Esporte

SUGESPE vira cabide para “ex” com salários de até R$ 14 mil

Ex-secretários,ex-assessores enrolados em denúncias de corrupção e até parentes de deputados estão lotados lá

Em recuperação

 O colunista social Zuza Carneiro está internado na UTI do hospital Panamericano, em Porto Velho. Esta foi sua segunda internação em menos de 10 dias. Zuza vem apresentando um quadro de hipertensão e taquicardia. Quem também está internado após ter tido um acidente vascular cerebral (AVC) é o jornalista Sérgio Mello, que apresenta o Jornal da Candelária e um programa de entrevistas na TV Candelária, de Porto Velho. Ele está na UTI cardíaca do Hospital Central.

 Enquanto isso

 A tal “secretaria da Paz”, um cabide de empregos criado pelo governo que até hoje não mostrou serviço, vem custando, em média, por mês, cerca de 90 mil só em salários dos 24 servidores comissionados que andam por lá. Alguns valores não são justificáveis e chamam a atenção. Um é o salário da “diretora executiva”, Carla Martins Ribeiro Mangabeira, lembram dela? Era diretora financeira da SESAU na época da Termópilas e chegou a ser indiciada pela PF. Ela recebeu em abril último, R$ 6.695,89 de salário. Outra é Gereane Prestes dos Santos, lotada como “gerente de controle interno”, com salário em abril de R$ 15.079,99. Já a “assessora especial III”, Kaciany Chanato Furtuoso recebe mensalmente R$ 4.087,78.

 Na SETUR

 Uma das secretarias mais inexpressivas desse governo, o cenário não é diferente. Apesar de estar com uma folha relativamente pequena, 14 servidores, os maiores salários são o do secretário Júlio Olívar, R$ 13.206,87 e Neiriane Prado dos Santos, “assessor da superintendência”, que recebe R$ 11.642,61 de salário.

 Mas é na SUGESPE

 Que a coisa está bagunçada. O ex-candidato a deputado estadual, derrotado nas últimas eleições e que foi flagrado nos grampos da Platéias, Allan James França, que também apareceu na Apocalipse e na Termópilas, está recebendo de salário, na função de “assessor especial I”, a bagatela de R$ 15.217,85 líquido. Alvaro Lustosa Pires Júnior, que também andou sendo denunciado por uma série de irregularidades, está encostado na SUGESPE com salário de R$ 11.131,28. Por lá também está o ex-secretário de Turismo, Basílio Leandro, recebendo R$ 6.644,25; Foi ainda na SUGESPE que colocaram o diretor de comunicação (?) do governo, Benedito Domingues Júnior, que nunca está pelo DECOM, mas recebe salário de R$  6.747,54.

 Ainda a SUGESPE

 Confúcio Moura alocou todos os apadrinhados por lá. O ex-deputado estadual Edvaldo Soares também ganhou um CDS de consolo, e recebe salário de R$ 6.695,89; A ex-secretária de Cultura e Esportes, Eluane Martins Silva vai muito bem, recebendo R$ 15.406,37 como “assessor especial II”; a filha do deputado federal Nilton Capixaba, Nathiely Balbino, também está na secretaria, e recebe R$ 4.712,83; O ex-chefe da Casa Civil, Ricardo Sá Vieira foi lotado na SUGESPE com um salário relativamente baixo em relação a seus colegas, R$ 2.133,10; Vilma Alves dos Santos, aquela assessora que ganhou um terreno da prefeitura de Ariquemes e construiu uma casa de R$ 2 milhões, recebe salário de R$ 18.753,34; Vicente Moura, que ocupa o cargo de “ouvidor”, está embolsando R$ 14.084 por mês. O também ex-secretário da SECEL, Francisco Leíson, conhecido como “Chicão”, também está por lá, recebendo R$ 4.103,38.

 Break

Fim de semana chegando e vai uma dica para quem gosta de fazer churrasco com carnes de primeira. A Prime Espaço Gourmet é o local certo para você. Situada na Avenida Jorge Teixeira, 2773, oferece uma diversidade de cortes nobres que não são encontrados facilmente. Por lá também é possível encontrar vinhos, especiarias e cervejas diferentes. Nas próximas colunas a gente vai contando mais novidades sobre o local. Mas aproveita o fim de semana para fazer uma visita. O telefone é o 3015-5214. Para conhecer um pouco mais, visite o perfil da empresa no Facebook – http://facebook.com/primegourmet

 Sem futuro

 Vocês lembram do “Plano FutuRO”, lançado pelo governo de Confúcio Moura na primeira gestão? Pois é, não chegou a lugar algum, assim como todos os programas por ele idealizados. A coisa é tão séria que desde que assumiu,as únicas coisas que Confúcio conseguiu finalizar foram as iniciadas em governos anteriores. Quer ver? Vou listar.

 Vem comigo

 O governo concluiu, mal e porcamente, a reforma da Central de Polícia, iniciadas na gestão Cassol. O mesmo podemos dizer do Centro Político Administrativo, que está sendo usado, mas está longe de ser concluído. O Teatro Estadual teve as obras iniciadas no governo Raupp, Confúcio terminou, mas até hoje não conseguiu nem o habite-se nem o alvará. Seu governo destruiu o Parque de Exposições de Porto Velho, o ginásio de esportes Cláudio Coutinho, o estádio Aluizio Ferreira e deu início a um monstrengo chamado “Novo Espaço Alternativo”, que mandou um monte de gente para a cadeia.

 Quanto ao Futuro

Pois bem, foram gastos cerca de R$ 3 milhões em publicidade, carros de outras secretarias foram realocados para que equipes se deslocassem por todo o Estado. Foram feitos impressos, camisetas, bonés, banners, adesivos e bottons. E tudo isso foi para o lixo. O plano naufragou, assim como tudo nessa gestão. Nem o tal “Mãezinha Rondoniense” prestou para alguma coisa.

Crise

O Brasil atravessa uma crise econômica complicada, os preços dispararam e o desemprego aumentou. Rondônia poderia estar em uma situação diferente, não fosse pela total falta de competência do governo Confúcio Moura. Apenas na Caixa Econômica Federal, repousam mais de R$ 600 milhões para serem usados nas obras de saneamento em Porto Velho. Existem ainda recursos disponíveis para construção de casas, obras de infra-estrutura, mas nada disso consegue ser executado, pela falta de organização.

 Atualmente

 Sem dúvida alguma, o melhor para Rondônia seria Confúcio pedir para sair. Ele venceu as eleições usando e abusando da máquina eleitoral. Se Expedito é melhor ou pior que ele, não dá para avaliar, mas com Confúcio não dá para continuar. O Estado parou, empresas demitiram, o dinheiro parou de circular. E não vemos um movimento sequer em direção a uma solução. É lamentável.

 Para contatos

 Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

 Mau hálito pode indicar doenças bem graves

 Apesar de 95% dos casos de halitose ter sua origem na boca, é possível que o mau hálito esteja associado a doenças mais graves relacionadas a outros órgãos, como cirrose, diabetes, mononucleose e leucemia. Por meio do cheiro e de alguns outros sintomas bucais, o dentista é capaz de diagnosticar o problema. “No caso da leucemia dá para desconfiar do sangramento gengival espontâneo, sem placa bacteriana”, diz Olinda Tarzia, diretora científica do CETH (Centro de Excelência no Tratamento da Halitose) e presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose). “O cheiro do sangue excessivo que sai das gengivas também é um forte indicativo da doença”, afirma. Pessoas com diarréia ou gastroenterites também podem ter mau hálito, que se apresenta de modo diferente. “Por causa da diarréia, a boca perde muita água facilitando a formação da saburra lingual, causando também um cheiro de esgoto na boca”, diz Ana Cristina Zanchet Gomes, periodontista e especialista no diagnóstico e tratamento da halitose, da clínica Hálito Curitiba. Já quem tem halitose por causa da diabetes costuma apresentar um cheiro bucal mais ácido, semelhante ao cheiro de maçã velha, de acordo com a especialista. Enquanto os pacientes com doença renal crônica, em hemodiálise e transplantados, apresentam um hálito com odor de urina. Na maioria dos casos, assim que a doença é diagnosticada e tratada, o mau hálito some junto com ela. “No caso da diabetes, a gente só tem o controle da doença. Mas mesmo controlada, o mau hálito também desaparece. É possível também eliminar 90% desses odores com enxaguantes à base de dióxido de cloro, que reage com os gases e os transforma em sais.

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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