Agronegócio

Produtividade da lavoura de milho depende de nutrientes bem aplicados, diz especialista

Samuel Guerreiro, diretor técnico da Brandt do Brasil, explica como enxofre e potássio podem elevar a qualidade das plantações

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A agricultura não depende apenas de plantação, irrigação e tempo adequado para produzir bons resultados. O aumento da potência das lavouras está atrelado, atualmente, a uma necessidade de nutrir as plantas com recursos cientificamente testados, sem prejudicar o meio ambiente e proporcionando segurança alimentar e qualidade para o consumidor final.

Na lavoura de milho, que cresce a cada ano, dois nutrientes essenciais para o aumento da produtividade são o enxofre e o potássio, conforme explica o engenheiro agrônomo Samuel Guerreiro. “É evidente que a agricultura brasileira tem se profissionalizado cada vez mais e isso tem sido percebido nos resultados de produção”, diz.

Guerreiro, que é diretor técnico da Brandt do Brasil, diz que o uso de enxofre e potássio no milho rendeu “incremento médio de 17,68 sacas por hectare”, segundo constatou pesquisa ao longo de 10 anos nos Estados Unidos, onde a matriz da Brandt tem sede. Na entrevista a seguir, ele explica como esses dois nutrientes agem sobre a plantação.

A Brandt do Brasil tem destacado a importância de nutrir plantações de milho com enxofre e potássio. Como a empresa chegou à conclusão de que isso é eficiente?

 

A Brandt tem mais de 65 anos de experiência em tecnologias agrícolas desde sua criação, nos Estados Unidos. Está presente em mais de 50 países, o que lhe proporciona a vantagem de estar acompanhando o desenvolvimento de todas as novas tecnologias do setor. Contamos com uma equipe de pesquisadores responsáveis pelo Departamento de Desenvolvimento e Inovação da empresa, onde criamos novas tecnologias internamento, e também com contribuições desenvolvidas em ambientes acadêmicos somados a um network com diferentes empresas de inovação do ramo. Com isso, foi possível compreender não somente a necessidade que as plantas têm de nutrientes como enxofre e potássio, mas também o mais importante, como fazer com que planta realmente utilize o que está sendo aplicado. No caso do milho, por exemplo, eles são de extrema importância para a cultura.

De que forma esses nutrientes agem sobre a planta?

 

O enxofre ajuda a aumentar a oferta de proteínas e aminoácidos essenciais. Como consequência, o uso desse recurso aumenta a qualidade do grão, melhora a defesa natural da planta contra os chamados patógenos; que são organismos causadores de doenças e também atua no controle hormonal para o crescimento e a diferenciação celular. Já o potássio regula abertura e o fechamento de estômatos; estruturas que ficam especialmente nas folhas, realizando trocas gasosas e regulando a turgidez. O potássio também é responsável pelo transporte de outros nutrientes, promove a absorção de água, auxilia o armazenamento e transporte de carboidratos. Esse elemento também é um ativador enzimático e atua na fotossíntese. Lembrando que essas funções serão ativadas pelos nutrientes que a planta conseguirá absorver e translocar, pontos cruciais principalmente quando se fala de aplicação de nutrição via foliar.

Para saber se um produto ajuda ou não a aumentar a produtividade, é preciso muito estudo. Quanto tempo demora uma pesquisa desse tipo?

 

Quando falamos de nutrição, falamos de uma das áreas mais complexas da agricultura, que envolve todo o metabolismo das plantas, e alguns conceitos que ainda não estão totalmente claros até mesmo para os pesquisadores mais renomados. Temos várias situações que podem se estender a décadas de estudos e validações. Porém, pensando em uma pesquisa de validação, em que já se conhece o problema a ser resolvido e a solução já foi desenvolvida, temos pela frente pelo menos de dois a três anos de testes de validação no campo, contando com testes em diferentes países e regiões, e, ainda, testes em universidades, consultores, empresas de pesquisas oficiais, entre outros. Pensando em desenvolvimento de tecnologias, o tempo é longo, e o aprimoramento é constante. Temos como exemplo as nossas tecnologias Manni-Plex e Smart System, que apesar de serem consolidadas e referências mundiais, continuamos aprimorando, sempre visando a maior eficiência do uso dos nutrientes aplicados via foliar. Com isso conseguirmos mudar um conceito importante para a agricultura, quando falamos de nutrição via foliar: a qualidade supera a quantidade, ou seja, não adianta eu colocar duas ou três vezes mais enxofre ou potássio de um produto que não entrega a absorção e translocação necessária desses nutrientes. Temos inúmeros trabalhos mostrando produtividades superiores justamente utilizando doses duas ou três vezes menores dos nutrientes, mas com a tecnologia certa para garantir o uso desses pelas plantas.

Em números, é possível comparar o resultado apresentado em plantações com e sem o uso dos produtos apontados pela Brandt como eficientes?

 

Falando em milho, temos um histórico nos EUA de 10 anos de pesquisa, em que o incremento médio foi de 17,68 sacas por hectare onde foram utilizadas nossas tecnologias. Como média, isso significa que em alguns anos a diferença foi menor e em outros anos, maior. Tudo é uma questão de combinação de fatores como: híbrido, solo, patógenos, pragas, plantas daninhas, nutrição e clima. O que faz com que cada ano seja diferente, pois muitos fatores não estão sob o nosso controle, principalmente o clima, o qual tem influência direta em quase todos os demais fatores, que irão influenciar positivamente ou negativamente o desenvolvimento das plantas e a expressão do seu potencial produtivo.

Especialmente em relação à plantação do milho na safrinha, o que o senhor acha que falta ao produtor rural e o quais sãos os desafios que ele tem pela frente?

 

O produtor vem fazendo sua tarefa de casa e se dedicando cada safra mais ao milho safrinha. Como consequência, a safrinha de milho tem crescido a cada ano. Em 2019, já existem estatísticas que indicam que estão sendo plantados 11,2 milhões de hectares. Esse número representa um aumento de 15,5% em relação ao ano passado. Além disso, a expectativa é colher 66,5 milhões de toneladas com essa segunda safra. Esse aumento da oferta decorre do aumento da área e da produtividade, a partir também do uso de tecnologias cada vez mais modernas, que contribuem para a ampliação dos ganhos dos agricultores que investem na correta nutrição das plantas e o correto manejo de pragas, doenças e plantas daninhas. Ao percorrer as cidades brasileiras, é possível perceber que a maior parte dos produtores rurais já têm consciência da necessidade do complemento nutricional para as plantas, como forma de potencializar o desenvolvimento e o potencial produtivo. O produtor nacional de milho vem investido mais em fertilizantes e defensivos na segunda safra, o que não era comum tempos atrás. Também como consequência disso, a safrinha virou “safrona” e atualmente a média de produtividade nacional da safra verão e a safrinha estão quase que equiparadas. Seguir as regras de aplicação indicadas em produtos e não deixar os investimentos de lado, mesmo que o custo de produção aumente, são boas maneiras de incrementar a produtividade e o rendimento líquido por área.

O Brasil tem um tamanho continental e as características de cada região são muito diferentes. Para atingir uma boa produtividade em cada uma delas, o que é preciso ter em mente?

 

É evidente que a agricultura brasileira tem se profissionalizado cada vez mais e isso tem sido percebido nos resultados de produção. Antes do plantio da lavoura é preciso ter em mente o quanto se deseja produzir. A partir disso, será calculado o investimento a ser feito em genética (semente), fertilizantes e defensivos para se atingir o objetivo proposto. Aplicar grandes quantidades de determinado fertilizante pode prejudicar o desenvolvimento da planta, além de ser algo negativo do ponto de vista financeiro. Por outro lado, utilizar quantidades menores que as indicadas e recomendadas não vai produzir o resultado esperado. O segredo é o equilíbrio. Os produtos comercializados são resultados de diversos testes e estudos – teóricos e práticos – e a recomendação sempre deve ser seguida à risca, tanto no âmbito da nutrição como de proteção de plantas. A Brandt do Brasil, por exemplo, oferece algumas soluções. O Manni-Plex K (potássio) tem indicação de um a dois litros por hectare na produção de milho, entre o primeiro e o quarto estádio reprodutivo da planta. O Focus-S-Micros (enxofre) tem uma variação maior (conforme a necessidade específica das culturas): de meio litro a cinco litros por hectare. Além de outros produtos como Smart Trio, Smart Cobre, Target N3200, entre outros. Seguindo as regras de boas práticas agrícolas aliadas com as recomendações fornecidas por fabricantes de outros recursos, certamente haverá alto desemprenho, tanto na safrinha, quanto na safra de verão do milho. Afinal, as plantas precisam desses elementos, que são absorvidos naturalmente em grandes quantidades. Juntos, eles atuam no metabolismo das plantas entregando maiores rendimentos ao produtor rural.

FONTE: ASSESSORIA TEXTO COMUNICAÇÃO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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