Teia Digital

Produção de bens de capital sobre 37,2% – Por Sílvio Persivo

Vamos em frente que atrás vem gente. “Não importa se o seu caminho for lento, desde que você não pare” (Confúcio).

DIRETOR DO JOÃO PAULO II ALERTA PARA O PERIGO DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NO CARNAVAL

Segundo o diretor-geral do Pronto-Socorro João Paulo II, referência no atendimento de alta complexidade em Rondônia, Carlos Eduardo Araújo, as vítimas de acidentes de trânsito representam cerca de 70% dos atendimentos de traumas na unidade.  Só no último fim de semana o hospital atendeu 42 casos deste tipo, 30 deles envolvendo condutores de motocicletas. As vítimas têm perfis diversos, mas, se observa a preponderância de um número significativo de jovens, que, muitas vezes, são os responsáveis por prover a família. O Pronto Socorro, segundo o diretor, funciona o ano inteiro com toda a capacidade operacional e está pronto para atender a demanda do período de Carnaval. ‘‘Embora a gente tenha feito campanhas de conscientização para que evitem ou diminuam esses acidentes, nem sempre isso é possível, então nós temos observado uma demanda de 40% a 50% a mais nestes períodos festivos, como é o caso do Carnaval’’. Diante dos problemas de trânsito, o diretor alerta: ‘‘É preciso redobrar os cuidados, sigam as regras de trânsito; observem as sinalizações; obedeça à lei de beber e não dirigir para podermos minimizar os acidentes de trânsito e as sequelas deixadas por eles’’.

 

EFEITOS DA CONCORRÊNCIA

As críticas ao capitalismo, em geral, não levam em conta que, desde que a livre concorrência seja mantida, se obtém bens e serviços por um custo muito menor. Veja o que o surgimento do Uber proporcionou: serviços melhores e custo mais baixo. O que não seria possível com os táxis, submetidos a burocracia pública. Mas, a concorrência fez os profissionais se virarem em Porto Velho. Resultado: o táxi compartilhado. As pessoas que podem pagar um pouco mais estão adorando: maior conforto por um preço em conta. Claro que isto afeta o transporte público, mas, convenhamos, o de Porto Velho tem que fazer o dever de casa. A passagem é muito cara para um serviço que, apesar de ter melhorado um pouco, ainda é muito ruim.

 

EXPLORAÇÃO DANOSA

Aliás, em se falando de falta de concorrência, continua a existir um monopólio dos táxis no aeroporto. O menor preço, quando se chega, para o centro da cidade é de cerca de R$ 40,00. É um absurdo. E os visitantes, em geral pessoas que vem fazer negócios, se queixam. São explorados também, como qualquer pessoa que viaja, pelas empresas aéreas que cobram, cada vez mais, um valor maior pela bagagem. São, justamente, setores regulamentados pelo governo. A inflação, com certeza, provem dos preços administrados. São bens, serviços e impostos que alimentam a inflação. E contra o governo, infelizmente, nem recorrer à Justiça parece dar resultado.

 

O RESULTADO ESPERADO DAS JANELAS QUEBRADAS

Recebo um e-mail me provocando. De fato tenho me esquivado de discutir política. Não sou, particularmente, um defensor de Temer, mas, justiça seja feita, olhando o que tem feito, está fazendo o dever de casa. É insano que as esquerdas, e os petistas notadamente, atribuam tudo que está errado ao atual governo quando passaram quase uma década e meia no poder. Porém, é impossível discutir com a fé ou com a crença no grande líder operário. Assim, na falta de uma discussão técnica, melhor deixar o tempo, que é senhor da razão, restabelecer o sol do conhecimento. Para não deixar sem resposta a provocação lembro apenas da teoria das janelas quebradas ou “Broken windows theory”, que o cientista político James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling, americanos, expuseram na revista Atlantic Monthly, mostrando a desordem como fator de elevação dos índices da criminalidade. Neste sentido, a tal teoria diz que se os pequenos delitos não forem reprimidos, conduzem, inevitavelmente, a condutas criminosas mais graves, em vista do descaso em punir os responsáveis pelos crimes menos graves. Ou seja, se a corrupção alcançou as alturas que alcançou é porque não houve uma efetiva atuação no combate à criminalidade. Logo, quando se chega ao estágio atual, que picham como auge da corrupção, não se pode isentar os governos Lula e Dilma do crescimento da micro e da macrocriminalidade. As malas de dinheiro, as delações, as contas no exterior, enfim, o que aparece, agora, foram precedidos do loteamento das estatais, das licitações arranjadas, dos dossiês, dos dólares na cueca, da dancinha da parlamentar no Congresso. Antes da Lava Jato é preciso lembrar que houve o Mensalão. E Lula, Dilma & cia. reclamam dos que antes louvavam. Ou será que não foram sempre parceiros de todos que estão com Temer? É só pra chatear mesmo. Se gostasse de discussão tola ia zoar no Facebook,  local onde se pode discutir muito sem pensar. Penso que a política atual de tão criminalizada não precisa de análise mais profunda. Os frutos podres já estavam nas sementes e nas árvores.

 

PRODUÇÃO DE BENS DE CAPITAL SOBE 37,2%

Os fabricantes de bens de capital comemoram a reação mais consistente dos investimentos produtivos este ano. Segundo análise da Tendências Consultoria, a produção de itens como máquinas, equipamentos e caminhões cresceu 37,2% em dezembro, na comparação com o pior momento do setor, que foi registrado entre o quarto trimestre de 2015 e o primeiro de 2016. Também foi observada a maior alta no segmento de bens de capital para construção civil, cuja produção deu um salto de 141,8% no período, variação influenciada pela base de comparação fraca do ano anterior. Depois, os aumentos mais expressivos ocorreram nos segmentos de equipamentos de transporte (49,4%), bens de capital de uso misto (47,6%), peças agrícolas (43%) e bens de capital agrícolas (35,1%). O setor de bens de capital para energia elétrica avançou 11,2%. A expansão mais fraca, de 6,9%, ocorreu no segmento de bens de capital para fins industriais, o único a crescer abaixo de dois dígitos na comparação.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO

PROFESSOR E ECONOMISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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