Cidades

Sindicato denuncia: em três anos, Confúcio avacalhou a segurança pública

Delegacias de polícia em ruínas, viaturas paradas por falta de manutenção, equipamentos ultrapassados e servidores desvalorizados. Este é o retrato fiel da segurança pública no Estado de Rondônia, setor que estava nas promessas de campanha do governador Confúcio Moura (PMDB) como uma das prioridades.

A denúncia é feita pelo SINSEPOL – Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Rondônia, que anunciou o início da “Operação Cumpra-se a Lei”, em protesto contra o descaso do governo.

O sindicato denuncia que após mais de três anos de governo, Confúcio Moura não só descumpriu o que prometeu, como também conseguiu piorar ainda mais as condições de trabalho e o salário dos servidores da Polícia Civil.

A insatisfação atinge todas as categorias, e o movimento conta com o apoio irrestrito do sindicato dos delegados (SINDEPRO), bem como dos sindicatos dos peritos (SINPEC).

Desde que foi iniciada, no dia 24 de março, a “Operação Cumpra-se a Lei” tem revelado à população a situação precária em que se encontra a segurança pública e as péssimas condições de trabalho dos servidores da Polícia Civil.

De acordo com o sindicato, a Polícia Civil sempre desenvolveu atividades além das suas atribuições para colaborar com o governo. Entretanto, o governo não reconhece esse esforço, muito menos valoriza esses profissionais e não reconhece os direitos dos servidores da Polícia Civil.

O governo não cumpriu, por exemplo, o compromisso feito com a categoria para aprovar o Plano de Carreira, uma luta que já dura três anos.
Com a “Operação Cumpra-se a Lei”, os servidores decidiram que não vão mais tirar dinheiro do bolso para pagar pequenos consertos em equipamentos e viaturas, reparos nas instalações, nem para comprar material de expediente.

A consequência dessa decisão é que viaturas policiais estão sendo recolhidas por falta das condições mínimas exigidas para trafegar, como farol queimado, falta de documentos, pneus carecas, e serviços estão deixando de ser executados nessas delegacias por falta de equipamento e de material.

Os servidores também decidiram que não trabalharão mais horas além das estabelecidas em seus contratos de trabalho, e executarão apenas as tarefas pertinentes a função que ocupam.

A direção do SINSEPOL alerta que a tendência é que a situação piore a cada dia, pois o sindicato vai formalizar denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e vai pedir o fechamento de delegacias que não possuem as condições de funcionamento.

 

 

Fonte: Sinsepol
Postado por: Dimas Ferreira
Autor: Assessoria
Créditos de Fotos: Divulgação

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