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Suspeito de matar Marielle costumava dar gorjeta de R$ 200 em restaurantes

Apontado pela Polícia Civil como sendo o homem que fez os disparos que tiraram a vida da vereadora Marielle Franco, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa costumava frequentar os restaurantes da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Relatório de investigação do assassinato revela que foi da altura de um destes estabelecimentos, localizados no Quebra-Mar, que partiu o carro usado por Lessa e pelo ex-PM Élcio Vieira Queiroz, no ataque que tirou a vida da parlamentar do PSOL, no dia 14 de março do ano passado.

Nesta quarta-feira, o EXTRA localizou o estabelecimento, citado pela polícia e que, segundo moradores, está fechado há pelo menos quatro meses. Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, confirmou que Lessa frequentou o restaurante durante o tempo em que ele funcionou. E que costumava até dar gorjetas .

– Ele vinha pra cá, sim. Soube que ele dava uns R$ 200 de gorjeta. Mas, tá assim fechado já faz um tempo – disse um morador.

Outro restaurante, localizado no Jardim Oceânico, aparece na investigação do caso Marielle como sendo o local que Lessa e Queiroz passaram a frequentar após o crime. Assustados ao ser abordados pela reportagem, funcionários do estabelecimento alegaram não conhecer nenhum dos dois presos.

– Eu não sei quem é não moço- disse um funcionário .

Lessa e Élcio permanem presos na Delegacia de Homicídios da Capital. Os dois deverão ser transferidos para uma unidade da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

A dupla foi presa nesta terça-feira, durante operação deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público para cumprir mandados de prisão preventiva expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Lessa foi reformado pela PM depois de perder uma perna em uma explosão de uma granada, colocada embaixo do carro que dirigia, em 2009.

Apesar de ganhar pouco mais de R$ 7 mil como PM reformado, Lessa tinha um padrão de vida alto. Ele morava numa mansão do condomínio Vivendas da Barra, em frente à praia, e usava um carro blindado no valor de R$ 120 mil

Élcio Queiroz é suspeito de ter dirigido o carro de onde partiram os tiros que mataram Marielle. Qiueiroz foi expulso da PM em 2015, após a Corregedoria Geral Unificada ter encontrado indicios de que ele trabakhava na segurança de um contraventor.

FONTE: EXTRA

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