O cenário político de Rondônia começa a ganhar contornos curiosos e até preocupantes dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. Expedito Netto, anunciado com pompa como pré-candidato ao Governo do Estado pela cúpula do PT rondoniense neste ano eleitoral, simplesmente desapareceu do radar político logo após ser “ungido” pelo comando partidário.
Após o anúncio oficial de seu nome como aposta petista para a disputa majoritária, a expectativa da militância era de mobilização, diálogo com as bases, presença nos municípios e construção coletiva de um projeto político sólido. No entanto, o que se viu foi o oposto: silêncio, ausência e um completo vácuo de liderança. Expedito Netto sumiu, deixando a militância petista literalmente a ver navios.
Nos diretórios municipais, a insatisfação cresce. Militantes históricos relatam falta de orientação, inexistência de agenda política e ausência total de articulação. Não há visitas, reuniões, debates públicos ou qualquer sinal de que exista, de fato, uma pré-campanha em andamento. Para muitos, a sensação é de abandono e desrespeito com quem sempre esteve na linha de frente defendendo o partido nos momentos mais difíceis.
A crítica interna é dura: como alguém que se propõe a governar Rondônia pode não conseguir sequer liderar e animar sua própria base?.
A política exige presença, escuta e disposição para o enfrentamento público , atributos que, até agora, não foram demonstrados pelo pré-candidato.
Enquanto outras forças políticas ocupam espaços, constroem narrativas e fortalecem alianças, o PT rondoniense segue à deriva, refém de uma candidatura que não se apresenta. Se continuar nesse ritmo, o projeto petista corre sério risco de naufragar antes mesmo de deixar o porto.
FONTE: FOLHA RONDONIENSE


























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