haverá ajuda do estado e também da União.

Pelo Twitter, o governador disse ter orientado que “parte dos secretários se desloquem para apoiar a população no que for preciso”. Também pelo Twitter, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, divulgou que ofereceu ajuda. Castro anunciou, ainda, que maquinários de órgãos estaduais e da Cedae vão para a cidade ajudar no socorro e desobstrução de ruas.

Drama nos resgates

Os corpos de vítimas arrastadas pelas enxurrada começaram a aparecer em ruas do Centro da cidade quando a água baixou. Por volta das 23h30, o cenário visto na Rua Teresa, principal polo comercial da cidade, era de devastação. A via ficou coberta por lama, e todas as lojas sem luz. Uma academia de ginástica teve diversos aparelhos de musculação jogados para a rua pela força da água.

Na Rua Washington Luís, enxurrada empurrou carro para debaixo de um caminhão
Na Rua Washington Luís, enxurrada empurrou carro para debaixo de um caminhão Foto: Felipe Grinberg

O Corpo de Bombeiros pede a doação de água mineral, além que a população que está segura, permanece no local que está abrigada:

— Só no fim da noite os homens que vieram do quartel da cidade do Rio conseguiram chegar por causa de um bloqueio na estrada. Teremos mais de 200 homens chegando na cidade nas próximas horas. A maior difiiculdade de acesso é na região do Morro da Oficina. São muitos desabrigados, desalojados e vamos precisar da ajuda — afirma o coronel.

A cidade entrou em estágio de calamidade e, no início da madrugada desta quarta-feira, a Defesa Civil contabilizava 148 pontos de deslizamentos, além de alagamentos e quedas de árvores. A maior incidência de deslizamentos ocorreu nos baiirros Centro, Quitandinha, Caxambu, Alto da Serra e Castelânea. Em seis horas, o acumulado pluviométrico atingiu 259 milímetros — acima da média esperada para todo o mês de fevereiro, de 238,2 milímetros.

Na região do Morro da Oficina, carros foram arrastados pela enxurrada. Ruas viraram rios, deixando moradores em pânico. Já o centro de Petrópolis ficou debaixo d’água: até o quartel dos bombeiros foi completamente inundado. Ontem à noite, parte de Petrópolis continuava sem luz, e pessoas, isoladas à espera de socorro.

Corpos começaram a ser recolhidos após baixa do nível do rio no Centro de Petrópolis Foto:
Corpos começaram a ser recolhidos após baixa do nível do rio no Centro de Petrópolis Foto: Foto: Agência O Globo

O secretário Leandro Monteiro informou que todos os 120 bombeiros dos quartéis de Petrópolis foram para as ruas ontem. Mais uma equipe com 200 agentes estava a caminho da cidade à noite. Segundo ele, há muitos desabrigados e desalojados, que estão sendo levados para escolas e postos de saúde. O trabalho para socorrer pessoas ilhadas e feridas contava com o apoio de botes e de veículos 4×4, além de oito ambulâncias. Policiais militares do 26º BPM ajudaram na operação.

— A maior dificuldade de acesso é ao Morro da Oficina — disse.

Vídeos compartilhados nas redes sociais nesta terça-feira ainda mostram correria no centro de Petrópolis, uma das áreas mais atingidas. Há denúncias que arrastões estariam sendo cometidos na área.

Todas as sirenes acionadas

Com a cheia de rios, ruas do Centro ficaram completamente alagadas. Imagens que circulam na internet mostram carros sendo arrastados pela enxurrada nas regiões mais altas do município. Todas as sirenes de Petrópolis foram acionadas, alertando moradores de áreas de risco.

O acúmulo de chuva no município chegou a 259 milímetros em apenas seis horas, sendo que o esperado para todo o mês de fevereiro era de 238 milímetros.

O secretário de Defesa Civil do estado, o coronel Leandro Monteiro informou ao RJ2, da TV Globo, que todos os 120 bombeiros do quartel de Petrópolis estão nas ruas, mas que enfrentam dificuldades para se deslocarem devido aos alagamentos. Mais 60 agentes estão a caminho da cidade. Eles são de uma equipe especializada e irão reforçar o socorro com uso de botes e caminhonetes 4×4.

Monteiro confirmou que, até o momento, há o registro de um óbito e de três pessoas soterradas no Morro da Oficina. Oito ambulâncias também são usadas. A população de área de risco está sendo direcionada a pontos de apoio, como escolas e postos de saúde. Os moradores do bairro Floresta foram orientados a realizar o acionamento do Sistema de Alerta e Alarme Alternativo, por apitos.

Segundo a Prefeitura de Petrópolis, somente o primeiro distrito do município foi atingido pela tempestade. O Centro ficou inundado, e a água invadiu estabelecimentos. Num supermercado, imagens mostram as mercadorias boiando sobre a água que tomou o lugar.

Em nota, a Secretaria de Educação do município informou que as aulas desta quarta-feira, dia 16, foram suspensas.

Queda de barreira

Na Rio-Petrópolis, o trânsito operava em meia pista na descida da serra de Petrópolis, altura do km 82, nas imediações do terminal rodoviário do Bingen, devido à queda de barreira. Chovia forte no trecho de Petrópolis da rodovia, exigindo atenção redobrada dos motoristas.

Agentes acionados

Todos os agentes da Defesa Civil foram acionados; e alertas de chuva forte e inundações pela cidade foram emitidos pelo sistema de SMS, em avisos nas emissoras de televisão nos canais por assinatura, além dos informes por grupos de comunicação aplicativo.

O 26º BPM e agentes da CPTrans fecham as ruas de acesso ao Centro, que está com diversos pontos com inundações e alagamentos. Até o momento 12 ocorrências com deslizamentos foram registradas. As ruas Bingen, Coronel Veiga, General Rondon, Ipiranga, Mosela, Barão do Rio Branco, Rua Gonçalves Dias e os acessos pelos bairros Alto da Serra, Castelânea e Valparaíso estão fechados.

FONTE: EXTRA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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