A prefeitura de Porto Velho está brincando, literalmente, com o dinheiro público. Dessa vez, remanejou 2 milhões de reais de outras secretarias para realizar um evento de jogos eletrônicos sem licitação e com duração de apenas dois dias.
Conforme documento anexo nesta reportagem do Site “Fatos RO”, foram desviados dinheiro que iria para logística de serviços básicos (limpeza e manutenção de ruas), sinalização de segurança e organização do trânsito (semáforos, faixa de segurança, etc.), modernização de sistemas de T.I., dinheiro de administração pública e ainda dinheiro que seria investido nos esportes de base, onde crianças carentes praticam várias modalidades do esporte, saindo assim, da mira de captação humana de facções e outros criminosos, além de se desenvolver para uma carreira promissora no futebol, voley, basquete, natação, atletismo, etc…
As escolinhas estão sendo sucateadas nessa gestão por conta de desvios de verbas para outras finalidades, sempre com festas e eventos para promoção pessoal do prefeito e de seu irmão Paulo Moraes Junior, secretário da Semtel.
No ano passado os eventos esportivos que as crianças estavam acostumadas a participar durante os oito anos da gestão Hildon Chaves, como torneios e campeonatos até com a participação do ex-jogador ídolo do Flamengo-RJ, Zico, foram cancelados sem explicação. O Zico veio a capital por duas vezes e selecionou alguns atletas infantis para fazer teste em grandes clubes de futebol no Rio de Janeiro. Isso acabou na gestão do irmão do prefeito!
Um absurdo! Tudo isso para contratar uma empresa, sem licitação, para realizar um evento destinado para “Gamers”. “Porto Velho realmente deve estar necessitando de um evento como esse. O assunto está sendo tratado como emergencial, pela pressa e atenção a qual está tendo, pela SEMTEL, a secretaria comandada no papel pelo irmão do prefeito Léo Moraes, onde ele não assina nenhum documento, pois tem um “fantoche executivo para segurar os B.O.”.
É por esses desmandos e outros é que jornalistas e colunistas andam dizendo que essa administração vai ter uma invasão policial ainda em 2026. Foi o que disse na tv, por exemplo, o político-jornalista, Samuel Costa, pré-candidato ao governo do estado e amigo do prefeito Léo Moraes. A “porta está escancarada” e só não enxerga que há muita coisa errada quem faz parte de tudo isso. Estamos de Olho!
VEJA A MATÉRIA COMPLETA ABAIXO, COM DOCUMENTAÇÃO E TUDO MAIS:
JORNAL FATOS RO – Um evento de games no valor de R$ 2 milhões para apenas dois dias de programação está gerando questionamentos em Porto Velho e colocando em debate as prioridades da administração municipal.
O evento está sendo organizado pela Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (SEMTEL), comandada pelo secretário Paulo Moraes, irmão do prefeito Leo Moraes e pré candidato a deputado estadual.
A contratação foi realizada por meio da Inexigibilidade de Licitação vinculada ao processo administrativo nº 014.000941/2025-51, que prevê a contratação da empresa Ayra Hub Inovações e Tecnologia Ltda para realizar o evento denominado Porto Velho Tecnogame, previsto para ocorrer nos dias 21 e 22 de março de 2026.
Informações constam no Diário Oficial
Com base na publicação no Diário Oficial dos Municípios, consta o Termo de Inexigibilidade de Licitação nº 0604196/2026 – SEMTEL, que formaliza a contratação da empresa responsável pela organização do evento.
O documento descreve a contratação de empresa especializada em planejamento, organização, produção e execução de evento envolvendo todo o ecossistema de games e tecnologia, incluindo estrutura, logística e suporte técnico.
O valor total previsto para a contratação é de R$ 2.000.000,00.
Processo avançou em pouco mais de 30 dias
A rapidez da tramitação do processo chama atenção.
Os atos administrativos ocorreram entre 12 de janeiro de 2026, quando o processo foi iniciado, e 03 de março de 2026, data da publicação do decreto de remanejamento orçamentário que garantiu os recursos para o evento.
Ou seja, todo o procedimento que resultou na contratação de R$ 2 milhões para um evento de apenas dois dias avançou em pouco mais de um mês.
Servidores municipais ouvidos pela reportagem afirmam que outros projetos relevantes e com impacto direto na vida da população aguardam andamento desde 2024, sem receber a mesma prioridade administrativa.
Recursos foram retirados de quatro secretarias
De acordo com o Decreto nº 21.802, publicado no Diário Oficial em 03 de março de 2026, a prefeitura realizou o remanejamento de R$ 2 milhões no orçamento municipal para viabilizar o evento.
Os recursos foram retirados de quatro áreas da administração pública:
SMTI – Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação
➡ R$ 600 mil retirados de ações de modernização de tecnologia.
PGM – Procuradoria Geral do Município
➡ R$ 400 mil retirados da administração da unidade.
SEINFRA – Secretaria Municipal de Infraestrutura
➡ R$ 400 mil retirados de ações de apoio logístico de serviços básicos.
SEMTRAN – Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade
➡ R$ 600 mil retirados da modernização e manutenção de sinalização semafórica.
Todo o valor foi direcionado para a SEMTEL, secretaria responsável pela organização do evento.
Evento será realizado em espaço privado
O Termo de Referência também prevê a locação do espaço Villa Privilege, localizado na Avenida Mamoré, em Porto Velho.
O custo estimado para a locação do local é de R$ 60 mil para apenas dois dias de evento.
Secretário não aparece como signatário
Outro ponto que chama atenção nos documentos publicados é que o secretário Paulo Moraes não aparece como signatário do Termo de Inexigibilidade, apesar de ser o titular da pasta responsável pela contratação.
O documento publicado no Diário Oficial aparece assinado por Rodrigo Ferreira Campos, diretor do Departamento Administrativo e secretário executivo de turismo em substituição.
Câmara enfrenta cortes e servidores são prejudicados
Enquanto a prefeitura direciona R$ 2 milhões para um evento de dois dias, a Câmara de Vereadores de Porto Velho enfrenta forte contingenciamento financeiro após a redução do repasse do duodécimo.
Como consequência, o Legislativo iniciou medidas de corte de despesas que atingem diretamente os servidores, incluindo a redução do auxílio alimentação de R$ 500 para apenas R$ 100.
Prioridades em debate
A realização de um evento de entretenimento financiado com recursos remanejados de diferentes secretarias ocorre em um momento em que a administração municipal enfrenta queda de arrecadação e o Legislativo realiza cortes que impactam diretamente servidores.
A situação levanta questionamentos sobre as prioridades da gestão pública e pode ser analisada por órgãos de controle caso haja formalização de denúncia.


FONTE: COLUNA DA HORA COM FATOS RO


























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