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Silvia Cristina Resiste: Se Mariana quiser ser senadora, terá que ter voto, na manobra de Mauricio Carvalho Não

Tentativa de barrar Sílvia Cristina aprofunda crise na Federação União Progressista em Rondônia

PORTO VELHO (RO) – A disputa interna pela composição das candidaturas ao Senado nas eleições de 2026 ganhou novos capítulos dentro da Federação União Progressista (União Brasil/PP).

Nos bastidores políticos, a informação é de que o deputado federal Maurício Carvalho, presidente da federação em Rondônia, tentou convencer a direção nacional do Progressistas a retirar a deputada federal Sílvia Cristina da corrida ao Senado, concentrando o apoio da aliança em torno da candidatura de sua irmã, a ex-deputada federal Mariana Carvalho.

A articulação, no entanto, não prosperou. A direção nacional do Progressistas decidiu manter o compromisso com a pré-candidatura de Sílvia Cristina, considerada uma das principais lideranças do partido e um dos nomes mais competitivos na disputa pelas duas vagas ao Senado, conforme levantamentos de intenção de voto divulgados nos últimos meses.

O episódio ampliou as divergências dentro da federação e evidenciou um ambiente de disputa entre importantes lideranças políticas de Rondônia. Paralelamente, Sílvia Cristina também deixou de participar das principais movimentações políticas relacionadas à construção da pré-candidatura do ex-prefeito Hildon Chaves ao Governo do Estado, aumentando as especulações sobre um isolamento político dentro do grupo.

Nos bastidores, a avaliação é de que a tentativa de reduzir o espaço político da deputada estaria diretamente ligada à estratégia de fortalecer a candidatura de Mariana Carvalho ao Senado. A movimentação, entretanto, encontrou resistência na executiva nacional do partido, que optou por preservar o projeto eleitoral de Sílvia Cristina.

O episódio também reacendeu lembranças das eleições municipais de Porto Velho. Naquele processo, o deputado federal Fernando Máximo liderava as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura da Capital, mas acabou não disputando o cargo. À época, aliados do parlamentar atribuíram a lideranças do União Brasil, entre elas Maurício Carvalho, forte influência nas articulações que impediram sua candidatura pela legenda.

A repetição de movimentos semelhantes tem provocado críticas entre integrantes da própria federação, que enxergam um padrão de articulações voltadas à reorganização do cenário eleitoral interno, especialmente quando surgem lideranças competitivas para cargos majoritários.

Com a manutenção da pré-candidatura de Sílvia Cristina, a disputa pelo Senado dentro da Federação União Progressista permanece aberta e deverá continuar sendo um dos principais focos das negociações políticas nos próximos meses.

Enquanto isso, o cenário para 2026 continua em construção. A permanência de Sílvia Cristina na corrida ao Senado fortalece sua posição dentro do partido e mantém viva uma candidatura que aparece entre as mais competitivas do Estado. Ao mesmo tempo, as divergências internas revelam que a formação das alianças ainda deverá enfrentar novos capítulos antes da definição oficial das chapas para as eleições do próximo ano.

Até o momento, Maurício Carvalho não se manifestou publicamente sobre as articulações atribuídas a ele nos bastidores políticos.

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