Teia Digital

Produção Agrícola de 2019 aumenta – Por Sílvio Persivo

A ação política é imprevisível. “Governar é agir na cegueira da indeterminação do tempo” (Patrick Boucheron). 

PRÊMIO IEL DE ESTÁGIO 

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que trabalha com a missão de formar e conectar profissionais e empresas, através de ações educacionais, de estímulo à negócios e de acompanhamento e preparação para o mercado de trabalho, como é o caso da divisão de estágio, abriu as inscrições para o Prêmio IEL de estágios até sexta-feira, 19, através do https://portal.fiero.org.br/iel. O objetivo do Prêmio é incentivar as empresas a manter a excelência em seus Programas de Estágio e reter os melhores estagiários. A cerimônia de premiação acontece dia 23 de agosto, no salão de convenções do Sistema Fiero, a partir das 19 horas. Poderão participar do processo estudantes regularmente matriculados e efetivamente frequentando cursos da educação profissional de nível técnico ou superior. Instituições de ensino público ou privado atuantes com educação profissional e/ou educação superior devidamente reconhecidas pelo MEC e que possuam convênio firmado com o IEL e possuir alunos incluídos em programas de estágio intermediados pelo IEL também podem se inscrever, assim como empresas públicas e privadas e entidades do terceiro setor que atendam aos requisitos de elegibilidade. Ser legalmente constituída; possuir programa de estágio em vigor, cumprindo a legislação de estágio (Lei nº 11.788/2008). Possuir contratos vigentes em programas de estágio desenvolvidos e executados no Brasil, intermediados pelo IEL. Estão previstas premiações nas seguintes categorias: Estagiário destaque – 1º. Lugar – troféu; R$ 500,00 (quinhentos reais) e certificado; 2º lugar recebe troféu e Certificado. O 3º lugar também recebe troféu e certificado. Para a Instituição de Ensino destaque (Ensino Superior) – 1ª lugar: troféu e divulgação em mídias sociais; 2ª lugar: troféu e divulgação em mídias sociais e 3ª lugar: troféu e divulgação em mídias sociais. 

ABATE BOVINO É MAIOR EM 2019

A bovinocultura de corte no estado de Rondônia nos seis primeiros meses do ano de 2019, aumentou o número de abate de bovinos de corte 7,5% frente ao mesmo período de 2018. Segundo os dados quantitativos de abate de responsabilidade dos SIPAs/DFAs do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de janeiro a junho 2019 foram abatidas 1.242.204 cabeças, um acréscimo de mais de 91 mil animais em relação a 2018 (1.150.928), garantindo o quarto lugar no ranking nacional e o primeiro na região norte em abate sob Serviço de Inspeção Federal (S.I.F.).  Além dos abates sob a responsabilidade da inspeção federal, Márcio Alex Petro, diretor técnico da agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), descreve que no mercado interno foram abatidos, segundo os dados do sistema de Guias de Transporte Animal (GTA) 104.048 cabeças, sendo 72.457 sob a fiscalização estadual e 31.591 sob a inspeção municipal. “Hoje o estado de Rondônia conta com 46 unidades frigoríficas, constituído por 14 unidades sob inspeção federal, 11 sob fiscalização estadual e 21 sob vigilância municipal,” segundo Petro. 

EXPORTAÇÕES DE CARNE DESOSSADA TAMBÉM AUMENTAM 

No acumulado, as exportações de carne bovina do estado de Rondônia, até o mês de junho de 2019, já são 30,22% superior ao volume exportado no mesmo período de 2018, alcançando mais de U$ 290 milhões em faturamento, segundo os dados do Comex Stat – o sistema para consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro – do Ministério da Economia (ME). Em volume, o resultado foi de 80.787 toneladas de carnes exportadas. A categoria que teve destaque na pauta de exportação do estado de Rondônia foi a carne desossada de bovino congelada, com mais 31% de toda a exportação no período. Os dados do ME, no período de janeiro a junho de 2019, mostram ainda que o item carne desossada de bovino fresca ou refrigerada atingiu acréscimo de 21,53% relativo ao período de 2018.

A receita tributária estadual do Amazonas seguiu em trajetória de alta em junho, porém, mais devagar. Em valores brutos, o recolhimento subiu 7,7% em relação ao mesmo mês do ano passado – em contraste com os 10,5% de maio. O valor foi de R$ 855,62 milhões (2019) sobre R$ 794,47 (2018). No semestre, a expansão foi de 4,78%, de R$ 5,04 bilhões (2018) para R$ 5,28 bilhões (2019). Descontada a inflação, a elevação foi de 2,9% na variação mensal, bem abaixo dos 5,1% de maio. No acumulado, avançou 0,49% – melhor do que os 0,02% do mês anterior. Os dados são na nota técnica da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), que informa que o aumento foi puxado pelo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Responsável por perto de 90% das receitas, o tributo avançou 8,1% em relação a  junho de 2018 (R$ 709,85 milhões) e chegou a R$ 767,50 milhões. No acumulado, o montante passou de R$ 4,51 milhões (2018) para R$ 4,68 milhões, uma diferença de 3,75%. Descontada a inflação, houve uma alta de 3,3% no mês e queda de 0,49% no acumulado.

PRODUÇÃO AGRÍCOLA DE 2019 AUMENTA

O IBGE aumentou em 4,2% sua projeção para a produção agrícola em 2019 para 236 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Ao mesmo tempo, a estimativa da área a ser colhida foi de 62,8 milhões de hectares. Desta forma, superando em 3% a área de 2018 (mais 1,8 milhão de hectares). Neste sentido, o arroz, o milho e a soja representam 92,5% da estimativa da produção. Assim, respondendo por 87,3% da área a ser colhida. Porém, em relação a colheita, o instituto projetou quedas de 4,5% para a soja e de 11,2% para o arroz, e aumento de 17,1% para o milho. A produção agrícola apresentou aumento nas regiões Norte (+6,4%), Centro-Oeste (+5,7%), Sul (+5,2%) e Nordeste (+0,5%). O Sudeste registrou queda de 3,4% na estimativa.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL –  JORNALISTA, PROFESSOR, ECONOMISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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