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Reunião de tentativa de Golpe na Arom marcada em escritório de advogado ligado a Prefeito da capital

Doze prefeitos tentam dar golpe na AROM com apoio do advogado Nelson Canedo: “Reunião do Golpe” é marcada para esta quarta-feira (3)

Uma tentativa de golpe está em curso dentro da Associação Rondoniense de Municípios (AROM). Doze prefeitos de diferentes municípios do estado estão articulando a destituição da atual diretoria da entidade, que tem como presidente o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB). em uma manobra que levanta sérias suspeitas e revolta no meio político. A chamada “Reunião do Golpe” foi convocada para a próxima quarta-feira, 3 de abril, em um local que também chama atenção: o escritório do advogado Nelson Canedo, localizado na Rua Senador Álvaro Maia, 1366, bairro Olaria, em Porto Velho.

Tentativa de destituição da diretoria sem respaldo da maioria

O grupo de prefeitos, sem o respaldo de ampla maioria dos associados da AROM, convocou uma Assembleia Geral Extraordinária com o objetivo de destituir o atual presidente do Conselho e toda a diretoria da associação, além de eleger novos membros em seu lugar. O edital da convocação levanta questionamentos sobre a legalidade e legitimidade do ato, uma vez que há indícios de irregularidades estatutárias e interesses políticos por trás da movimentação.

Encontro será no escritório do advogado que já atuou contra seu próprio partido

O local escolhido para a realização da assembleia híbrida não é a sede oficial da AROM, mas sim o escritório do polêmico advogado Nelson Canedo. Canedo é conhecido por sua atuação controversa na política local, inclusive por ter movido ações judiciais contra a própria candidata de seu partido, conforme denunciado anteriormente pela imprensa rondoniense. Agora, ele aparece como um dos articuladores do movimento que tenta tomar o controle da AROM à força.

Prefeitos envolvidos na tentativa de golpe

Os prefeitos signatários do edital e que participam diretamente da articulação são:
Cleone Lima Ribeiro – Vale do Anari
Idiznei Castro Martins – Itapuã do Oeste
Charles Luis Pinheiro Gomes – Vale do Paraíso
Éder da Silva – Rio Crespo
Gilmar Tomaz de Souza – Governador Jorge Teixeira
Gilliard dos Santos Gomes – Theobroma
João José de Oliveira – Nova União
Ezequiel Saldanha – Urupá
Jair Luiz – Alvorada d’Oeste
Cícero Godoi – Castanheiras
Lucas Pereira – Primavera de Rondônia
Edilson Crispin Dias – São Miguel do Guaporé

Esses prefeitos alegam, no edital, motivos como “falta de transparência” e “descumprimento de obrigações estatutárias” para justificar a destituição. No entanto, lideranças municipais afirmam que essa justificativa não se sustenta juridicamente e esconde intenções de controle político da entidade.

Assembleia poderá ser contestada judicialmente

Juristas apontam que a tentativa de deliberar sobre destituições dessa magnitude sem a devida base legal pode ser invalidada judicialmente, especialmente se comprovado que a convocação não observou os quóruns e regras previstas no Estatuto da AROM.

Além disso, a reunião se dará em ambiente particular e sob condução de atores com interesse direto no desfecho, o que levanta ainda mais suspeitas sobre a real intenção do encontro.

Transparência e legalidade em risco

A AROM é a principal entidade de representação dos municípios de Rondônia, e tentativas de interferência política e manobras autoritárias colocam em risco sua credibilidade institucional. O momento exige responsabilidade, diálogo e respeito às normas estatutárias.


📌 “Reunião do Golpe”
📅 Data: 3 de abril de 2025
🕕 Horário: 18h (1ª convocação) / 18h30 (2ª convocação)
📍 Local: Escritório de Nelson Canedo — Rua Senador Álvaro Maia, 1366, Bairro Olaria, Porto Velho – RO

ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO

PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

ASSOCIAÇÃO RONDONIENSE DE MUNICÍPIOS – AROM EDITAL DE CONVOCAÇÃO Nº 001/2025 – ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Os Prefeitos dos Municípios signatários do presente instrumento, na qualidade de associados adimplentes da Associação Rondoniense de Municípios – AROM, no exercício da prerrogativa estatutária prevista no artigo 15, inciso II, do Estatuto Social, e com fundamento na Lei nº 14.341, de 19 de maio de 2022, que dispõe sobre as associações de representação de entes federativos, tornam pública a convocação da Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em caráter excepcional de urgência, nos termos do §1º do artigo 18 do Estatuto da AROM, observando-se as disposições legais e estatutárias aplicáveis.

Data: 03 de abril de 2025

Horário: 18 h em primeira convocação e 18h30min em segunda convocação Local: R. Senador Álvaro Maia, 1366 – Olaria, Porto Velho, RO 76801-270

Forma de realização: Híbrida (presencial e por meio de plataforma digital) Link de acesso remoto: https://meet.google.com/iba-jcfp-vfw

ORDEM DO DIA:

Deliberação sobre a destituição do Presidente do Conselho da AROM, em razão da inobservância dos deveres estatutários de transparência, do descumprimento de obrigações institucionais e da omissão frente a requerimento formal de prestação de contas e contratos administrativos, protocolado por prefeitos associados, bem como eleição para o cargo para completar o mandato;

Deliberação sobre a destituição dos membros do Conselho Diretor e Fiscal, bem como eleição para os respectivos cargos para completar o mandato;

Discussão e deliberação sobre qualquer tema a respeito do processo eleitoral, conforme deliberação dos presentes;
Assuntos gerais de interesse institucional da AROM;
Outros assuntos pertinentes que venham a ser suscitados pelos prefeitos presentes à Assembleia.

Nos termos do artigo 19 e do artigo 21 do Estatuto da AROM, a Assembleia Geral Extraordinária poderá ser convocada para deliberar sobre matérias de interesse institucional, desde que expressamente mencionadas na ordem do dia, o que se cumpre integralmente no presente edital.

Adicionalmente, ressalta-se que, por tratar-se de deliberação que versa sobre a destituição do Presidente da AROM e possíveis encaminhamentos relativos à  recomposição da diretoria, aplica-se o quórum especial de deliberação, conforme previsto no próprio Estatuto, devendo a Assembleia se instalar:

Em primeira convocação: com a presença da maioria absoluta dos associados efetivos adimplentes;

Em segunda convocação: com a presença de dois terços dos associados efetivos adimplentes.

Por zelo institucional e em estrita observância ao artigo 9º, §3º, do Estatuto da AROM, bem como ao artigo 5º, inciso IX, da Lei nº 14.341/2022, fica expressamente consignado que somente os prefeitos em exercício e adimplentes poderão representar seus respectivos municípios na Assembleia, com direito à voz, voto e assinatura.

Ressalta-se que não será admitida a representação deliberativa por terceiros, inclusive por vice-prefeitos, ex-prefeitos, assessores, membros da diretoria, suplentes de chapa ou quaisquer outros que não estejam no exercício regular do cargo de Prefeito Municipal, ainda que figurem como integrantes da administração da entidade.

A condução dos trabalhos será exercida por um dos prefeitos signatários, conforme escolha dos presentes, assegurado o princípio da soberania da Assembleia Geral.

Porto Velho – RO, 28 de março de 2025.

Prefeitos Signatários:
Cleone Lima Ribeiro – Prefeito de Vale do Anari
Idiznei Castro Martins – Prefeito de Itapuã do Oeste
Charles Luis Pinheiro Gomes – Prefeito de Vale do Paraíso
Éder da Silva – Prefeito de Rio Crespo
Gilmar Tomaz de Souza – Prefeito de Governador Jorge Teixeira
Gilliard dos Santos Gomes – Prefeito de Theobroma
João José de Oliveira – Prefeito de Nova União
Ezequiel Saldanha – Prefeito de Urupá
Jair Luiz – Prefeito de Alvorada d’Oeste
Cícero Godoi – Prefeito de Castanheiras
Lucas Pereira – Prefeito de Primavera de Rondônia
Edilson Crispin Dias – Prefeito de São Miguel do Guaporé

Publicado por:
Veronica Vilete Fonseca
Código Identificador:191E56FA

Matéria publicada no Diário Oficial dos Municípios do Estado de Rondônia no dia 28/03/2025. Edição 3948a
A verificação de autenticidade da matéria pode ser feita informando o código identificador no site:
https://www.diariomunicipal.com.br/arom/

FONTE: OBSERVADOR.COM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

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  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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