Resenha Politica

Selvageria na convenção do MDB; Pimentel, o primeiro a abandonar o barco, Raupp em maus lençóis -por Robson Oliveira

SELVAGERIA – As cenas de selvageria que foram protagonizadas na convenção do MDB ecoaram muitos mais do que a dissimulada pacificação que culminou com a indicação das candidaturas a governador e duas ao Senado Federal. Presente ao pugilato partidário, este cabeça chata reviveu cenas de violência no velho MDB, vistas somente na década de oitenta quando o partido escolheu para disputar a prefeitura da capital Jerônimo Santana e Tomás Correia, preterindo a pré-candidatura a vice-prefeito da então vereadora Raquel Cândido, o que desencadeou trocas de socos e pontapés, no prédio da antiga Câmara Municipal de Porto Velho.

VIOLÊNCIA – No último sábado, partidários da candidatura de Confúcio Moura partiram para pancadaria quando perceberam que os convencionais do MDB teriam que escolher entre duas chapas com apenas um nome ao senado: uma liderada pelo senador Valdir Raupp e a outra pelo ex-governador Confúcio Moura. Pressentindo que não teriam votos suficientes para impor a candidatura de Confúcio Moura, um grupo liderado por um lutador de boxe invadiu o local na convenção destinado aos convencionais e distribuiu socos e pontapés para todos os lados, causando uma confusão dos diabos. Os ânimos estavam tão exaltados que o pacato Tomás Correia terminou dando um tapa no rosto de Emerson Castro, principal chefe da tropa de choque do ex-governador na convenção, embora depois os dois terem aparecido juntos em público alegando que a bolacha teria sido acidental.

VALE TUDO – A confusão patrocinada pelos partidários de Confúcio Moura foi o divisor de águas da convenção emedebista. Sem o vale tudo que provocou todo o rebu das bofetadas, Confúcio Moura não seria candidato a senador. Desde a noite anterior (sexta-feira) à convenção, os nervos do ex-governador estavam à flor da pele e sua motivação era de beligerância, visto que se dirigiu até o hotel Rondon, onde o senador jantava com convencionais, e com dedo em riste fez várias ameaças a Raupp caso o senador impedisse que seu nome fosse homologado para uma vaga ao Senado Federal. Quem assistiu à cena testemunhou um Confúcio totalmente diferente daquele velhinho que em público ostenta uma imagem de monge tibetano. O vale tudo da convenção do MDB foi a tábua de salvação da candidatura a senador do ex-governador.

ROMPIMENTO – Não passou despercebido entre os emedebistas o rompimento entre a família Raupp e o ex-secretário de saúde estadual Williams Pimentel. Durante mais de vinte anos Pimentel era unha e carne com a família Raupp, ao ponto do serem vistos em festas familiares. A maioria dos cargos assumidos por Pimentel foi indicação da deputada federal Marinha Raupp e do senador Valdir Raupp, mas na convenção do MDB o ex-aliado era um dos convencionais mais hostis ao casal. Antes da pancadaria generalizada coube a Williams Pimentel os primeiros arroubos histéricos que culminaram por aumentar o clima de animosidade entre os grupos partidários. Pimentel tem assumido uma postura pré-eleitoral como se a sua eventual eleição fosse favas contadas.

CAPITULOU – Com as duas candidaturas ao senado homologadas pelo MDB, após a capitulação de Raupp, dificilmente o partido tenha musculatura para eleger os dois. Aliás, é fácil deduzir que os resquícios do vale tudo da convenção afetaram substancialmente o palanque emedebista, o que poderá causar estragos nas campanhas de ambos. Ademais, o número enorme de candidatos às vagas ao Senado e os nomes lançados, fora do espectro do MDB, podem surpreendê-los caso não pacifiquem o palanque. E uma pacificação a esta altura do vale tudo é pura lorota!

PAZ – Um dia após a convenção do pugilato, o PDT de Acir Gurgacz, PSB de Mauro Nazif e o PP de Ivo Cassol realizaram uma convenção conjunta sem maiores sobressaltos e confirmaram a candidatura a governador de Acir. Para cutucar os adversários do MDB, divulgaram em seus releases que foi a convenção da paz. Uma paz que pode ainda virar confusão durante a campanha, haja vista não ser segredo para ninguém que os senadores Acir Gurgacz (PDT) e Ivo Cassol (PP) não se bicam, embora evitem polemizar a relação para não causar prejuízos à coligação. Já há quem diga que jacaré e cobra são uma simbiose no pule de dez para barulho grande.  Ainda assim os pedetistas fizeram uma festa civilizada e bem animada.

CANDIDATURAS – Três candidaturas a governador já foram homologadas: Acir Gurcacz (PDT), Mauro de Carvalho (MDB) e Pedro Nazareno (PSTU). A coligação PSDB/DEM/PSD deve homologar no próximo domingo, na FIMCA, às nove horas, a candidatura de Expedito Junior, e a REDE, do professor universitário, Vinicius Miguel. Restarão as confirmações dos candidatos do PSL – mesmo uma legenda nanica está com problemas internos – com o nome do milionário Zé Jordan e o PT que tem como pré-candidato o jornalista Dom Benito.

LISTA – Há um equívoco monumental achar que todos os nomes listados numa relação no Tribunal de Contas do Estado – ou mesmo no TCU – estão automaticamente fora das eleições. Irregularidade insanável do que trata a lei da ficha limpa para ser configurada é necessário o ato doloso de improbidade administrativa. Não é qualquer condenação que implica em inelegibilidade. É preciso que a irregularidade sindicada naquelas contas seja insanável. A lista relaciona toda condenação, cabendo ao Tribunal Regional Eleitoral, no julgamento do registro, avaliar quais condutas são submetidas ao artigo 1º, línea “g”, da lei da ficha limpa. Portanto, muitos nomes ali relacionados vão registrar candidatura.

MONARQUISTA – Acontece nesta quarta-feira, às 14 horas, nas dependências do Hotel Golden Plaza, o Encontro Monárquico do Estado de Rondônia. Um grupo monarquista de Rondônia, responsável pelo nobre evento, vai recepcionar o príncipe Dom Antônio de Orleans e Bragança e a princesa Christina de Ligne. Os convidados participarão de um ciclo de palestras com a Procuradora de Justiça Lia Torres, com Peterson Freitas Inácio, líder da OIB/RO, e com Ezequiel Novais, Chanceler do Círculo Monárquico de Montes Claro. Na programação consta também um banquete oferecido pela realeza para um grupo seleto de entusiastas da Casa de Bragança. Embora convidado, este plebeu declinou do convite por razões históricas.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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