Esporte

Senadores de Rondônia custam, por dia, R$ 2.838,09 aos cofres públicos- por Alan Alex

E ainda, porque o DER é tão cobiçado por partidos e políticos

A conta é das crianças

Desde 2013, quando o governo da enganação, ops, da cooperação decidiu cancelar o contrato com a empresa de vigilância que cuidava das escolas que teve início a verdadeiro festival de saques e destruições nas unidades da rede de ensino. E temos uma recordista, desde novembro de 2013 até agora, a Escola Estadual Padre Mário Castagna, situada na Zona Sul de Porto Velho foi invadida 25 vezes, o que dá uma média de 1,6 invasão por mês. A segunda colocada é a Maria Carmosina (15 vezes). E estamos falando apenas de Porto Velho, porque no restante do Estado a situação é igual.

Esse governo

Se é que pode assim ser chamado, declarou oficialmente logo após o cancelamento do contrato, que “tudo que for roubado pode ser reposto”. Pois é, impressiona o descaramento. Enquanto isso, professores e diretores vivem apreensivos, sem saber se no dia seguinte terão condições de lecionar, já que os poucos materiais disponíveis são roubados e seus espaços vandalizados. Se é dessa forma que o estado “fica no azul”, tem coisa muito, mas muito errada mesmo. Sacrificar a educação não é alternativa.

Pior

Que o tal “sistema de vigilância eletrônica” não serve para nada, já que em muitos casos os bandidos levam até as câmeras. Seria interessante repassar a conta desse prejuízo aos ordenadores que tiveram essa brilhante ideia de jerico.

Coronelização

O (des)governador Confúcio resolveu investir na caserna, como se isso fosse solução para os problemas do Estado. Após passar quatro anos com uma equipe completamente desafinada, com grande parte envolvida em escândalos de corrupção, denúncias de malversação e até prisões, ele resolveu convocar coronéis (de verdade) para assumirem pastas. Atualmente já são quatro, na Sedan, DER/DEOSP, Folha de Pagamento e SEJUS. Se isso terá resultado positivo, não sei, mas creio que pelo menos a pavonice vai reduzir, afinal a grande maioria dos militares não é muito chegada a holofotes.

Mas

Administrativamente falando, só o tempo irá dizer.

Cobiça

O Departamento de Estradas e Rodagens é de longe o órgão do governo mais cobiçado, e isso tem uma razão bem simples, ele dá visibilidade política. Como diretor a atuação é direta junto às prefeituras e estrada é essencial principalmente para as populações de zona rural. Foi o DER, por exemplo, que deu visibilidade a Valdir Raupp e mais recentemente a Lúcio Mosquini, até então um ilustre desconhecido.

Porém

Não quer dizer que eles tenham sido grandes diretores, longe disso. Se olharmos nossas estradas atualmente veremos que elas estão longe de valer o que alega-se ter sido gasto. Fazer e conservar estradas em um estado imenso como o nosso é uma obrigação do governo. Os municípios terminam ficando reféns do DER exatamente pela falta de condições financeiras, e por vezes são punidos por questões políticas. O DER deve ser apolítico, teria que ser uma autarquia comandada por engenheiros de carreira e não por indicação do partido a ou b.

Desperdício

E em Ji-Paraná jaz uma frota inteira de máquinas pesadas do DER que estão sem peças de reposição, sem contar outras que “sumiram” misteriosamente.

Sem chance

Daniel Pereira, vice-governador estaria de olho em uma vaga no Tribunal de Contas. Não vai acontecer, a não ser que ocorra alguma fatalidade. Euller Potiguara, atual presidente Corte tem apenas 58 anos, a idade compulsória para aposentadoria é 70. Francisco Carvalho tem 56 e também não pensa em pendurar as chuteiras. Além do mais, ambas as vagas pertencem ao legislativo, ou seja, ele precisaria ser indicado pela Assembleia. Essa parte não seria tão dificil, até porque dos 24 deputados estaduais, apenas dois se declaram como oposição ao governo, Jesuíno Boabaid e Hermínio Coelho.

Viajantes

Na Câmara dos Deputados os dois parlamentares de Rondônia que andaram circulando pelo mundo foram  ex-deputado Padre Ton que andou pela Austrália, China, Equador, Marrakech e Bélgica; Marcos Rogério, que foi aos Estados Unidos, Vietnã e Itália e Marinha Raupp, que esteve em Cuba e África do Sul. Resultados práticos para Rondônia mesmo…

Gastos excessivos

O povo brasileiro paga tudo para políticos, dos almoços a viagens, basta o deputado ou senador apresentar uma nota fiscal e tá tudo certo. Evidente que a comparação que farei agora não tem parâmetros com nossa realidade tupiniquim, mas vamos lá, nos Estados Unidos o presidente paga todas as suas contas pessoais, do barbeador a comida. Apenas jantares diplomáticos na Casa Branca ficam por conta do erário. Para se ter uma idéia, se no meio da noite o presidente quiser um hamburguer, ele o terá, mas o valor é debitado de seu salário, e quem controla tudo isso é a receita federal. Para reformas na Casa Branca, o Congresso destina uma verba única de U$ 100 mil.

Falando em gastos

O senador Acir Gurgacz custa aos cofres públicos a módica quantia de R$ 949,90 por dia. Valdir Raupp custa R$ 976,69 e Ivo Cassol R$ 911,50 (em 2014 ele ficou afastado por seis meses). A deputada Marinha Raupp nos custa diariamente R$ 978,78, Nilton Capixaba R$ 1,103.69, Marcos Rogério R$ 937,53 (falando apenas dos reeleitos). O deputado Nilton Capixaba custou, ao longo de 1461 dias de mandato, exatos R$ 1,612,497.58 e o senador Valdir Raupp R$ 1,426,937.40 pelo mesmo período. A conta inclui gastos com passagens aéreas, alimentação, gabinetes, etc.

Inspeção veicular

O programa Fantástico da Rede Globo apresentou no último domingo reportagem mostrando que no Rio Grande do Norte foi criada uma lei estadual tornando obrigatória a inspeção veicular. Por aqui também tempos portaria do Detran determinando que esse serviço seja feito por empresas terceirizadas. Um doce para quem adivinhar a que grupo político as empresas responsáveis por esse serviço aqui são ligadas.

Black box

A caixa preta do Detran será aberta, e não demora. São tantas taxas absurdas que elevaram os custos de serviços antes tão simples e baratos. Uma das taxas mais descabidas que se paga é a dos Bombeiros. É meramente protocolar e desnecessária, principalmente em se tratando de carros zero quilômetro, vai inspecionar o que cara-pálida?

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondencia para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Cuba descobre variante mais agressiva e preocupante do HIV

Especialistas em saúde de Cuba detectaram há alguns anos algo diferente e pouco comum nos pacientes com o vírus do HIV no país: eles desenvolviam a Aids de uma forma extraordinariamente rápida. Tão rápido que, em menos de três anos, já se encontravam muito doentes, sem praticamente tempo de perceberem que tinham o HIV. Um grupo internacional de cientistas chegou para investigar a situação e concluiu que, realmente, em Cuba existe uma variante do HIV que é muito mais agressiva. “Sabemos que 144 pacientes têm essa linhagem do vírus, mas com certeza há mais gente. Isso é só o que conseguimos contar”, disse Anne Mieke Vandamme, da Universidade Leuven, da Bélgica. Vandamme, cujo trabalho foi publicado na revista EBioMedicine, explicou que se trata de uma linhagem do vírus que foi originalmente descoberta na África. “Ela foi parar em Cuba por meio das relações dos cubanos com a África. Ainda que não tenhamos conhecimento de que a linhagem tenha se disseminado pela África, ela tem se disseminado em Cuba”, acrescentou. Em uma infecção comum, o vírus usa o ponto CXCR5. Depois de muitos anos em pleno estado de saúde, ele se muda para o CXCR4, o que coincide com a aceleração da propagação da Aids. A equipe de cientistas, liderada por Vandamme, observou que, nos pacientes cubanos, essa transição acontece de forma muito mais rápida. Isso quer dizer que o vírus não “espera” tanto para se dirigir ao CXCR4. O que elimina, de forma drástica, a fase em que o paciente tem uma vida saudável. A epidemia cubana é majoritariamente do sexo masculino – 80% de todos os infectados são homens. O Estado oferece atenção e tratamento gratuito a todos os infectados.

 

 

 

 

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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