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Seminário “Porto Velho: Oportunidades & Investimentos” é sucesso de público ao debater potencialidades da capital

Evento na Fiesp reuniu empresários, investidores e reforçou oportunidades de negócios na capital

O seminário “Porto Velho: Oportunidades & Investimentos”, realizado na manhã desta sexta-feira (17), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, foi um sucesso de público ao debater sobre as potencialidades de Porto Velho.

O seminário, realizado pelo Jornal Valor Econômico, foi transmitido ao vivo, reunindo autoridades, empresários e investidores, demonstrando as oportunidades de negócios e as vantagens competitivas que a cidade oferece.

Evento aconteceu na sede da Fiesp, em São PauloEvento aconteceu na sede da Fiesp, em São Paulo

A programação foi dividida em Rodada de Cases Empreendedores Locais, Rodada Sustentável, Rodada de Oportunidades e Rodada de Ações Públicas. Todo o evento foi conduzido pela jornalista e apresentadora Cassia Godoy.

A série de palestras foi iniciada com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Marcelo Thomé, que abordou sobre a capacidade logística e a possibilidade de negócios que Porto Velho oferece, com destaque para o grande potencial de transações comerciais com os países andinos vizinhos.

A palestra de encerramento ficou a cargo do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que salientou a grande vitrine de negócios que a capital se tornou, com a modernização da legislação e investimentos que melhoraram a infraestrutura da cidade.

PALESTRAS

Evento foi sucesso de público em São PauloEvento foi sucesso de público em São Paulo

O diretor de Relações Institucionais e Programas Setoriais da Eletrobras, Bruno Eustáquio, falou sobre a contribuição da geração de energia do Rio Madeira, com a hidrelétrica de Santo Antônio gerando energia para 40 milhões de brasileiros.

Júlio Freitas, CFO da Jirau Energia, salientou que a usina é a quarta maior geradora de energia do país e exibiu um vídeo com um resumo dos dez anos de trabalho da empresa. São mais de 40 milhões de brasileiros recebendo a energia gerada em Jirau, no Rio Madeira.

O diretor institucional da Vinci Aeroportos, Thierry Besse, pontuou que desde 2021 a empresa está presente na região Amazônica, na concessão de sete aeroportos. Ele relatou ainda que o aeroporto de Porto Velho está passando por uma obra grandiosa de expansão, até outubro ficando pronta. “Porto Velho tem um diferencial claro: a visão pró negócios de seus gestores. Isso nos dá confiança para seguir com esse projeto”.

Série de palestras foi iniciada com o presidente da Fiero, Marcelo ThoméSérie de palestras foi iniciada com o presidente da Fiero, Marcelo Thomé

O diretor de Novos Negócios do Grupo Simões, Maurício Kerbauy, destacou que a empresa está diversificando sua atuação, com o investimento em um terminal de grãos para escoar a produção agrícola. “Já atuamos em gás, em logística de combustível e outros setores. Porto Velho é uma de nossas casas desde a década de 1980”.

O sócio proprietário da empresa Cairu, Eugênio Ribeiro, maior fabricante de bicicletas e de capacetes do país, também proferiu uma palestra. “Nascemos em Rondônia, crescemos em Rondônia, e hoje produzimos 1 milhão de capacetes ao ano e 650 mil bicicletas ao ano. Atuamos na distribuição de peças de bicicletas e de motocicletas, além dos combustíveis. Rondônia cresce sempre acima da média nacional e temos todo um cenário favorável para crescer ainda mais”.

Também participou o empresário Mário Gazin, fundador da rede de lojas Gazin, com mais de 300 lojas. “Temos uma usina solar em construção, em Ji-Paraná, onde investimos R$ 5 milhões. Já fizemos uma em Vilhena. Temos 13 lojas em Porto Velho, onde faturamos mais de 600 milhões. Rondônia é um pequeno Paraná, ao meu ver, e tem muita coisa boa acontecendo lá. Temos um agro forte, com terras mais baratas e portos prontos para exportar e mais perto”.

MAIS EMPRESAS

Evento contou com a presença de autoridades Evento contou com a presença de autoridades

O co-presidente da Ancar Ivanhoe, Marcelo Carvalho, informou que desde 1972 que a empresa investe no setor de shoppings centers, sendo pioneiros em algumas capitais com esse tipo de empreendimento. “Porto Velho nos recebeu de braços abertos e foi um marco que aumentou a qualidade do varejo na capital. Um shopping é um equipamento da cidade e meu pai, Sérgio Carvalho, dizia que ‘tudo o que for importante para a cidade, o shopping deve estar envolvido’. Estamos sempre inovando e ampliando a nossa capacidade de atender”, enfatizou.

A diretora da SBS Empreendimentos, Phaena Spengler, disse que Porto Velho, há 28 anos quando a empresa chegou à cidade, oferecia muitas áreas e pouca verticalização. “A gente avançou, se desenvolveu junto com a cidade. São mais de 3 mil unidades de apartamentos entregues. Estamos com novos modelos de negócios e o nosso foco é atender as necessidades das pessoas, criando valores e promovendo a sustentabilidade”.

O diretor presidente do Grupo Bemol, Denis Minev, explanou que atua com empresa de gás e loja de varejo. “Gostaria de argumentar que Porto Velho é o Estado mais promissor da nação. Em 1960, Rondônia tinha 100 mil habitantes. Hoje, nos aproximamos de 2 milhões de pessoas. Entre as décadas de 1970 e 1980, o Governo levou famílias, principalmente do Sul do país, para desbravar o Estado. Não conheço no Brasil, cidades com pouco tempo de existência, com tantos empreendedores como em Rondônia. Ao longo da BR-364, as cidades têm grande potencial de crescimento e é isso que estamos vendo”. Ele pontuou ainda que “temos o menor índice de pobreza, melhores índices educacionais, muitos alunos do ensino superior, principalmente nas faculdades privadas, e uma saúde privada das mais avançadas na região Norte. Rondônia é o Estado mais promissor do país”.

TURISMO

Seminário foi transmitido ao vivo e pode ser assistido on-lineSeminário foi transmitido ao vivo e pode ser assistido on-line

Em seguida, foi exibido um vídeo com o material “O Melhor de PVH – Terra de Bravos Pioneiros”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur), mostrando as belezas naturais e as potencialidades turísticas, exaltando a exuberância da natureza amazônica, a história, a cultura e as tradições de um povo que se orgulha de suas raízes e de sua formação tão diversa. Um destaque especial foi a gastronomia rica de Porto Velho.

MAIS DEBATES

A gerente geral do Banco da Amazônia (Basa), Joana Emília, afirmou que “em cinco anos, aplicamos mais de R$ 3 bilhões no financiamento de micro e pequenas empresas, em diversos segmentos. Rondônia possui 15 agências do Basa e vai ganhar mais duas no próximo ano”.

Foram cerca de 3 horas de palestras sobre o potencial de Porto VelhoForam cerca de 3 horas de palestras sobre o potencial de Porto Velho

O CEO do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Jr, ressaltou que “o que a gente sempre discute e o grande desafio nosso, creio, é resolver o desconhecimento. Temos duas hidrelétricas no mesmo município e isso não é comum, mas pouco conhecido e valorizado. Temos um desafio da comunicação e desde a década de 1970 que estamos atuando em Porto Velho”.

O presidente da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH), Leandro Dill, apresentou a palestra “Uma Porto Velho de Oportunidades”, trazendo informações acerca das potencialidades de negócios. “Temos uma posição geográfica privilegiada, uma crescente no hub de logística, com destaque para os portos que integram o Arco Norte, energia elétrica abundante e uma capacidade produtiva que está em expansão e se somam a uma série de ações públicas e privadas”, destacou.

A primeira-dama e deputada estadual Ieda Chaves também participou do evento e em sua fala reforçou as potencialidades da capital.

Todo o seminário “Porto Velho: Oportunidades & Investimentos” foi transmitido ao vivo pela internet, e pode ser assistido aqui.

FONTE: ASSESSORIA COMDECOM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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