Resenha Politica

Secretário de Saúde de Rondônia foi visitar a família em Goiás e nunca mais voltou – Por Róbson Oliveira

PROTOCOLOS

A pandemia provocou várias mudanças no cotidiano das pessoas e, via de regra, obrigou as autoridades a se curvarem à nova realidade estabelecendo normas e protocolos de convivência. O distanciamento entre as pessoas, utilização obrigatória de máscara nos ambientes fechados e o uso de produtos de higiene pessoal foram algumas regras estatuídas como forma de prevenção ao Covid 19. Em geral a forma de fazer campanha, em particular nestas eleições, também foi afetada pela pandemia.

FÓRMULAS

Não há mais uma fórmula fechada de marketing para os candidatos e todos devem encontrar um caminho próprio para convencer os eleitores. Mas as mídias sociais, preponderantes nas eleições passadas, vão ser decisivas nas atuais. Usadas na medida certa e manejadas com as ferramentas adequadas. Os alquimistas dos programas disponíveis na TV e rádios são personagens superados e obrigados a se reinventarem. Conteúdo e candidato bem preparado para debater os mais variados temas serão ingredientes indispensáveis a esta nova realidade. Um bom debatedor não significa sucesso imediato, mas pode ser o diferencial para o eleitor da capital acostumado a decidir o voto nos últimos minutos que antecedem as eleições.

MOMENTO

As pesquisas são importantes a qualquer comitê eleitoral como bússola para pautar a campanha, embora poucos saibam decifrar os números apurados porque refletem tão somente aquele momento em que é apurado. Contudo, um questionário bem elaborado consegue captar percepções que dão indicações diversas daquelas reveladas nos percentuais concluídos e podem dar subsídios para redirecionar a campanha de mídia.

FRIEZA

Com uma campanha eleitoral sem o contato direto com as pessoas, visto que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs restrições na campanha de rua em razão do Covid. Compreender esta percepção longe do contato direto com o eleitor faz da boa pesquisa interna um instrumento poderoso. Esta será uma eleição fria do ponto de vista do engajamento físico e muito quente no virtual. O que exigirá dos candidatos impor limites aos apoiadores já que a Justiça Eleitoral também está se preparando tecnologicamente para fiscalizar e por ordem aos excessos. Trocando em miúdos: as mesmas ferramentas indispensáveis à vitória podem ser igualmente ágeis para uma derrota.

CAPITAL

Embora o prefeito da capital tenha dado todos os sinais de que está fora da disputa e não tem intenção de carregar nenhum candidato nas costas, as especulações em torno do seu nome aumentam na medida que as obras em andamento aparecem. Hildon Chaves não é candidato e, sem querer fazer exercício de adivinhação, não será. Mas no segundo turno, quem o atacar no primeiro, vai se arrepender pelo que disse. Quem viver verá. O PSDB estuda outras opções eleitorais e, entre elas, dificilmente recairá sobre o nome da deputada federal Mariana Carvalho. Mais uma vez por razões simples: ela não quer nem dá sinais também de querer. Caso aceite por pressão, aí sim será uma surpresa para a coluna e baixas previsíveis que exigirão dela muita articulação.

ARIQUEMES

Diferente da capital, Ariquemes começa a definir os postulantes ao paço municipal com o retorno à disputa do atual prefeito Thiago Flores que, em abril passado, havia anunciado que estaria fora da reeleição. Mais dois nomes com apelo eleitoral concorrem: Tiziu Idálias e Lucas Folador. Nenhum deles vai ter vida fácil nas eleições com flores perfumando, especialmente o atual prefeito. Olhando de longe o cenário e desenhando perspectivas, o menino Lucas vai exigir do Thiago muita lábia nos debates para vencer outra vez. A tendência é Tiziu cantarolar em outra freguesia em razão do time que perdeu em sua brevíssima carreira parlamentar.

DESGASTE

Em Guajará-Mirim, município conhecido como a pérola do Mamoré, o atual alcaide passa por um desgaste tão grande que é consenso entre os observadores políticos de que a reeleição é uma tarefa quase impossível. Mesmo política sendo como nuvem que muda conforme as circunstâncias, nem o prefeito acredita numa reviravolta. A disputa voto a voto começa a se desenhar entre os prováveis postulantes, Serginho e Caçador. O segundo, irmão do deputado federal Coronel Crisóstomo, terá o apoio dos bolsonaristas, embora sob oposição do governador Marcos Rocha. Um apoio que não interessa ao Caçador, visto que é o município em que o apoio do coronel atrapalha muito mais que ajuda em razão dos percentuais negativos sofridos pelo governo com o desgaste da pandemia.

AUSÊNCIA

É compreensível a preocupação do Secretário Estadual da Saúde, Fernando Máximo, com a recuperação dos seus familiares acometidos pelo coronavírus. Também é compreensível ele se ausentar do solo rondoniense por uns dias para acompanhar em Goiânia a recuperação do irmão famoso e dos pais. O que não é compreensível é o tempo longo da ausência em Rondônia onde todos os dias concidadãos têm suas vidas ceifadas pelo vírus. Principalmente depois que o chefe do secretário (governador) criticou a ausência do prefeito da capital que viajou para rever familiares. O pau que bate em Chico é o mesmo que bate em Francisco. Ausência é ausência em tempos de crise sanitária.

TESTES

Os testes comprados por alguns governadores para aferir  o Covid de forma rápida na população derrubaram as secretarias de saúde do Distrito Federal e do Rio de Janeiro. As investigações nos demais estados estão bem avançadas e quem adquiriu os mesmos insumos nas mesmas empresas investigadas – empresa goiana – vai ter muito o que explicar.

RUMORES

Em entrevista numa emissora de Porto Velho o médico Hiran Gallo, futuro presidente do Conselho Federal de Medicina, criticou o Governo de Rondônia pela compra do hospital Regina Pacci. Para Gallo, a aquisição não foi um bom negócio para os cofres públicos. Eis aí um gasto que vamos ouvir falar por muito tempo. Nos bastidores há muitos murmurinhos em torno do negócio e os órgãos de controle estão analisando todos os atos administrativos. Após as verificações veremos se as críticas são pertinentes.  Por enquanto os rumores são muitos, mas são só rumores. Aguardemos!

RECESSÃO

O Produto Interno bruto (PIB) sofreu a maior retração em comparação com o primeiro trimestre de 2020. Significa que a economia brasileira foi duramente afetada com a crise sanitária e pode voltar a uma recessão, o que afeta diretamente o emprego. É neste mar de incertezas que muitos prefeitos estão avaliando não disputar um segundo mandato para não afogarem seus currículos. Quem pensa que eleito vai navegar em mar de almirante vai morrer na praia. Sorte terá aquele prefeito que conseguir quitar a folha no mês trabalhado. A maré não está pra peixe. Até os candirus do Madeira perceberam.

CANAÃ

Sem entrar no mérito das questões judiciais que envolvem a fazenda Canaã e nem nas condutas que levaram sem terras a ocupá-la, tudo que até agora foi publicado é parte de um conjunto de atos que não foram cumpridos fielmente pelos adquirentes da área. A outra face desta querela, propositalmente esquecida, é que era uma área dividida em várias, adquirida via licitação, que foram juntadas uma à outra formando um grande latifúndio. Sem falar nas cláusulas resolutivas que foram descumpridas. Criminalizar apenas uma face da moeda é muito fácil. O difícil é cumprir a Constituição que exige uma função social para a terra.

AUTOR: JORNALISTA RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLÍTICA

  • A opinião publicada pelos nossos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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