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Tornados e tempestades com granizo deixam rastro de destruição em SC

Segundo a Defesa Civil, 16 pessoas ficaram feridas e pelo menos 22 municípios foram afetados. As rajadas de vento atingiram velocidade acima de 100 km/h e chegaram a derrubar caminhões.

Durante a tarde de sexta-feira (14) e a madrugada deste sábado (15), tempestades severas e pelo menos dois tornados foram registrados em Santa Catarina. As rajadas de vento atingiram velocidade acima de 100 km/h e chegaram a derrubar caminhões. Segundo a Defesa Civil, ocorreu queda de granizo e chuva forte principalmente nas regiões Oeste e Norte catarinense.

De acordo com o informe do órgão atualizado às 17h, 830 pessoas estão desabrigadas e precisaram sair de casa, 127 tiveram os imóveis destruídos e 16 ficaram feridas, sendo duas em estado grave. Cerca de 4,6 mil habitações em 22 municípios foram diretamente afetadas pelos fenômenos e ao menos 55 imóveis públicos tiveram danos.

Quedas de árvores provocaram interrupções no trânsito em rodovias, e mais de 27 mil unidades consumidoras estão sem energia elétrica conforme dados da concessionária até da tarde. A passagem do fenômeno também causou prejuízos no Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Litoral e Serra catarinense. (Veja abaixo a situação em cada região)

“Nossa primeira atitude é de socorrer as pessoas, garantindo a integridade física de todos. Depois segue o trabalho de distribuição de lonas, para cobertura emergencial, que já está ocorrendo nesses municípios. Na sequência faremos o levantamento dos prejuízos para entrega de telhas, colchões, sestas básicas e demais itens humanitários”, explica o chefe da Defesa Civil, João Batista Cordeiro Junior.

Em pouco mais de dois meses, além desses fenômenos, Santa Catarina enfrentou uma série de eventos que causaram prejuízos milionários aos cofres públicos, feridos e mortos: tornado no Oeste (10 de junho), “ciclone bomba” (30 de junho), chuva com enxurradas e alagamentos (7 de julho).

O monitoramento meteorológico da Defesa Civil confirmou o registro de tornados nos municípios de Água Doce e Irineópolis. A distância entre as cidades é de 100 quilômetros.

O deslocamento da chamada supercélula, com características tornádicas, foi registrado na sexta-feira pelo radar meteorológico Oeste entre 15h30 e 15h35 no município de Água Doce.

“Uma supercélula é uma nuvem cumulonimbus que tem ventos quentes e úmidos ascendentes e ventos frios descendentes. No interior da nuvem há pequenas rotações de ventos horizontais de pequenas dimensões. Essa condição de dentro da nuvem pode, em alguma oportunidade, ocorrer próximo do solo trazendo aquele funil característico que chamamos de tornado”, explicou o meteorologista da Central NSC de Meteorologia, Leandro Puchalski.

Oeste catarinense

Nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste, pelo menos dez municípios tiveram estragos. De acordo com a Defesa Civil, os mais afetados foram: Vargem Bonita, Catanduvas, Água Doce, Tangará e Ibicaré. As rajadas de vento provocaram destelhamento e quedas de árvores.

Informações preliminares apontam que em Água Doce 700 casas foram destelhadas e 25 totalmente destruídas, deixando as famílias desalojadas. No município, 11 pessoas ficaram feridas.

Em Catanduvas, 235 residências tiveram os telhados danificados e duas foram destruídas. No município de Ibicaré, foram registrados danos em três comunidades de interior, duas igrejas e dois pavilhões. Árvores foram cortadas com a força do temporal no município.

Em Tangará, ocorreram destelhamentos em todos os bairros. A Defesa Civil estima que 90% das casas e empresas foram atingidas, e cinco pessoas ficaram feridas.

A Defesa Civil municipal informou que 100 pessoas estão desabrigadas e 20 desalojadas. Caminhões chegaram a tombar com o vento.

Já em Vargem Bonita, os primeiros números apontam 1.300 casas com os telhados danificados, 30 pessoas desabrigadas e 20 desalojadas.

Campos Novos registrou granizo com pedras grandes, e o vento chegou a 87 km/h, segundo a Central NSC de Meteorologia.

Norte catarinense

No Norte catarinense, as localidades do município de Irineópolis mais atingidas são as de Rio Vermelho, Rio Branco e Boa Vista. A Defesa Civil trabalha no local e até a manhã deste sábado não havia balanço das ocorrências. O abastecimento de energia elétrica também ficou comprometido.

Em Guaramirim, houve destelhamento de casas no bairro Rio Branco. Em Jaraguá do Sul, foram registrados chuva e granizo, algumas casas ficaram destelhadas, mas ninguém ficou desabrigado.

A Defesa Civil também entrega lonas para moradores que tiveram as casas destelhadas nos bairros Alegre, Quitandinha, Cruzeiro e São Pedro, em Rio Negrinho.

Florianópolis

A chuva causou pontos de alagamentos em vias de Florianópolis. A Avenida Ivo Silveira precisou ser fechada e o trecho foi liberado no final da manhã deste sábado. Também há relatos de alagamentos no trecho Sul da SC-401.

Vale do Itajaí

Em Blumenau, também houve registro de estragos por conta da chuva forte, do vento e do granizo. No bairro Velha, o vento levou parte da estrutura do portão da garagem de um prédio. No bairro Garcia, imóveis ficaram destelhados. O protocolo da Defesa Civil ampliou para alta a possibilidade de deslizamentos de terra no Norte do município.

Litoral Norte

Em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, a Defesa Civil prestou atendimento em várias ocorrências na madrugada. Um barranco cedeu e atingiu uma casa, mas ninguém ficou ferido. O local teve que ser parcialmente interditado. Muitas árvores caíram e ruas ficaram alagadas na região da Avenida dos Estados e da Rua Jardim da Saudade.

Em Navegantes, a Defesa Civil registrou seis ocorrências de destelhamentos. Também houve queda de árvores. Durante a manhã deste sábado, as equipes estiveram nas ruas fazendo o levantamento dos estragos.

Serra catarinense

Em Lages, na Serra catarinense, houve casos de alagamentos e transbordamento de rio. A Defesa Civil atendeu 20 ocorrências.

Rodovias

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) registrou ocorrências em diversos pontos das rodovias:

  • Na SC-453, entre Tangará e Ibicaré, foram aproximadamente oito pontos de interdição, onde as guarnições do Posto 8 e do Posto 22, com apoio do Corpo de Bombeiros e outros órgãos, conseguiram gradativamente liberar a rodovia.
  • Na SC-465, entre Ibicaré e Treze Tílias, a rodovia foi liberada no começo da noite de sexta, com apoio de moradores e órgãos do governo, além dos Bombeiros Voluntários.
  • No km 427 da BR-282, em Catanduvas, uma guarnição do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), durante uma operação, se deparou com vários pinheiros caídos, obstruindo a passagem dos usuários da rodovia. Foi acionado o Corpo de Bombeiros Voluntários de Irani, e a pista foi liberada após uma hora de trabalho.
  • Na SC-350, entre Caçador e Lebon Régis, as guarnições do Posto 3 e Posto 22 também atuaram durante a madrugada, onde algumas árvores tombaram. O trânsito chegou a ficar interrompido parcialmente, mas foi liberado.
  • Na SC-114, na região de Palmeira, as guarnições do Posto 10 e 11 retiraram várias árvores que caíram no km 180 e km 215.
  • Na SC-108, em Blumenau, a guarnição do Posto 13, no começo da manhã deste sábado, também auxiliou na retirada de uma árvore caída no km 63. A Defesa Civil foi acionada.
  • Na SC-154, em Arabutã, uma guarnição foi chamada para verificar uma possível queda de barreira. No local, foi constatado que havia galhos de árvores caídos, que foram retirados pelos bombeiros locais.
  • Na SC-403, em Florianópolis, na pista em direção ao Centro, a guarnição foi acionada para uma queda de pedra de médio porte. Com auxílio de um guincho, a pedra foi retirada.

FONTE: G1.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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