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Queda do PIB estimada em 5,52% este ano – Por Sílvio Persivo

Da estabilidade ideológica através dos tempos. “Quando Moisés leu os 10 mandamentos, o grupinho que estava à esquerda do Sinai começou a vaiar: ‘Fora! Fora! Este decálogo é individualista, repressivo e ditado de cima para baixo’” (Millôr Fernandes).

 

HIDROELÉTRICAS NA AMAZÔNIA É TEMA DO 3º WORKSHOP INTERNACIONAL

A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) em colaboração com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade da Flórida estão promovendo o 3º Workshop Internacional da Rede Internacional de Pesquisas em Barragens Amazônicas com o tema: Hidrelétricas na Amazônia: Governança, Gestão Adaptativa e Alternativas. O evento está sendo online, no formato de sessões temáticas a serem realizadas a cada duas semanas. A primeira sessão temática foi em 07 de agosto, e a próxima será dia 21 de agosto, às 15h no horário de Brasília, sobre “Monitoramento e mitigação de impactos”. Tendo como um dos principais objetivos fornecer recomendações para aperfeiçoar o processo de planejamento e gestão dos impactos socioambientais empreendimentos hidrelétricos na região Amazônica e apresentar alternativas para a energia hidráulica, a programação inclui palestras, discussões abertas, lançamento do e-book “Rios, Terras e Culturas: Aprendendo com o Sistema Social-Ecológico de Tocantins” e uma sala de vídeo com trabalhos acadêmicos e contribuição de atores sociais sobre o tema do workshop, com prazo para submissões aberto até 22 de agosto de 2020.  Para mais informações sobre inscrições, palestrantes, temas e data de realização das sessões temáticas, acesse a página do evento através desse link: http://amazondamsnetwork.org/workshop-online2020/“.

 

VENDAS DOS DIA DOS PAIS CRESCEU NO AMAZONAS

As vendas do Dia dos Pais, em 2020, no Amazonas aumentaram em 2,5%, com um tíquete médio de R$ 100,00, que foi 10% maior do que o previsto (R$ 90,00), com produtos de maior valor agregado (como smartphones) liderando as vendas, segundo o  CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus). Porém, há sérias dúvidas sobre se o resultado é uma garantia de vendas futuras melhores. Os lojistas consideram que o aumento pode ser derivado de uma demanda reprimida. E, para muitos deles, dependeu demais da injeção do auxílio emergencial. Esta é a opinião do presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Azury, que não considera os resultados uma tendência, pois, “Continuo dizendo que boa parte do aumento da demanda e aquecimento das vendas se deve à ajuda emergencial e a quantidade de dinheiro que está entrando. Enquanto houver, acredito que o comércio vai continuar cada vez mais forte”.

 

QUEDA DO PIB ESTIMADA EM 5,52% ESTE ANO

O mercado financeiro reajustou a queda da economia brasileira para este de 5,62% para 5,52%. A nova estimativa do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante o ano,  foi divulgada no boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. Esta é a sétima redução em semanas consecutivas.Já, para,  o próximo ano, a proejção é de crescimento de 3,5%, a mesma previsão há 12 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar uma expansão de 2,50% do PIB. Quanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, este aumentou de 1,63% para 1,67% este ano. Para 2021, a estimativa de inflação continua em 3%,  que é a mesma de nove semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não foi alterada: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

 

ESPECIALISTA EM TRIBUTOS DEFENDE MAIOR TRIBUTAÇÃO DA RENDA

O ex-deputado federal e economista Luiz Carlos Hauly analisa como insuficiente o projeto de reforma do Governo Federal, embora considere importante a substituição do PIS e Cofins por uma contribuição única, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Ele discorda é da forma fatiada do processo, de vez que “Nos últimos 30 anos, foram 17 ‘reformas fatiadas’. A carga tributária aumentou de 22% para 34%, 35% sobre o Produto Interno Bruto no período. E o sistema tributário continua sendo o maior empecilho ao desenvolvimento brasileiro”. Hauly defende uma reforma que promova de fato maior tributação de renda, e menor tributação do consumo e compara a proporção da carga tributária sobre o consumo no Brasil e dos EUA: “Nos EUA, 34% dos tributos incidem sobre a renda, e 32% sobre o consumo. No Brasil, 50% da carga tributária está sobre o consumo, enquanto 21% sobre a renda. O ideal é que fosse pelo menos 35% a 35%”. E completa que os encargos sobre a folha de pagamento como também entraves ao desenvolvimento econômico, problema que uma proposta de reforma tributária precisa atacar. Hauly também comparou a evolução do crescimento econômico nas últimas décadas com períodos anteriores a 1980, e aponta a elevação da carga tributária como decisiva para a degradação verificada nos índices de crescimento brasileiro. “Até os anos 80, a média de crescimento econômico do Brasil era de 6,3% ao ano. Depois dos anos 80, baixou para 2,2% ao ano. Se pegarmos só os últimos 10 anos, é uma média de apenas 1% ao ano. Nos últimos cinco anos, ainda pior: -0,5%. A reforma tributária deve ser ‘a mãe e o pai’ de todas as reformas” declarou. Para ele, o sistema tributário é responsável pela formação de preços no mercado, pelo impacto nos salários, no poder de compra das famílias e na geração de empregos. É preciso uma reforma que promova mudanças neste cenário para criar “um círculo virtuoso, para que o Brasil volte a crescer”.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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