Resenha Politica

Senador Marcos Rogério, Ivo Cassol e Governador Marcos Rocha estiveram com Bolsonaro na inauguração da Ponte do Abunã – Por Róbson Oliveira

PONTE 

Li e ouvi os mais variados comentários da aglomeração formada sobre a ponte de Abunã durante o evento de inauguração organizado para receber o senhor presidente da república Jair Bolsonaro. A maioria criticando a aglomeração e a falta do uso de máscaras. Nada do que ocorreu sobre aquela estrutura de concreto que liga o município e o distrito de Abunã aos distritos de Vista Alegre, Nova Califórnia e Extrema foi surpresa. O desrespeito às regras sanitárias num espaço majoritariamente “bolsonarista” não surpreendeu. Novidade seria o contrário.

FORA DA LEI 

O que chamou muito a atenção foi o passeio de Bolsonaro na ponte sobre uma motocicleta de alta cilindrada sem capacete e escoltado por quem deveria exigir que a lei que obriga a todos o uso do equipamento fosse cumprida. A obrigatoriedade do capacete não tem excludente eximindo autoridade a cometer delito de trânsito.

PAPAGAIO 

Embora o veio da Havan estivesse presente na inauguração da ponte fantasiado de psitacídeas, havia outras personalidades com pose de papagaio de pirata disputando os holofotes ao lado de Bolsonaro. Marcos Rocha, Marcos Rogério e Ivo Cassol disputaram a cotoveladas a melhor posição de foto ao lado do presidente, pois sabem que em Rondônia o presidente Jair Bolsonaro ainda é o maior cabo eleitoral que empoderou no governo rondoniense um coronel sem a verve de estadista nem os rompantes dos populistas.

Marcos disputam Bolsonaro; Petistas tomaram as redes sociais; Pressão sobre o governador

VAIAS 

Naquela multidão de curiosos autodenominados extremistas de direita, com a presença de autoridades que professam as mesmas ideologias não faltaram para alguns deles as vaias. Exceto o presidente que foi recebido com ovação, o governador de Rondônia, prefeitos e deputados quando anunciados eram rechaçados. A pouco mais de seis meses do ano eleitoral, vaias num ambiente entre iguais revelam preocupação a quem necessita convencer os demais segmentos políticos do eleitorado para vencer o pleito estadual. Pior ainda para quem terá que defender o atual legado numa eventual reeleição.

MARCA 

Sem uma obra indelével para apresentar como marca da administração estadual e que seja capaz de convencer o eleitor a lhe conceder mais quatro anos de mandato, a eventual candidatura de reeleição do governador Marcos Rocha vai ser espinhosa. Nesta próxima eleição não adiantará repetir o mesmo mantra de amigo do Bolsonaro que ajudou a sair vitorioso em 2018, visto que a relação tão propalada não serviu para que Rondônia fosse melhor aquinhoado com recursos federais. Sequer as dívidas líquidas do estado foram saldadas em razão do relacionamento de farda que tanto o coronel repetia e que ajudaria com o apoio do capitão a governar nosso estado. Tudo lorota!

ESCUDEIRO 

Percebendo o enfraquecimento do coronel junto ao eleitorado rondoniense bolsonarista, o senador Marcos Rogério (DEM), provável candidato a candidato a governador, tem se notabilizado como membro da CPI da Covid como o fiel escudeiro dos interesses do Palácio do Planalto. Não há uma intervenção do parlamentar na comissão que não seja para evitar que a investigação alcance o governo e o presidente Jair Bolsonaro. Do ponto de vista da lealdade, Marcos é hoje para Bolsonaro o que Queiroz tem sido para a família – guardadas as devidas diferenças.

SIAMESES 

O encontro entre Cassol e Bolsonaro sobre a ponte foi amistoso e com trocas de amenidades. Cassol, astuto e oportunista que é, tascou logo um “tamo junto” ao abraçar o presidente sob os olhares arregalados do governador Marcos Rocha. Naquele afago fraternal foi possível observar o quanto um e o outro têm mais semelhanças do que aqueles que almejam a unção presidencial. Cassol evitou falar de tratamento precoce contra a Covid o que livrou o bucho saliente de Bolsonaro de sair de Rondônia com alguma queimadura. Nem Bolsonaro deu um envelope de hidroxicloroquina ao ex-governador. Os concorrentes ao governo é que não gostaram de tanta efusividade nesse encontro.

BOBAGEM 

Os petistas tomaram as redes sociais para protestar inutilmente que a obra da ponte teria sido iniciada no governo de Dilma Rousseff sem que nenhuma referência fosse feita. Um protesto solitário e sem repercussão prática porque a foto que registra a inauguração de qualquer obra, seja aqui, seja alhures, é a que vale para história e quem está na foto é Jair Bolsonaro. Apesar de iniciada no governo petista.

EMENDAS 

Também houve a lembrança petista de que parte dos recursos destinados à obra teria sido da lavra da ex-senadora Fátima Cleide. Alguns, mais afoitos, chegaram a escrever que era desonestidade intelectual (pasmem) a não menção ao nome da ex-senadora. É verdade que a senadora deu uma grande contribuição para que as obras saíssem do papel, assim como todos os demais senadores da sua época colaboraram a exemplo de Valdir Raupp e Ivo Cassol. Várias emendas foram destinadas à obra, inclusive dos deputados federais da bancada anterior. Faço o registro a bem da verdade, mas quem levou os louros foi Jair Bolsonaro. O que é absolutamente normal já que na placa consta o nome de quem inaugurou, para irritação dos petistas mais assanhados.

 DIPLOMA

Há uma pressão forte sobre o governador para que sancione uma lei estadual autorizando portadores de diplomas de medicina a atuarem nas unidades de saúde de Rondônia sem que sejam obrigados a fazer o Revalida. Uma lei que, sancionada, será derrubada nas cortes superiores já que a profissão é regulamentada por lei e que exige o registro no órgão do conselho para que o médico seja fiscalizado no exercício profissional. E não pode ser diferente. Uma lei estadual não revoga uma federal. Pode-se até achar que a lei é injusta e serve apenas a reserva de mercado, mas é a lei. Cumpra-se. O resto é demagogia visando as eleições 2022.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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