Cidades

Publicações nas redes sociais do Prefeito de Porto Velho Léo Moraes são abordagens de gosto duvidoso; MP/RO autoriza promoção pessoal com dinheiro público?

A Prefeitura de Porto Velho virou uma grande produtora de festas na Capital para o prefeito Léo Moraes se promover pessoalmente. Nunca mais passou nenhuma data festiva em branco. É confete, pão e circo para todos os lados. E as redes sociais pessoais do prefeito, e não a institucional da prefeitura, tem surgido como um verdadeiro guia de divulgações de festas, sempre com piadinhas infames e até brincadeiras de cunho infantis como ingredientes para chamar a atenção.

Esse marketing circence chega a desafiar a inteligência de pessoas com senso mínimo do ridículo. Uma instituição tão importante como a PMPV deveria ser tratada, pelo menos, com seriedade. A gente vê falhas na gestão da educação, falta de diálogo com professores e até promessas vazias seguidas de traição e a prefeitura brincando em vídeos do tik tok e outras redes sociais. É um marketing de mal gosto e há quem chame o responsável por esse trabalho até de “Marketeiro de Merd…”, como fez o jornalista Fabio Camilo na semana passada em seu programa de TV, e em outras ocasiões, justificando exatamente de como isso está sendo conduzido e aceito pelo prefeito.

Léo Moraes é uma pessoa extremamente inteligente, já demonstrou isso várias vezes, não se sabe como ele valida esses roteiros pobres de espírito para divulgar seus vídeos. Dá para perceber que a equipe de criação tem uma liderança fraca e desprovida de técnicas publicitárias que realmente tratem a instituição com seriedade. O COLUNA DA HORA verificou com suas fontes e chegou ao nome de “Anderson Parente”, como responsável por toda essa “baguncinha de mal gosto” feita com a prefeitura de Porto Velho. Não se sabe se o jovem tem formação na área, mas dá para imaginar, se for levar em conta o que vem sendo realizado.

QUANDO A PROMOÇÃO PESSOAL VIRA POLÍTICA PÚBLICA

O caso Anderson Parente deixou de ser apenas um ruído nos corredores do Prédio do Relógio. O acúmulo de funções, salários elevados, diárias recorrentes, jetons em conselhos estratégicos e a centralização informal da comunicação institucional já compõem um cenário que, no mínimo, exige reação firme do Ministério Público de Rondônia.

Não se trata mais de divergência política ou antipatia pessoal. Trata-se de dinheiro público, princípio da impessoalidade e da linha tênue, cada vez mais borrada, entre comunicação institucional e promoção pessoal do prefeito Léo Moraes.

O prefeito já não esconde o uso ostensivo da máquina pública para reforçar sua imagem. Basta uma análise objetiva das publicações oficiais: em um levantamento simples das matérias produzidas pela Prefeitura de Porto Velho, ao menos metade carrega nome, imagem e protagonismo direto do prefeito. É marketing político travestido de informação institucional.

Aqui cabe a pergunta que ecoa fora das redes sociais:

QUEM PAGA PELA CONSTRUÇÃO DESSA IMAGEM

Se o Instituto Veritá aponta Léo Moraes como o prefeito com maior aprovação do Brasil, é legítimo perguntar se esse resultado decorre de gestão pública ou de um trabalho intensivo e profissional de marketing digital. E, se há uma agência cuidando da imagem pessoal do prefeito, outra pergunta se impõe: qual é o nome dessa agência e quem são os profissionais que a representam? Em ano eleitoral, todos os candidatos querem conhecer esse grupo de marketing “tão glorioso” e pago com dinheiro dos contribuintes.

Porque, dentro da Prefeitura, existe uma equipe numerosa, bem remunerada, lotada formalmente no município, mas dedicada exclusivamente às redes sociais do prefeito. Salários que, somados, facilmente ultrapassariam a casa dos R$ 60 mil mensais. Uma equipe isolada fisicamente, operando como um bunker de propaganda pessoal dentro do prédio do relógio, sede do gabinete oficial da PMPV.

No centro desse arranjo está o desconhecido Anderson Parente. Não apenas assessor, mas coordenador informal, operador político e elo entre publicidade oficial, redes sociais e bastidores de poder. Tudo isso enquanto transita por conselhos estratégicos, viaja com diárias generosas e mantém influência direta sobre decisões que extrapolam, em muito, suas atribuições formais.

AS PERGUNTAS NÃO PÁRAM DE ACUMULAR DÚVIDAS

Qual o critério técnico para a presença de Parente no Conselho de Previdência (IPAM)?

Por que tantas reuniões extraordinárias na Emdur?

E há ainda episódios que circulam nos bastidores políticos e administrativos, relações pessoais, pagamentos atípicos, encontros com agências nacionais investigadas por uso de sites fantasmas, que não podem ser tratados como fofoca, mas como indícios que exigem apuração séria, técnica e independente.

Quando surgem “jabutis” demais em uma mesma árvore, cabe exigir investigação. Alô, MP/RO, cadê você?

COLUNADAHORA.COM.BR – JORNALISTA GÉRI ANDERSON DRT/RO 1795

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