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Tempestade no saneamento: STJ homologa delações e clima pesa no meio político de RO

Prefeitos,  ex deputados federal, deputados estadual, agentes públicos, com certeza vão gastar todo o estoque de rivrotril, gardenal, das farmácia de Rondônia.

 AEGEA no Olho do Furacão: Nos últimos dias, uma série de delações premiadas homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelou um esquema de corrupção envolvendo a Aegea — a maior holding de saneamento do país que teria influenciado sua expansão por meio de pagamento de propinas a agentes públicos para obtenção e manutenção de concessões de água e esgoto em cidades de diversas regiões do Brasil.

A empresa controla várias operações de saneamento e também atua no estado de Rondônia, onde já venceu licitações de concessões em municípios como Jaru e aparece entre as possíveis concessionárias em processos ligados à privatização da CAERD.

As delações e o acordo com o Ministério Público

Documentos às quais a reportagem baseou se apontam que acordos de colaboração premiada com executivos da própria Aegea mencionam pagamentos de ao menos R$ 63 milhões em propinas entre 2010 e 2018 para assegurar contratos em cerca de 20 municípios e seis estados, entre eles Rondônia, por meio de repasses em dinheiro vivo, contratos fictícios, compra de bens e influência sobre agentes públicos e órgãos de controle.

A empresa firmou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal em 2021, no qual se comprometeu a pagar cerca de R$ 439 milhões à União, admitindo irregularidades anteriores a 2018 compromisso esse que foi homologado no STJ em 2025.

Entre os casos citados dos relatos de delatores estão episódios em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rondônia  e outros estados, nos quais prefeitos e servidos públicos graduados  teriam recebido vantagens indevidas para facilitar contratos ou evitar questionamentos, segundo os documentos.

Políticos mencionados e as reações

As delações citam prefeitos, agentes públicos estaduais e parlamentares  federal e estadual como parte das rotas de influência para viabilizar as concessões, embora os políticos e gestores mencionados tenham negado veementemente as acusações e afirmado que as alegações feitas pelos colaboradores são imprecisas ou sem comprovação.

No cenário de Rondônia, onde a Aegea já figura nas discussões sobre a concessão da CAERD, deputados estaduais e federais circulam nos bastidores das negociações e debates regulatórios. Representantes públicos, que vão desde prefeitos de pequenos municípios até legisladores, foram mencionados informalmente em relatos paralelos, e segundo fontes, constam nas delações premiadas

À medida que os processos seguem tramitando no Judiciário e as investigações avançam, o caso Aegea promete manter o foco de debates políticos, jurídicos e sociais em torno da governança do saneamento, da integridade dos contratos públicos e da relação entre poder econômico e poder político no Brasil.

COM INFORMAÇÕES:https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2026/02/12/concessoes-de-agua-e-esgoto-tiveram-propina-apontam-delacoes.

DaRedação Folha,

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