Noticias

Senado defende implementar o juiz de garantias

Liminar (decisão provisória) suspendeu criação desse tipo de juiz, prevista no projeto anticrime aprovado pelo Congresso. Supremo tem audiências públicas marcadas para discutir o caso.

O Senado defendeu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja derrubada a liminar (decisão provisória) que impede a implementação do chamado juiz de garantias. Ainda segundo o Senado, não cabe ao Poder Judiciário o papel de “instância revisora” das decisões do Legislativo.

O Senado prestou informações nesta quinta-feira (27) ao STF nas quatro ações que questionam o juiz de garantias, cujo relator é o ministro Luiz Fux.

Em janeiro, Fux suspendeu a implementação do instituto por tempo indeterminado e convocou audiências públicas para discutir o tema com especialistas e entidades, marcadas para o mês que vem.

O juiz de garantias, previsto no pacote anticrime aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no fim do ano passado, permite a atuação de dois juízes por processo:

  • um para atuar somente na fase de investigações, autorizando buscas e quebras de sigilo, por exemplo (juiz de garantias);
  • outro para trabalhar quando a ação penal é aberta, no julgamento propriamente dito, até a sentença.

Para os advogados do Senado, os autores das ações pretendem “alterar a decisão prevalecente no Congresso Nacional, transformando o Supremo Tribunal Federal em instância revisora de um processo decisório eminentemente político, ainda que também jurídico”.

O Senado também afirmou que, se o plenário do Supremo referendar a liminar concedida por Fux, haverá uma “inconstitucional interferência nas atribuições do Poder Legislativo”.

Segundo o Senado, “o objetivo é obter-se, sempre, a máxima funcionalidade do regime político constitucional”.

A Casa argumentou que o texto aprovado tem “o objetivo de diminuir a impunidade, aperfeiçoar o processo penal e trazer mais paz social à sociedade brasileira”. E que “o Poder Legislativo é o ambiente propício e constitucionalmente adequado para essa escolha e delimitação”.

“Isso não implica a absoluta soberania do Parlamento, mas o reconhecimento de que o Parlamento, casa política que encarna o sistema de representação política consagrado desde a Grécia Clássica, representa a vontade popular em ação”, completou o Senado na manifestação ao STF.

Ao prestar as informações, o Senado afirmou ainda que, na avaliação do aspecto econômico e orçamentário do projeto, concluiu “pela compatibilidade e adequação orçamentária e financeira dele”.

Ao prestar as informações, o Senado afirmou ainda que, na avaliação do aspecto econômico e orçamentário do projeto, concluiu “pela compatibilidade e adequação orçamentária e financeira dele”.

FONTE: G1.COM

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]